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Artigo: Falam em nome de Jesus e envergonham seus fiéis

Nos últimos tempos uma verdadeira "alcatéia" de indivíduos que deveria ser reserva moral para o resto da sociedade, quando está em plena participação no mundo político, na verdade tem feito vez e voz de uma vergonha sem limites, com envolvimento direto nos mais estapafúrdios esquemas de coisas erradas e corrupção. Estes são alguns dos pastores evangélicos que utilizando da capacidade de liderar religiosamente pessoas, que como Tolstoi dizia, precisam de religião, simplesmente utilizam essa capacidade para representar os interesses mais mesquinhos da natureza humana de que estão imbuídos no mundo político.

Nessa coleção existem dois tipos desses elementos que utilizando o bom nome de Jesus envolvem-se na política não para representar a coletividade, ou mesmo representar um projeto de sociedade que seja melhor para todos como pregam em seus altares, mais simplesmente para enriquecer às custas do dinheiro público ou privado de financiamentos eleitorais...

Artigo: Rede Globo já reconhece sua queda


Pelo visto depois de tantos anos dando as cartas no processo de formação de opinião no Brasil a Rede Globo começa a observar que os chamados "blogs sujos" através de matérias investigativas sérias com demonstrações claras de determinadas verdades, principalmente em relação à mesma, começam do mesmo modo a formar opinião também, porém com veracidade dos fatos, e não com mentiras, distorções da realidade e assassinatos de reputações.

Acuada pelas verdades dos fatos ela começa a fazer ameaças sem sentido a jornalistas e blogueiros que não concordam com a forma como ela faz jornalismo falso, principalmente jornalismo político, pautado em sensacionalismo, em transformar elementos fúteis em matérias "bombas", como se fosse o Grande Irmão de George Orwell...

Artigo: A síndrome do preconceito na academia

Um repugnante ato preconceituoso revoltou discentes e docentes do Campus IV, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Jacobina. Depois de tomarem conhecimento de uma denúncia anônima feita à Ouvidoria da instituição de que uma garotinha com deficiência, filha de um casal que trabalha no local estaria 'incomodando' o ambiente, alunos, professores e demais servidores resolveram fazer um manifesto para repudiar a atitude considerada covarde e hostil.

Com uma escrita que não condiz com alguém que frequenta uma instituição acadêmica, a denunciante textualizou: "... a um tempos andamos incomodados com uma situação desagradável. Uma filha de uma funcionaria de uma empresa terceirizada que prestam um bom trabalho na limpeza do CAMPUS, a mesma e portadora de uma SÍNDROME a menina ja e uma moça de aproximadamente 18 a 19 anos não sei o certo (...) o problema e que ela grita muito, bate portas entras em todos os setores deste CAMPUS, e estamos sentadas no pátio ela manda sair..."...

Artigo: Saneamento e a escassez qualitativa da água

Quando Pero Vaz de Caminha chegou ao litoral brasileiro, além da admiração pelos índios e índias, pela exuberância da floresta litorânea, ele fica deslumbrado com a quantidade de águas. Vai escrever ao rei:  "águas são muitas; infinitas. Em tal maneira graciosa (a terra) que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das aguas que tem! ". Frase que depois, falsificada, fica reduzida a "nesse país em se plantando tudo dá".

Quando o Brasil elaborou seu Primeiro Plano Nacional de Recursos Hídricos, participei com poucas pessoas do Nordeste para inserir no Plano a captação da água de chuva. Juntando várias fontes o Plano concluía que temos aproximadamente 13,8% das águas doces mundiais em território brasileiro...

ARTIGO: PILÃO ARCADO - BOSQUES

Se eu escolhesse o título, " SOFRIMENTO NA HEMODIÁLISE", seja sincero, quantos se interessariam em ler este artigo atraídos pela incomum e inabitual palavra hemodiálise? Mas o título assim vai, sem tintas de nenhum exagero conforme o relato dos fatos a seguir comprovará, leia e veja:

Dez filhos de Pilão Arcado, três vezes por semana  acordam as 2h da madrugada, dirigem-se até o hospital e as 3h embarcam numa van com destino a Juazeiro para sessões de hemodiálise...

