Espaço do Leitor: Escritor fantasma ou cidadão consciente? Por Luiz Alves

27 de Mar / 2026 às 19h19 | Espaço do Leitor

Chamar alguém de “escritor fantasma” pode até soar como crítica, mas na verdade revela muito mais sobre quem acusa do que sobre quem escreve.

Afinal, por quê?

Por eu não ser político profissional?

Por não ser filho de político?

Por não ter tido a vida inteira sustentada pela política?

Por ser aposentado depois de 35 anos contribuindo com o INSS?

Por ser filho de um trabalhador da Viação Baiana e de uma lavadeira?

Ou por ter construído minha vida com esforço, trabalho e estudo?

A verdade é simples: não existe fantasia quando existe trajetória.

O que existe hoje é uma inversão de valores. Enquanto o cidadão comum trabalha, paga seus impostos e cobra melhorias, certos políticos agem como verdadeiros sanguessugas e escorpiões — vivem do sistema, alimentam-se dele e, no fim, não produzem nada de concreto para a população. Muito discurso, pouca ação.

E aqui está o ponto principal: as denúncias que hoje estão sendo feitas por vereador já haviam sido feitas por mim, antes, como cidadão comum. Todas elas. E não foi em segredo, não. Estão registradas, de forma pública, nos programas de Geraldo José.

A diferença é clara: quando é um político falando, vira notícia. Quando é um cidadão independente denunciando, o silêncio predomina. Não por falta de verdade, mas por falta de interesse.

Eu não sou de partido. Não devo favor a político nenhum. O que me move é resultado. Sou apenas um cidadão consciente dos meus direitos e deveres — e justamente por isso tenho liberdade para cobrar.

E pra deixar claro: de tudo isso, só tem uma coisa que me define sem discussão — sou Botafogo e vou morrer Botafogo.

Luiz Alves

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