"Estou com medo. Aguardo meus direitos. Não sinto acolhimento na escola. Fui humilhada. Sofro homofobia. Tive que reagir para não morrer calada", diz aluna

Na terça-feira (12), policiais da 76ª CIPM foram acionados para atender a uma ocorrência de lesão corporal em um estabelecimento de ensino do município de Juazeiro (BA). De acordo com a assessoria da Polícia Militar, no local, foi informado que "um vigilante teria sido agredido com uma cadeira após impedir a saída de um aluno. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, Diante dos fatos, as partes envolvidas foram conduzidas à Delegacia de Polícia para adoção das medidas cabíveis.

Em contato com a REDEGN, a aluna, 24 anos (que vamos preservar o nome), disse que "sofre homofobia, transfobia" e é a aluna colégio de tempo integral e acumula muitas piadas e dia 12 foi impedida no seu direito de ir e vir".

"'Minha imagem de boa mulher e cidadã foi rebaixada como se eu fosse uma jovem com descendentes criminais e um perigo para alunos e professores e isto não é verdade. Estou com medo, não tiraram só minha voz e sim minha dignidade de ser humano."

Ela conta que "estava cansada e precisava sair pois já não havia hora de aula" . "O porteiro vigilante já havia liberado outros alunos e não me deu atenção. Fiquei exaltada devido as piadas de homofobia e transfobia. Disseram, assim, o bicho parece mesmo uma mulher. Fui humilhada imensamente. E assim começou a confusão. Fui presa levada dentro do carro da polícia. Estou me sentindo vulnerável. Estou com medo. A escola devia ser local de acolhimento"

Em resposta a REDEGN a Secretaria de Educação do Estado (SEC) apura as circunstâncias de um desentendimento entre uma estudante da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e um funcionário do Colégio Estadual de Tempo Integral Paulo de Oliveira.

A Polícia Militar foi acionada e o caso, encaminhado à Delegacia Territorial do município. A gestão escolar já iniciou a escuta de testemunhas da ocorrência e vai adotar as medidas administrativas cabíveis, após a completa apuração do caso.

A SEC repudia qualquer ato de preconceito, discriminação e intolerância que atente contra a dignidade e os direitos humanos e reafirma a sua posição de defensora da escola como um espaço de aprendizado, diversidade e respeito

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