ARTIGO: Se fevereiro tivesse 30 dias?

Fatos intrigantes, revoltantes e curiosos marcaram os primeiros quinze dias do mês de fevereiro. Certamente serão marcados como, se não os mais importantes, acontecimentos dignos de retrospectivas editoriais da imprensa mundial neste ano de 2016.

Crime - Na madrugada do dia 9 de fevereiro, uma quadrilha de assaltantes arrombou o Banco do Brasil de Jacobina pelos fundos. A ação durou quase 2 horas e os elementos efetuaram disparos de fuzis em vários pontos da cidade, aterrorizando a população. De acordo a informações policiais, depois do roubo do Banco Central de Fortaleza, o ataque aos cofres do Setor Regional de Tesouraria (Seret), da agência do BB de Jacobina, responsável em guardar dinheiro de todas as agências pública e privadas de 23 municípios da região, foi um dos mais ousados do país...

ARTIGO: LIXO CULTURA NÃO É MÚSICA

POR GENALDO MELO

Não tenho absolutamente nada contra as novas formas de expressão musical advindas das periferias urbanas, especialmente de Salvador. Melhor dizendo, nada tenho contra esse estilo musical, o novo pagode feito por grupos de jovens desajustados e megalomaníacos, em sua grande maioria. Não tenho esse direito, pois vivemos numa democracia, mas pessoalmente acho literalmente lixo cultural, que banaliza a violência, a drogadição, e principalmente trata a mulher como um objeto...

Artigo: Dominguinhos 75 anos: o mestre da sanfona e sons, das paixões e amores, do silêncio e da solidão

"Que saudade matadeira eu sinto no meu peito. Faço tudo para esquecer, mas não tem jeito."Este é um dos muitos versos que Dominguinhos cantou e tocou com sua sanfona, transformando-a em um instrumento da saudade, sentimento que persiste no coração de todos nós que convivemos com o cantor, compositor e instrumentista.

Hoje 12 de fevereiro se fisicamente estivesse entre nós Dominguinhos completaria 75 anos.

Hoje convidado que fui para participar de Programas de Rádio na região do Vale do São Francisco destaquei a genialidade, simplicidade, humildade do mestre Dominguinhos. Em especial a gratidão que o discípulo tinha por Luiz Gonzaga.

Destaquei dois filmes que fala sobre vida e obra de Dominguinhos: primeiro o documentário "O milagre de Santa Luzia" (2008), de Sergio Roizenblit, no qual o instrumentista viaja pelo Brasil para mostrar as diferentes formas regionais de se tocar sanfona e os principais sanfoneiros do país.

E aquele que mais me toca: O longa metragem webserie "+Dominghinhos". Neste filme é mostrado “Um Dominguinhos que pouca gente conhece: jazzista, improvisador, seu refinamento musical, sua universalidade".

Assim era Dominguinhos. Grande, muito grande. Simples, muito simples.

Aos 6 anos, José Domingos de Morais, O Dominguinhos ganhou a primeira sanfona do pai, o mestre Chicão. Aos 8, já se apresentava com os irmãos, Morais e Valdomiro, em feiras livres e portas de hotel de Garanhuns-Pernambuco, onde nasceu em 12 fevereiro de 1941.

Dominguinhos foi nome dado por Luiz Gonzaga, com quem gravou, em 1957, Moça de Feira. “O menino chegou de um ambiente diferente e começou a viver num mundo glamourizado. Mas foi sempre na dele, sempre com esse jeitão sertanejo”, diz Gilberto Gil no primeiro episódio da web série +Dominguinhos.

A riqueza dessa história levou os músicos Mariana Aydar, Duani e Eduardo Nazarian a promover encontros entre o sanfoneiro e parceiros, antigos e jovens que tocam e contam histórias vividas nos palcos da vida.

Em uma delas, Giberto Gil lembra do tour do álbum Refazenda (1975), em que viajaram juntos mais de 20 mil quilômetros. Em certo momento, Dominguinhos pergunta: “Isso é reggae, é?”. Quando o amigo responde que sim, ele rebate: “Que reggae nada, isso aí é um xotezinho sem-vergonha”.

