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Artigo: Agroecologia: o novo mundo em gestação

Chega ser emocionante ver pessoas do povo nos avisando qual será o futuro da humanidade. Melhor, a ancestralidade, que é o futuro, já está presente.

Estive em uma mesa que debatia os Sistemas Alimentares diante das Mudanças Climáticas durante o 13º Congresso Nacional de Agroecologia, em Juazeiro da Bahia. Embora alguns expositores tenham feito de maneira brilhante a análise do movimento do capital mundial, vozes ancestrais como Raquel Tupinambá nos falaram da sabedoria dos povos...

Artigo: Eleições 2026. Não se assuste. Não estou lançando candidatura, nem venho pedir o seu voto

Não se assuste. Não estou lançando candidatura, nem venho pedir o seu voto.

Estou passando por aqui, apenas para registrar que, à véspera de cada eleição, vejo gente querendo se candidatar em Juazeiro (BA). Parece filme repetido do Cine São Francisco, nas sextas-feiras, nas sessões duplas de antigamente...

Artigo - Envelhecer é uma arte: a neurociência e o cérebro idoso

Envelhecer é uma arte é uma canção marcante lançada em 1976, quando Adoniran Barbosa tinha mais de 60 anos. Com sábias palavras, o compositor e sambista canta sobre o envelhecimento com muito bom humor e orgulho, encarando o tema sem lamento e com muita leveza — “Eu não perco a estribeira… levo na brincadeira”.

Ele afirma que a verdadeira velhice está na atitude de quem julga e não daquele que é julgado — “Sou velho e sou feliz… mas velho é quem me diz”. Nessa canção, Adoniran valoriza a sabedoria do rir de si próprio e ensina que envelhecer pode ser motivo de alegria e comemoração da vida — “Saber envelhecer é uma arte… Isso eu sei, modéstia à parte”...

Artigo: Empreendedorismo conecta sonhos, negócios e futuro

O Brasil nunca teve tantos empreendedores. Em 2024, segundo o relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2024), elaborado pelo Sebrae em parceria com a Anegepe, 33,4% da população adulta estava envolvida em negócios próprios.

São cerca de 47 milhões de brasileiros apostando em suas ideias, transformando desafios em oportunidades e mostrando que empreender vai muito além de abrir uma empresa: é sobre construir caminhos...

Artigo: Impunidade parlamentar e a luta pela ética na política brasileira

As grandes manifestações cívicas em todo o País repudiaram veementemente a lamentável decisão da Câmara dos Deputados sobre a PEC da Blindagem dos parlamentares. Na tentativa de burlar o que reza a Constituição, nada menos que 344 deputados, na calada da noite, votaram e aprovaram corporativamente a esdrúxula lei contrária ao interesse público, objetivando proteção legal para realizar toda sorte de falcatruas e crimes que alguns deles pretendem praticar.

Basta ver, por exemplo, nos principais jornais e noticiários televisivos do País, que há com certa frequência o nome de um parlamentar sendo acusado de corrupção ou algum outro ato ilícito semelhante. Isto é rotina no Brasil e não há como negar...

Artigo: Recuperação judicial não é a vilã da economia

A declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que há um "abusozinho" no uso da recuperação judicial em determinados setores, reacende um debate que precisa ser feito com equilíbrio e responsabilidade.

O aumento dos pedidos de recuperação judicial, especialmente no agronegócio, é um reflexo direto de fatores econômicos e climáticos adversos, e não necessariamente de má-fé ou uso indevido do instrumento...

Artigo: Avante Juazeiro! (Por João Chaves)

Em recente artigo, expressei minha opinião sobre a imperiosa necessidade de Juazeiro voltar ter representação no Congresso Nacional, com o título de "representação federal Já!", e que essa representação fosse de um filho de nossa terra.

Fui contestado em vários aspectos: Primeiro por Dr Luiz Antônio, renomado advogado, de que certidão de nascimento não pode ser considerado pré requisito; segundo, que não existia nenhum doido que tivesse coragem para enfrentar insana empreitada; terceiro, que o correto seria identificar um deputado federal, já com mandato, para ajudarmos eleger, e consequentemente, alocar recursos que viabilizem o desenvolvimento econômico e social de nossa cidade; quarto,  que uma candidatura a deputado federal, não nasce do nada...

