
Em menos de um mês, a paróquia de São João Batista, no bairro João de Deus, em Petrolina, foi furtada três vezes. A ação dos bandidos assustou os fiéis e o padre Euclides Nobre, que há cinco meses é responsável pela igreja. O religioso falou sobre a insegurança no local.
“A gente lamenta pelo ocorrido, a gente está muito triste. No entanto, não vamos baixar a cabeça de jeito nenhum, a vida continua. O mal não prevalecerá, o bem vencerá o mal e nós estamos de cabeça erguida, porque vamos tomar também as devidas providências”, diz o padre.
A igreja está em obras e, nos três episódios, os criminosos invadiram o local durante a madrugada. Eles danificaram a estrutura de metal das janelas e entraram pelas brechas. No total, foram levados cinco ventiladores, uma caixa amplificadora, fiação elétrica e de conexão de internet, 100 metros de cabos de som e seis extensões. O prejuízo é de cerca de R$5 mil.
“A gente sabe que o dinheiro da igreja, meu Deus, é suado, é sacrificado, das ofertas, do dízimo, de uma doação, de campanha, festa da padroeiro, não há uma verba extra para dizer aqui: toma aqui R$ 50.000, R$ 100.000 extra. De jeito nenhum. É tudo ralado, é tudo um sacrifício”, afirma padre Euclides.
Depois do terceiro furto, foi registrado um boletim de ocorrências na delegacia do bairro Jardim Maravilha. O delegado Daniel Moreira falou sobre o andamento das investigações do caso. “A gente está coletando na região ao redor, possíveis imagens da vizinhança que possam ter captado esse essas pessoas que praticaram esse furto”.
O delegado reforçou a necessidade do registro de boletim de ocorrência para medir a incidência de crimes na cidade e direcionar o trabalho das forças de segurança. “É importante o registro da ocorrência, por menor que seja o furto, é preciso que se dê conhecimento à polícia de forma oficial, que é através do registro de ocorrência”.
Enquanto a polícia trabalha para localizar os responsáveis pelos furtos, padre Euclides e os fiéis do bairro João de Deus seguem unidos para terminar a obra da igreja.“A gente não pode ser refém disso e muito menos deixar de trabalhar e de lutar. A igreja está em processo de construção, de finalização, etc. É claro que o orçamento aqui é muito alto, mas é devagarzinho, as coisas da igreja são devagar mesmo, é um passo de tartaruga”, diz o religioso.
G1 petrolina Foto reprodução TV Grande Rio



1 comentário
23 de Jul / 2025 às 20h19
Minha gente por amor a Deus, tem tantos policiais residindo ai no João de Deus, se unam: Policiais Penais, Militar, Civil e Guarda Municipal e "caiam em campo" e comecem a colher informações até chegar nos verdadeiros ladrões para ver se consegue readiquirir parte do que foi levado. Vocês que faz parte da segurança publica se unam sem violência para dar uma resposta para sociedade do João de Deus e para própria igreja, pois tudo que foi levado, como informou o padre, foi conquistado com suor e vocês não ficam desmoralizados enquanto membro da segurança pública. hajam logo e não é pra amanhã