Dominguinhos conseguiu inovar a arte do mestre!

Antes de começar a luta contra o câncer que o submeteria a uma injustiça do destino vivida em um quarto do Hospital Sírio Libanês, convalescendo na dor física e da alma que sofria Dominguinhos recebeu uma equipe de jovens cineastas. Estavam ali para colocar a água do Rio São Francisco em uma garrafa. Ou, se fosse preciso, em duas.

Ao lado de Djavan, Dominguinhos chorou. Estava visivelmente abatido pela doença, mais magro do que em outras cenas, e parecia sentir as próprias notas em dobro. "Seu Domingos" tirou a água dos olhos e pediu a Djavan um favor com uma humildade de estraçalhar os técnicos do estúdio. "Se você tivesse trazido seu violão, eu ia pedir pra tocar uma música pra mim".

Quando a música aparece, ela vem em turbilhão. Um Dominguinhos de cabeça baixa, de pé, à frente de um grupo, tocando sua sanfona como se estivesse em transe. De olhos fechados, transpassa dedos uns sobre os outros como se tivessem vida própria, como se nem dos comandos do cérebro precisassem.

No documentário é o próprio músico quem narra sua história: o pai que já tocava na roça, lembra de sua sanfoninha de 8 baixos e do primeiro grupo que formou com dois irmãos no Nordeste, quando tinha 8 anos.

Conta das brincadeiras e dos passatempos. "Eu não matava nem passarinho, por pena." A mãe, alagoana filha de índios como o pai, teve 16 filhos, muitos dos quais "iam morrendo" e sendo enterrados em caixõezinhos que o pai já construía como um especialista.

Seus olhos se enchiam de água depressa, sobretudo depois que ele começou seu tratamento contra o câncer. Em uma noite, deixou o quarto do hospital com seu chapéu de vaqueiro, apertou o botão do elevador e fez o nome do pai.

Momento de emoção no filme quando Dominguinhos chega ao teatro no qual a Orquestra Jazz Sinfônica o esperava e sentou-se para tocar De Volta pro Aconchego. Quando sentiu os arranjos sinfônicos atravessando seu peito, não se conteve e chorou uma lágrima graúda, como se soubesse que, ali, era a hora de se despedir.

Levantou a cabeça, tirou o chapéu e chorou...

Por Ney Vital-Jornalista ..

ARTIGO: O avanço das bicicletas no Brasil e no mundo

Hoje, no Brasil, são mais de 60 milhões de bicicletas — metade usadas pela população para ir ao trabalho. Segundo a pesquisa Origem e Destino do metrô, aplicada na Região Metropolitana de São Paulo, o uso desse tipo de deslocamento aumentou 18% entre 1997 e 2008. 22% das viagens de bicicleta têm por motivo o alto custo da condução e 57%, a pequena distância da viagem.

Maiores reféns do trânsito, as grandes capitais já recebem algumas iniciativas. Por exemplo, as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo contam com o sistema de aluguel de bicicleta – Bike Rio e Ciclo Sampa – resultado da parceria entre as prefeituras e bancos. O projeto vem atraindo um grande número de adeptos. No Rio, a iniciativa aumentou o número de postos e bicicletas para atender a demanda...

artigo: A HISTÓRIA DO CARNAVAL NO MUNDO

Por Gonzaga Patriota

Em agradecimento aos deuses pelas chuvas e fertilidade do solo que lhes davam os produtos alimentícios oriundos da terra, os gregos realizavam seus cultos que originaram o carnaval, 600 anos a.C. Essa comemoração somente passou a ser adotada pela Igreja Católica em 590 depois de Cristo. Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. Essa festa carnavalesca a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra “carnaval” está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne, marcado pela expressão “carnis valles”, que, acabou por formar a palavra “carnaval”, sendo que “carnis” em latim significa carne e “valles” significa prazeres...