Artigo: Só beijos...as nações não têm sentimentos, e, sim, interesses

Há duas sextas-feiras, escrevi nesta coluna sobre o encontro entre o presidente Lula e o presidente Trump. Ambos se conheceram, se abraçaram e trocaram cortesias no encontro de 38 segundos. A declaração dos dois foi de que o encontro gerou uma química entre eles; química esta que se desdobrou nas semanas seguintes em declarações de simpatia e de amizade que desembocaram num telefonema de meia hora em videoconferência, combinando um encontro pessoal. Afirmaram que a excelente conversa abriu caminho para o início de negociações para encontrarem uma solução para o problema das taxas altíssimas aplicadas ao Brasil e o término de uma conduta de relações ásperas entre os dois países.

Ouvi de Gilberto Amado, o bom escritor do livro de memórias Minha mocidade no Recife, quando eu e ele, em 1961, estávamos na 16ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que as nações não têm sentimentos, e, sim, interesses. Assim, risquemos da nossa compreensão amor-ódio-amizade-carinho ou qualquer manifestação de sentimentos abstratos que as pessoas têm, e os países, não. Depois, devido à convivência com muitos diplomatas, descobri que essa conduta não era somente uma frase do Gilberto Amado, mas um ensinamento da diplomacia sobre o relacionamento entre os países, seu objeto maior. 

Assim, não esperemos que somente palavras possam mover montanhas. Estas estão na geopolítica entre Brasil e Estados Unidos, mas não através dos interesses políticos que o presidente americano possa ter manifestado em favor de um candidato à Presidência da República, e, sim, no que considero o mais profundo obstáculo das relações em atrito nestes últimos meses com os americanos: o Brics. Este, sim, uma demonstração concreta de interesses do Brasil contrários aos dos Estados Unidos — e o presidente Lula usou uma retórica contundente ameaçando o Tio Sam de acabar com o dólar nas negociações do bloco. Isso é um tiro no coração. Em seguida, o presidente Trump aplicou a mesma tarifa do Brasil à Índia, o que considero ter o mesmo motivo...

Artigo: 68 anos da execução do Che: "Ninguém morre enquanto é lembrado"

Capturado no dia 08; no dia 09 de outubro de 1967, ironicamente em uma sala de aula de uma pequena cidade perdida nos vales bolivianos, La Higuera; tiros, disparados "abaixo do pescoço para mostrar que houve  resistência e enfrentamento", deram fim à vida do mais emblemático líder guerrilheiro do século XX.
Ferido, em péssimas condições físicas, subnutrido e com ataques repetidos da asma que o acompanhou pela vida inteira, Ernesto Guevara, o Che, recebeu o Sargento do Exército Boliviano, Mário Teran, sentando a um canto, amarrado.

De acordo com as próprias declarações do executor, que cumpria ordens do agente da CIA Felix Ismael Rodriguez, dadas ao comandante boliviano, o Coronel Perez; Che levantou-se e, mais que uma pergunta, afirmou:
"Você veio para me matar", com uma voz firme que parecia ecoar nas paredes da sala. Terán olhou para o chão sem responder. "O que os outros disseram?", perguntou Che, referindo-se ao restante de seus companheiros de guerrilha que tinham sido capturados e mortos nos dias anteriores. "Nada", respondeu Terán. O Che não pôde deixar de sorrir. "Eles foram corajosos!", exclamou.
Ele me disse: "Fique calmo e mire bem, você vai matar um homem!", contou o então suboficial à revista Paris Match em uma longa reportagem sobre o episódio. 
Encerrava-se ali a vida do guerrilheiro e crescia o mito, as lendas e a aura que beira o misticismo. Até hoje, centenas de pessoas,  peregrinam todos os anos para o local onde ele foi executado e em Cuba, milhares se reúnem para relembrar seus feitos na Revolução de 1958.
Após 68 anos, nós os sobreviventes daqueles fatídicos anos da segunda metade do século XX, que em algum momento da vida, fomos tocados pela urgente necessidade de mudar o Mundo, compreendemos porque o Che nos emociona, nos direciona, nos deu coragem e desassombro para sonhar a Utopia: Antes de ser o comunista, ele era um humanista. Entendia que a Revolução tem de mudar não apenas as relações de produção, mas modificar, por inteiro o Homem.
Esse Humanismo, essa entrega total à tarefa de cooperação social como forma de desenvolvimento, impulsionou Che e plantou raízes no mundo inteiro.
Hoje, quando pairam nuvens escuras sobre o futuro e fascistas mostram abertamente a cara; quando "líderes" patrocinam genocídios e são aplaudidos por ignorantes, quando a "informação" é manipulada por IA e a bússola da ação das massas é o Whatsapp e o Instagram, é impossível não lembrar Che.
Ainda há quem se sacrifique, ainda há quem renuncie ao conforto e a segurança (aqui uma lembrança, registro e admiração à Deputada Federal Luizianne Lins), ainda há humanidade entre mulheres e homens. E quero crer, ainda há coragem e determinação, para continuarmos na jornada para a mudança do Mundo.
Che vive!
Manoel Leão-Um velho sobrevivente..

