
Oito pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público da Bahia, suspeias de operarem no Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) esquema de corrupção e crimes ambientais. Denuncias são que fraudava processos de licenciamento ambiental para empreendimentos rurais de grandes fazendeiros da região oeste do estado, concedendo autorizações de forma privilegiada e ilegal em troca de vantagens financeiras. As investigações do MPBA ainda estão em curso, com o propósito de identificar e responsabilizar outros suspeitos de envolvimento no esquema.
Resultado da ‘Operação Ceres’ e oferecida pelo 7º Promotor de Justiça de Patrimônio Público da Capital e pelo Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), a denúncia foi recebida pela Justiça dando início ao processo penal contra os denunciados. Entre os réus, estão servidores públicos, ex-funcionários do órgão e fazendeiro. Segundo as investigações da ‘Operação Ceres’, deflagrada em julho do ano passado, os réus teriam recebido no mínimo R$ 16,5 milhões de fazendeiros entre os anos de 2018 a 2024.
NOTA ASCRA: A Associação Pré-Sindical dos Servidores de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (ASCRA) vem a público repudiar as práticas de fraude e corrupção denunciadas na reportagem divulgada recentemente sobre irregularidades em processos de licenciamento ambiental junto ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), apuradas pela Operação Ceres.
Esclarecemos de forma evidente que os citados na matéria não são servidores efetivos do INEMA e ainda assim, entendemos que cabe à justiça julgar a responsabilização sobre as acusações ou a inocência dos envolvidos.
A ASCRA reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade e a proteção do meio ambiente, cobrando das autoridades competentes o fortalecimento de mecanismos que assegurem transparência, integridade e eficiência no serviço público ambiental. O INEMA é uma instituição que deve manter sua natureza técnica. Somos todos servidores públicos e desejamos alcançar a sociedade em resposta à notícia veiculada buscando garantir maior transparência e publicidade dos atos públicos praticados.



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