Soja, combustível, celulose, ouro e algodão. Esses foram os principais itens produzidos na Bahia e comercializados para todo o mundo no primeiro semestre deste ano, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado (FIEB). Juntos, os cinco produtos representaram mais da metade das vendas externas do estado de janeiro a junho de 2025, que atingiu US$ 5,3 bilhões em volume de negócios.
A Bahia foi o décimo estado brasileiro que mais exportou para os Estados Unidos no primeiro semestre deste ano. O número equivale a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.
Ainda de acordo com a FIEB, 90,6% dos produtos exportados para os Estados Unidos são oriundos da indústria de transformação. Os principais produtos exportados para o país foram: celulose, manteiga, pneus, combustíveis, café e água de coco.
Segundo o órgão, os Estados Unidos são, atualmente, o terceiro principal destino das exportações baianas, ficando atrás apenas da China e Canadá. Somente no primeiro semestre deste ano, o país norte-americano rendeu US$ 440 milhões ao estado.
Quando convertido em real, esse valor equivale a aproximadamente R$ 2,4 bilhões — 1% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia.
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Dez principais produtos exportados na Bahia
A soja ultrapassou o óleo combustível e agora é a primeira na lista de itens vendidos para o exterior. Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos (SEI), o volume do grão colhido está estimado em 8,61 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 14,3% sobre o verificado em 2024.
A área plantada com a soja no estado é de aproximadamente 2,14 milhões de hectares. O rendimento médio de 4,01 toneladas/hectares tem relevância nesse desempenho positivo, com aumento de 8,3% em relação à safra anterior.
O grão correspondeu a 16% das exportações baianas entre janeiro e junho de 2025.
Já o óleo combustível tem encarado um cenário de aumento das vendas de óleo combustível desde 2022 por causa da valorização das mercadorias de origem primária, as chamadas "commodities". Conforme a SEI, a explicação é o aumento do consumo global após a pior fase da pandemia de Covid-19.
A oferta mundial de petróleo já não conseguia acompanhar a demanda na retomada da atividade econômica, à medida que as restrições eram flexibilizadas, o que elevou o valor da matéria-prima.
Outro fator importante foi a guerra entre Ucrânia e Rússia, segundo maior produtor de petróleo do mundo, atrás apenas da Arábia Saudita. Especialistas no mercado apontam que as sanções contra os russos afetaram as negociações do petróleo russo: as refinarias se recusaram a comprá-lo, enquanto os bancos deixaram de financiar embarques de "commodities".
Entre as cidades baianas que se destacam na produção de óleo combustível estão São Francisco do Conde, Dias D'Ávila, Camaçari e Candeias, todas da Região Metropolitana de Salvador. O produto correspondeu a 13% das exportações baianas no primeiro semestre deste ano.
G1 Bahia



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