Não dá mais pra esconder: o servidor público da Bahia está pagando mais — muito mais — pelo Planserv.
E isso não é discurso.
É número.
A contribuição já está em 5,5% do salário, podendo chegar a 6%.
Acabou o teto.
Agora é direto no bolso.
E tem servidor pagando 100%… 130%… até 200% a mais.
O custo explodiu.
Mas o atendimento… não.
E quando precisa, o servidor não encontra clínica, não encontra especialista, não encontra solução.
E faz o quê?
Vai parar no Sistema Único de Saúde.
Paga plano…
e usa SUS.
Isso é o retrato de um sistema que falhou.
E em Juazeiro, essa falha tem nome e endereço.
Porque aqui não falta nada.
Tem clínicas especializadas.
Tem profissionais qualificados.
Tem estrutura.
O que não tem…
é o Planserv funcionando.
E isso precisa ser dito com todas as letras:
O problema não é Juazeiro.
O problema é a inércia do sistema.
É um plano que arrecada mais…
e entrega menos.
É um sistema que não credencia…
não amplia…
não resolve.
E aí vem o governador Jerônimo Rodrigues dizer que não credencia clínicas porque elas não existem na cidade.
Isso não é só erro.
Isso é negar a realidade.
Porque quando as clínicas existem…
e o plano não atua…
a responsabilidade é de quem governa.
E aí não tem mais desculpa técnica.
É decisão política.
É escolha de gestão.
Porque aumentar a cobrança e não entregar o serviço…
não é dificuldade.
É falta de prioridade.
E o servidor já entendeu.
Tá pagando mais.
Tá recebendo menos.
E sabe exatamente de quem cobrar.
Porque no final…
a conta chega.
E quem paga…
não esquece...