Artigo: Adeus ao pregador no deserto dos invisíveis

Eziel José da Silva, carinhosamente conhecido como Maia, era um homem negro de olhar incisivo, voz grave que se elevava fácil na sincronia com os gestos largos. Um ser errante que um dia sonhou em ser missionário. Calçou um tênis acolchoado, vestiu uma calça surrada, um boné sem cor e foi à rua “vomitar a palavra de Deus na alma das pessoas”.

Quem via Maia chegando ao restaurante popular ou amarrando a bicicleta no tronco de uma árvore, com seu jeito reservado e circunspeto, nem imaginava os arroubos que acompanhavam seus passos inquietos em determinados dias da semana, quando encarava a missão de ser “o ciclista de Deus”...

Artigo: Gilles: sua luz ainda está, e vai ficar, aqui...

Gilles, meu amigo, estava fraco e indefeso  na cama de um  hospital. O câncer já tinha tomado todo o seu intestino. A pneumonia estava avançando, e, Gilles, meu amigo, estava sofrendo muito.

Como combinado, com Denise sua filha, liguei para o celular de Denise e, ela passou o telefone para ele. A primeira coisa que lhe perguntei foi: Francês, como está sua luz? Com uma voz frágil, triste e mal equilibrada, Gilles respondeu: “A luz está se apagando, amigo”.....

Artigo: Mais uma vergonha na República das bananas

Mais uma vez a Câmara dos Deputados dá uma insofismável demonstração da falta de seriedade e compromisso com os trâmites éticos em nossa República. Mais uma vez o presidente daquela Casa, que deveria servir aos brasileiros e não aos interesses mais mesquinhos da politicagem, o senhor deputado federal Eduardo consegue achincalhar a todos, e colocar seus interesses acima dos interesses da nação brasileira.

Depois de tanta discussão e clara certeza de quebra de decoro parlamentar, bem como provas cabais de contas secretas com dinheiro nada limpo no exterior, tudo volta a estaca zero no Conselho de Ética no processo em discussão para cassação de seu mandato que não serve em nada para o país...

ARTIGO: EUCLIDES 150

No dia 20 de janeiro deste ano, o jornal o Estado de São Paulo publicou, em caderno especial, longa reportagem sobre os 150 anos de nascimento de Euclides da Cunha. Trata-se, sem dúvida, da primeira de uma série de outras tantas publicações que, em 2016, haverão de homenagear o escritor nascido em Cantagalo, antiga província do Rio, em 20 de janeiro de 1866.

E não é para menos. Engenheiro, poeta, escritor, jornalista, Euclides da Cunha é um dos mais legítimos representantes da inteligência brasileira. Intelectual de escol, foi ele responsável pela descoberta de um Brasil que até então era desconhecido: o Brasil do interior. Para ele, a construção da identidade nacional brasileira teria de buscar seus fundamentos na profundidade do Brasil interiorano, pois era lá que estava “o cerne da nacionalidade”...

ARTIGO: ANDRÉ BASTOS, SUAS LIMITAÇÕES E VITÓRIAS!

Construir uma história de determinação e lutas é um caminho longo a ser percorrido, é preciso enfrentar muitos desafios para conseguir chegar onde se pretende. Rir e chorar são ações permanentes nas condições humanas, mas para alcançar esses objetivos árduos na vida precisamos antes de tudo sonhar.

Para Antônio Bastos, mais conhecido como André Bastos, paratleta de Juazeiro, vice campeão brasileiro na categoria remo, sua melhor amiga hoje é a cadeira de rodas. Ele relata como passou pelo processo de adaptação aos vinte e três anos de idade e que depois disso conseguiu superar suas dificuldades tornando-se uma pessoa melhor e com mais vontade de viver...