Artigo: A comunidade alternativa de Canudos

No dia de 5 de outubro de 1897, deu-se o desfecho de um dos episódios mais marcantes da história do Brasil.

Tudo começa quando o governo republicano, com o apoio de setores da elite brasileira, decide destruir a comunidade de Canudos, resultando numa das maiores carnificinas já registradas em solo brasileiro. ..

Artigo: Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, completará setenta anos em 2026

Talvez não convenha intitular comentários para uma seção sobre literatura com sinal de interrogação.

Corre-se o risco de transformar alguma ilusão de certitude em concreta dúvida, induzindo eventuais leitores a supor que o colunista não está totalmente seguro do que mais e melhor dizer. Entretanto, como logo se verá, a matéria deste brevíssimo artigo é muito maior que as primeiras impressões e as rematadas certezas. Pois “mire veja”...

Artigo: Oração do rio São Francisco em tempos de poucos rios

 "RIO SÃO FRANCISCO 500 ANOS" remete à celebração dos 500 anos da descoberta do Rio São Francisco em 4 de outubro de 1501 pelo navegador Américo Vespúcio, evento que ocorreu em 2001. Naquele ano a REDEGN publicou texto do professor Aderaldo Luciano e seguindo o curso do Rio, reproduzimos. Na REDEGN o Dia do Rio São Francisco é todo dia. Confira:

Só uma coisa me alenta hoje: a saudade do meu santo rio. O Rio São Francisco, o Velho Chico, Chiquinho. Escuto o murmurar de suas verdes águas: — Deixai vir a mim as criaturas... E assim foi feito. Falar de desrespeito e depredação tornou-se obsoleto. Denunciar matanças e desmatamentos resultou nulo. Orar e orar. Pedir ao santo do seu nome a sua oração...

Artigo: o Brasil atravessa um dos piores momentos de sua vida parlamentar

Tem sido consenso, entre os analistas políticos, que o País atravessa um dos piores momentos de sua vida parlamentar. O articulista Merval Pereira, de O Globo, é duro na crítica: “O Congresso bate o recorde de ações amorais”.

Deputados se elegendo prefeitos, prefeitos se elegendo deputados, senadores se elegendo governadores, governadores se elegendo deputados; enfim, esse é o retrato da nossa vida parlamentar...

Artigo: Gonzaguinha chega aos 80 anos neste 22 de setembro

Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior (22 de setembro de 1945 – 29 de abril de 1991) nunca fugiu à luta e poderia estar festejando hoje 80 anos de vida se acidente de carro não o tivesse tirado tão cedo de cena, aos 45 anos. Confira artigo de Paulo Vanderley:

Gonzaguinha chega aos 80 anos neste 22 de setembro. Um dos artistas mais intensos da nossa música. Transformou sentimento em poesia, inquietude em contestação. Filho do Rei do Baião, sim. Mas também filho do morro, da luta, da palavra certeira, do afeto profundo. Viveu com coragem. Cantou o Brasil com firmeza e doçura. Fez da música um jeito de cuidar da gente...

Artigo: Em Juazeiro, a Lagoa do Calú sempre foi mais que um espelho d'água é memória, história, natureza viva no coração da cidade

Em Juazeiro, a Lagoa do Calú sempre foi mais que um espelho d'água: é memória, história, natureza viva no coração da cidade. Porém, o que se vê hoje é um retrato triste do descaso.

Ao lado, ergue-se uma grande obra de concreto, moderna, cara, pensada para marcar gestões. Mas a pergunta que ecoa é inevitável: de que adianta levantar novas estruturas se não cuidamos do que já temos?..

