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Em Juazeiro, a Lagoa do Calú sempre foi mais que um espelho d'água: é memória, história, natureza viva no coração da cidade. Porém, o que se vê hoje é um retrato triste do descaso.
Ao lado, ergue-se uma grande obra de concreto, moderna, cara, pensada para marcar gestões. Mas a pergunta que ecoa é inevitável: de que adianta levantar novas estruturas se não cuidamos do que já temos?
A lagoa, esquecida, denuncia o silêncio das autoridades e a ausência de políticas públicas que respeitem o meio ambiente e a vida urbana. O abandono não é invisível — ele salta aos olhos em cada pedaço de mato tomado, em cada espaço degradado, em cada cidadão que passa e percebe o contraste entre a promessa de progresso e a realidade de negligência.
Talvez a maior obra não esteja no concreto, mas sim na coragem de revitalizar, preservar e devolver à população um espaço que já foi símbolo de encontro, lazer e pertencimento. Enquanto a Lagoa do Calú agoniza, Juazeiro perde não apenas um cartão-postal, mas também a oportunidade de mostrar que desenvolvimento não pode andar separado da preservação.
O progresso não se mede apenas pelo que se constrói, mas também pelo que se conserva.
Karlos Victor - Pedagogo e Técnico de Enfermagem



2 comentários
05 de Sep / 2025 às 11h06
querem Parque da Cidade, mas não sabem o que é comunidade, meio ambiente, história. Juazeiro é futuro que segue em passado-atraso, esperança perdida e sem rumo.
05 de Sep / 2025 às 20h51
Belas palavras