Artigo: SAAE, COELBA E OI

Há muitos tempos atrás, ainda naquela época que Juazeiro transpirava cultura por todos os poros, justamente na época em que a AUJ (Associação dos Universitários de Juazeiro), da qual este escriba, mui orgulhosamente fez parte, onde na Rádio Juazeiro existia um programa no qual desfilavam os grandes cronistas da nossa terra, ao meio dia e meia, cada qual demonstrando sua capacidade e sua habilidade com a escrita, onde a Prof. Marta Luz, minha professora de português no curso Científico do Colégio Dom Bosco,  a Profa. Ozelina Pergentino Nunes, Laize de Luna Brito, o Prof. Edilson Monteiro, Henrique, do Banco do Brasil, Joseph Bandeira e Luiz Souto Freire. Algumas vezes sobrava algum espaço para algum “enxerido” e, lá ía eu com algum escrito.  Lembro-me, porém,  perfeitamente  ter escrito uma crônica intitulada: ‘Coelba, SAAE e Telebahia’, falando do mal atendimento desses serviços aos seus usuários. Isso , lá se vão mais de trinta anos.

Passado todo esse tempo, parece que nada melhorou. Tudo está na mesma!..

Artigo: A escravidão que ainda existe

Comemoramos no dia 20 de novembro do ano passado o Dia da Consciência Negra, porém considerando que todos os dias do ano devem ser naturalmente comemorados os valores dos povos afrodescendentes, que foram os grandes responsáveis pela construção das riquezas do Brasil. Com esse fato devemos fazer uma profunda reflexão do que foi a escravidão no Brasil, se ela de fato acabou, bem como também passar um olhar mais profundo sobre os novos aspectos da escravidão moderna imprimida pelo poder econômico dos novos dominadores do mundo.

Precisamos não somente do dia 20 de novembro para relembrar nossas raízes africanas, pois deveremos o tempo todo repensar novas formas de consciência e de luta perante um inimigo que hoje consegue superar inclusive os métodos de escravizar pessoas do antigo Império Romano, que é o Capital. Com a queda deste Império acaba-se oficialmente a escravidão no mundo, apesar dela nunca ter deixado de existir, pois o Capital necessariamente sustenta-se da escravidão de seres humanos, subjugados ao interesses particulares de poucos...

Artigo: Sanfona e trio elétrico: Juazeiro uma cidade chamada Alegria, Estado Bahia

Este ano, entre os dias 21 a 24, a organização do Carnaval de Juazeiro valorizou mais uma vez os sanfoneiros. Silas França, acompanhou Bell Marques (sempre Chiclete com Banana) e Luiz Caldas contou a história da música brasileira, trio elétrico e carnaval.

O sanfoneiro, compositor e cantor, Targino Gondim puxou a sanfona, discípulo de Luiz Gonzaga cantou o mestre naquele que foi na minha opinião, a melhor apresentação do evento.

Em tempos de tanta música ruim, onde a porcaria musical impera, foi uma riqueza ouvir Targino Gondim e sua sanfona. Cabe aqui citar que a identidade cultural no mundo globalizado é fator de atração turística. O forró, baião, xaxado sempre será um fator de desenvolvimento econômico e social.

Louvável a atitude da Prefeitura de Juazeiro-Bahia  ter na programação sanfoneiros. Meu incentivo para que todos os eventos isto seja repetido na busca de repensar as relações entre cultura e discurso oficial. A atitude foi um exercício da cidadania cultural.

Luiz Gonzaga, diga-se, poucos sabem,  na década de 40 e 50 derrubava todas as atitudes já "cristalizadas" pelo tempo e puxava sua sanfona em pleno carnaval. Em 1947 o maior sucesso do carnaval foi "Quer ir mais eu?", frevo regravado até os dias de hoje.

Também na sanfona de Luiz Gonzaga foram gravados para o carnaval "Bia no Frevo", Ao Mestre Capiba, Arrasta Frevo.

No carnaval da Bahia, décade de 80,  o Brasil e o mundo tomou conhecimento do primeiro forró trio eletrizado:  "Instrumento Bom", autoria de Morais Moreira na voz de Luiz Gonzaga,  gravado com Trio Eletrico de Armandinho, Dôdo e Osmar. O Brasil canta até hoje...

Portanto, Targino Gondim, Luiz Gonzaga e o trio eletrico podem e devem ser considerados arte, show espetacular e é necessário criar uma expectativa de reorganização da política cultural, mesmo com a descrença no aparelhamento público(o Estado ainda é necessário quando a serviço da coletividade).

