Entidades setoriais vão do alívio ao medo do colapso após a publicação da ordem executiva do presidente dos Estados Unidos Donald Trump que aumenta a taxação de produtos brasileiros para 50%. Muitos produtos ficaram fora da taxação, mas itens com grande dependência das exportações para os EUA serão sobretaxados.
Associação de frutas espera que novas negociações e medidas ajudem produtores.
"A Abrafrutas (Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados) seguirá acompanhado as negociações entre os governos dos dois países com a expectativa de um acordo que mantenha o mercado americano atrativo para as frutas brasileiras". O objetivo é manter a interlocução com os importadores americanos e com o governo brasileiro na busca de medidas que possam mitigar prejuízos, disse em nota.
Produtores de manga também defendem que o governo brasileiro negocie com os EUA a isenção da fruta. Eles citam a declaração recente do secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick, sobre zerar tarifas para produtos que os EUA não produzem. De acordo com o colunista Carlos Madeiro, os produtores do Vale do São Francisco receberam como uma bomba a notícia de que ficaram de fora da lista de isenção. O tarifaço afeta diretamente as vendas da chamada "janela americana", entre agosto e novembro, especialmente da manga tipo Tommy, cuja principal exportação é para os Estados Unidos - já que essa variedade não é aceita na Europa.



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