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Livro discute cultura do estupro a partir de relatos de agressores e vítimas de casos de violência sexual em Petrolina

Quando a sociedade arranja motivos para culpar as vítimas de assédio ou violência sexual, naturalizando esses atos, e tratando-os como “normais”, existe uma cultura do estupro. A origem, os fatores que influenciam e a consolidação dessa cultura são abordados no livro reportagem ‘Silêncios que ecoam: corpos, dinâmica e campo gravitacional da Cultura do Estupro’, da jornalista Dayane Késia, que traz relatos sobre casos de violência sexual em Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

Resultado de um trabalho de conclusão de curso (TCC) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Juazeiro, na Bahia, o livro, produzido em 2017, conta com uma riqueza de conteúdos que vai além das referências jurídicas, sociais, históricas e psicológicas sobre o tema. Através de relatos reais de homens que estão presos condenados por estupro e de mulheres vítimas de violência sexual, a jornalista traz à tona uma discussão global sobre a cultura do estupro, a partir de uma realidade local, já que as entrevistas foram feitas em Petrolina...

Livro-reportagem produzido por jornalista da UNEB discute violência sexual em Petrolina

O livro-reportagem conta através das histórias de agressores e vítimas, como a Cultura do Estupro se solidifica na sociedade 

Uma obra criada para instigar a sociedade a pensar no problema da violência sexual. Esse é "Silêncios que ecoam: corpos, dinâmica e campo gravitacional da Cultura do Estupro", da escritora e jornalista graduada na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Juazeiro, Dayane Késia...

Câmara precisa priorizar votação de projetos contra violência sexual infantil, diz Heber Santana

Pré-candidato do Partido Social Cristão (PSC) à Câmara Federal, o deputado estadual Heber Santana lamenta que diversos projetos que visam proteger crianças e adolescentes da violência sexual estejam engavetados na Câmara dos Deputados, enquanto os casos de pedofilia e outras formas de violência sexual infantil crescem no País. "Nosso desejo é corrigir essa distorção e fazer com que leis sejam votadas e aprovadas, para proteger nossas crianças e adolescentes, punir os agressores e dotar os órgãos públicos de condições para melhor combater esses crimes", afirma Heber Santana.

Heber lembra que as recentes denúncias de abuso sexual contra o ex-técnico de ginástica artística da seleção brasileira chocaram o País, mas projetos que poderiam evitar as facilidades que o acusado teria tido nunca foram votados na Câmara Federal. "Da mesma forma, 13 proposições elaboradas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara, que investigou denúncias de turismo sexual e exploração sexual de crianças e adolescentes estão até hoje esquecidas", afirma o parlamentar do PSC, lembrando que os trabalhos dessa CPI foram encerrados há quatro anos. "Não há justificativas para esse descaso", diz Heber...

Carnaval: Hospital da Mulher realiza acolhimento às mulheres em situação de violência sexual

Um lugar para ser acolhida e receber todo o suporte necessário em casos de violência sexual. O Serviço AME, localizado no Hospital da Mulher, no Largo de Roma, em Salvador, acolhe integralmente as mulheres e adolescentes a partir dos 12 anos que forem expostas a situações de abusos e violência sexual. Composto por equipe multiprofissional, o serviço é formado por médicos ginecologistas, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogas e farmacêuticas, com funcionamento nas 24horas, todos os dias da semana, incluindo finais de semana, carnaval, feriados e demais datas comemorativas.

Em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-BA) o Serviço AME estará com unidade móvel de quinta (08/02) a terça-feira (13/02) no circuito Dodô, orientando e encaminhando, quando necessário, para o Hospital da Mulher. A ação é uma pactuação com representantes de diversos órgãos da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres durante o Carnaval de Salvador, com o objetivo de oferecer mais proteção às baianas e turistas. Desde o ano passado, o AME é referência em acolhimento no período do Carnaval...

