Com uma multidão ocupando cada cantinho da Orla II de Juazeiro e uma atmosfera inebriante, nasceu, oficialmente, o Festival A Bossa- de João e do Rio, que tornou real o desejo de homenagear com arte, beleza e perfeição, o legado do gênio juazeirense, João Gilberto. Conhecido por seu perfeccionismo e entrega, o Pai da Bossa Nova se uniu em espírito ao rio, que dançava através de sua correnteza silenciosa, embalado por grandes vozes da música popular brasileira.
A noite, que já entrou para a história como o início de uma nova tradição musical em Juazeiro, começou com ninguém mais, ninguém menos, que o pernambucano Lenine, que, com seu jeito único de viver o palco, envolveu o público, passeando por canções imortais de sua trajetória. O som avassalador ecoava pela Orla II alcançando uma multidão fascinada. Lenine, que disse só precisar de um palco para ser quem realmente é, dançou e se entregou ao Festival A Bossa como se ali, naquele espaço, fosse a sua casa. Por algum tempo, foi...