Artigo: Quando a sociedade escolhe o silêncio, a criança paga o preço

Muito se fala em campanhas contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Outdoors, panfletos coloridos, slogans bonitos e discursos emocionados aparecem em datas específicas como se fossem a prova de que a sociedade está de fato engajada nesse combate. Mas a verdade é dura: tudo isso muitas vezes não passa de encenação, uma maquiagem para esconder a omissão que reina diante da realidade.

Todos sabem, em escolas, hospitais, vizinhanças e até dentro das famílias, quem são os verdadeiros abusadores. Quantas meninas de 12, 13, 14 ou 15 anos chegam aos hospitais grávidas, e não é segredo para ninguém que o pai da criança é muitas vezes o próprio pai, padrasto, tio, alguém do convívio familiar ou alguém de muita influência social. Quantas relações entre adultos e crianças são "naturalizadas" como se fossem apenas namoros precoces, quando, na verdade, são crimes de abuso sexual.

E o que acontece? Quase nada. O silêncio impera. As denúncias muitas vezes não são feitas, e quando chegam às autoridades, morrem nos corredores da burocracia. Panfletos ficam largados em mesas de repartições, no Ministério Público, no Judiciário, como peças de um teatro que tenta convencer a todos de que existe combate real à pedofilia. Mas a indignação verdadeira parece restrita a poucas vozes isoladas...

Artigo: O Brasil é a bola da vez?

A movimentação global por interesses econômicos estratégicos envolve múltiplas nações, e o Brasil não é exceção. Estados Unidos, China, Rússia, a União Europeia e até países do mundo árabe definem suas prioridades com base em recursos estratégicos, tecnologia, poder militar e influência econômica. Nesse contexto, a economia, o comércio, a produção de riquezas e a sobrevivência das populações tornam-se fatores centrais para alianças e conflitos internacionais. O Brasil, rico em commodities e terras raras, ocupa posição estratégica, influenciando diretamente o equilíbrio da economia mundial e o futuro tecnológico das potências.

No Brasil, o chamado “tarifaço” americano, há quem diga, não se restringe à retórica sobre democracia ou julgamentos. Para o ministro Fernando Haddad, o foco principal é econômico e geopolítico, centrado na exploração das terras raras e de outros recursos estratégicos. Embora empresas americanas já atuem na mineração, a maior parte do refino ainda depende da China. A pressão americana busca garantir que o Brasil esteja alinhado a seus interesses estratégicos, assegurando estabilidade econômica e política, além de acesso seguro a setores críticos para tecnologia e defesa...

Artigo: nada é para sempre

O título serve para muitas coisas na vida e algumas são mais verdadeiras e impactantes do que outras. Vou utilizá-lo para uma visão organizacional e entendo que é muito relevante.

Uma história sobre a Segunda Guerra Mundial ficou muito famosa. Uma ilha no Pacífico era muito relevante para os norte-americanos e era preciso “cuidar” dela. Com isso, aviões sobrevoavam a ilha e jogavam alimentos, remédios e outros itens da necessidade dos habitantes. Com o passar do tempo eles se acostumaram com os dias e horários em que isso acontecia e compareciam ao ponto de encontro. Era um acordo tácito para uma atividade intergrupos. Esse evento se repetiu durante algum tempo e a fidelidade de horário era cumprida. Contudo, um dia a guerra acabou, os aviões pararam de aparecer, e os alimentos, remédios e outros agrados cessaram de ser entregues para os habitantes que, sem muitos esforços, eram aquinhoados...

Artigo: Maluco Beleza. Raulseixisticamente Falando...

Raulseixisticamente Falando...

Em 21 de Agosto de-1989, o Brasil perde uma figura Ilustre. Uma pessoa que, para alguns, era perigo  para a sociedade e, para outros, a salvação da humanidade.  Naquela segunda-feira que o sol nasceu de novo e não amanheceu, mais do que nunca,  agora ele estava realmente com Deus...

Artigo: A Incerteza de Heisenberg e a certeza da fé no cristão

O cientista alemão Werner Heisenberg, físico e um dos fundadores da mecânica quântica, revelou ao mundo, em 1927, um princípio que transformou para sempre nossa compreensão da natureza.

No nível mais profundo da matéria, não é possível determinar com precisão absoluta, ao mesmo tempo, a posição e a velocidade de uma partícula...