Crônica: Ouvir
A capacidade de “ouvir” a “fala” do outro é um valor e uma virtude; além de necessária à convivência entre os indivíduos. Dela dependeu e depende nossa sobrevivência, seja como espécie, seja como memória coletiva. (As aspas nos dois casos acima são para indicar que há variados modos de ouvir e de falar.)
Não é difícil imaginar o que teria sido dos povos, antes da escrita (e mesmo depois dela), sem a transmissão da memória ancestral, o que só foi possível por meio da oralidade. (E não é demais frisar que onde há oralidade há, forçosamente, alguém que fala e alguém que ouve.)..