Cinco suspeitos de estupro coletivo de meninas de 4 e 8 anos são presos em Sertânia

Cinco pessoas envolvidas no estupro coletivo de duas meninas de 4 e 8 anos foram presas no município de Sertânia, no Sertão de Pernambuco, a mais de 300 quilômetros do Recife. O crime foi confirmado em exame sexológico realizado no Instituto de Medicina Legal (IML). Entre os suspeitos presos estão a mãe e o padrasto das crianças, além de dois irmãos dele e um sobrinho. De acordo com a polícia, os crimes "vinham sendo praticados de forma habitual". Segundo a polícia, a genitora também praticava a violência sexual e segurava as meninas para o marido.

A polícia estava investigando informes sobre os possíveis estupros desde a última semana, quando foram presos os dois primeiros suspeitos. A mãe, o padrasto e o tio foram detidos ontem quinta-feira (14), em cumprimento a mandados de prisão. As primeiras denuncias sobre os crimes chegaram a delegacia da cidade depois que parentes perceberam um comportamento estranho das meninas. O Ministério Público representou pela guarda das vitimas, que já estão abrigadas. ..

Deputado quer prioridade de atendimento para vítimas de violência sexual

Prioridade de atendimento nas defensorias públicas do país para mulheres vítimas de violência sexual. Esse é o objetivo de um Projeto de Lei do deputado federal Ronaldo Carletto (PP), que foi analisado na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados e recebeu um substitutivo da relatora, deputada Jozi Araújo (PTN), ampliando o atendimento prioritário para outros órgãos.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 89% dos casos de violência sexual registrados no Brasil, as vítimas são mulheres de baixa escolaridade. Do total, 70% são crianças e adolescentes. "Esses números já são alarmantes e ainda existem tantas outras mulheres que não notificam a agressão por medo. Ou seja, o número de vítimas é muito maior, infelizmente", lamentou o parlamentar...

UNEB se manifesta após tentativa de violência sexual dentro da instituição

Na noite de ontem (02), uma estagiária do Laboratório de Rádio da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus III, em Juazeiro, sofreu uma tentiva de estupro dentro da universidade. A moça foi atacada por um homem não identificado, mas conseguiu escapar após chamar por socorro. A polícia fez diversas diligências na faculdade, mas nenhum suspeito foi identificado. A direção da UNEB enviou uma nota dando maiores informações sobre o assunto. Acompanhe!

As direções dos Departamentos de Ciências Humanas (DCH) e do Departamento de Tecnologias e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus III, em Juazeiro manifestam grande preocupação e tristeza com a tentativa de estupro ocorrida na noite de ontem (dia 2 de junho) no campus e classificam como hediondo esse tipo de crime...

PARTIDO DOS TRABALHADORES DE JUAZEIRO-BA EM APOIO E SOLIDIRIEDADE ÀS MULHRES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL

Governo da Presidente Dilma. O governo com o maior número de Ministras mulheres da história do país.

A violência sexual é um fenômeno universal, no qual não há restrição de sexo, idade, etnia ou classe social, que ocorreu no passado e ainda ocorre, em diferentes contextos ao longo da história da humanidade. Embora atinja homens e mulheres, estas são as principais vítimas, em qualquer período de suas vidas, porém, as mulheres jovens e adolescentes apresentam risco mais elevado de sofrer esse tipo de agressão. O Estupro é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como, todo ato sexual ou tentativa para obter ato sexual, investidas ou comentários sexuais indesejáveis contra a sexualidade de uma pessoa usando coerção. No Brasil, é definido juridicamente como sendo o ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. A violência sexual tem efeitos devastadores nas esferas física e mental, por um período de curto e longo prazo. Das consequências físicas imediatas estão a gravidez, infecções do trato reprodutivo e doenças sexualmente transmissíveis (DST). Em longo prazo, essas mulheres podem desenvolver distúrbios ginecológicos e na esfera da sexualidade. Mulheres com história de violência sexual têm maior vulnerabilidade para sintomas psiquiátricos, principalmente depressão, pânico, somatização, tentativa de suicídio, abuso e dependência de substâncias psicoativas. (Fonte: Revista de Saúde Pública, http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102005000300007)...