Tenho dito: Viva o Nordeste. Viva o carnaval com sanfona!Viva o forró!

*Ney Vital-Jornalista, pesquisador. Apresentador do Programa Nas Asas da Asa Branca-Viva Luiz Gonzaga. ..

ARTIGO: Nosso lixo cultural de cada dia


 
Na tentativa desesperada de se contrapor ao processo de deteriorização "dialética" de sua audiência, que já foi absoluta no Brasil, a Rede Globo tenta dá a volta por cima reeditando mais uma vez o que de pior existe no lixo cultural televisivo que já existe no Brasil, que é a volta da programação em horário nobre do seu chamado também de âncora "Big Brother Brasil". 
 
Nada mais justo para a "Globo", somente para ela, fazer com que os brasileiros mais vez acredite que aquilo ali seja cultura, quando se sabe que apresentar o que de pior existe na natureza humana, que é a disputa desenfreada e doentia por uma pequena quantidade de dinheiro em relação ao que é arrecadado em patrocínio e ligações telefônicas de telespectadores, não é e nunca será cultura. Nada mais justo somente para ela!
 
Porém essa tentativa de mais uma vez imbecilizar a parcela da população que não tem dinheiro para consumir mídia com mais qualidade em canais televisivos "fechados" pode ser perigoso para quem já foi unanimidade nas mentes e nos corações dos brasileiros. Pois parece que os telespectadores cansaram de tanta asneiras, cenas libidinosas fúteis, intrigas pessoais e fofocas ao vivo e em cores para quem não tem opção cultural ver.
 
Esse programa da Rede Globo distorce, quando não assassina, um dos maiores clássicos da literatura mundial, que é a obra magistral do inglês George Orwell (1984). O Big Brother, em português "Grande Irmão", é um personagem sem rosto na obra literária, que influencia a todos em uma sociedade fictícia, transformando gente em mero instrumento de experiências para se criar imbecís "robopatas" e sem opinião própria. Porém isso na verdade é apenas literatura, mas a Rede Globo transforma isso em realidade em seu espaço mágico que ocupa as casas dos brasileiros.
 
Mas parece que não está mais dando certo, como comprova os índices de sua audiência. A estréia do "BBB16″, na última terça-feira (19), registrou o pior resultado de audiência entre todas as estréias do reality show. O programa marcou 24 pontos de média no Ibope, em São Paulo, na audiência consolidada (cada ponto equivale a 69 mil domicílios). Ou seja, enquanto no lançamento de seu primeiro programa "BBB1" a Globo teve 48,7 pontos de audiência consolidados, no ano passado em seu "BBB15" teve apenas 25 pontos e hoje nesse "BBB16" teve apenas 24 pontos. Ou seja, parece que de fato consumidores de televisão no Brasil estão cansados do consumo de lixo cultural, pois não basta ser inteligente, é preciso ter caráter.
 
Por Genaldo de Melo
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Artigo: Acabou o impeachment, senhores!

Reiteradas vezes opinei que o chamado "príncipe da sociologia" brasileira, Fernando Henrique Cardoso, estava em estado de caduquice com suas opiniões "quase sérias" em defesa do impeachment de Dilma Rousseff, num claro desrespeito ao que reza as prerrogativas constitucionais da democracia. E muita gente que na política simplesmente apaixona-se por grupos ou indivíduos políticos sem nem ao menos compreender superficialmente o que os mesmos representam ideológica e politicamente, literalmente chegou ao limite da agressão verbal, escrita em comentários dos rodapés de sites que publicam minhas opiniões.

Porém como eu estava certo do que falava de que não procedia o discurso que o ex-presidente proferia para seus seguidores fiéis, nunca tive a preocupação de entrar no mérito da réplica, até porque a razão vem sempre antes das emoções tolas de leitores apaixonados do Jornalismo da Obediência. Fato comprovado da certeza de que minha opinião estava sempre certa, pelo menos para mim, foi a matéria recente do site infomoney sobre a nova opinião de FHC sobre o assunto em questão...