Artigo: Barriga, bolso e voto: os instintos que decidem a eleição
A política costuma ser explicada por ideologias, discursos e estratégias partidárias. Mas, no fundo, o voto nasce em um território mais primário e menos sofisticado: o dos instintos humanos.
A psicologia ajuda a compreender por que, em períodos de crise ou bonança, o comportamento do eleitor muda radicalmente. Antes de ser militante ou ideológico, o eleitor é um ser que precisa sobreviver.
Segundo uma linha clássica da psicologia, o ser humano age movido por quatro instintos básicos: dois ligados à sobrevivência do indivíduo e dois à preservação da espécie. Os primeiros são o instinto combativo e o instinto nutritivo. Os segundos, o impulso sexual e o impulso paternal ou maternal, associados à continuidade da vida, à solidariedade, ao cuidado e ao afeto...
