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Artigo - O custo do trabalho e o futuro do emprego no Brasil

Apesar dos avanços recentes no mercado de trabalho, a informalidade ainda atinge cerca de 37,5% da população ocupada, mais de 38 milhões, segundo o IBGE. Nesse contexto, o setor de Telesserviços assume papel estratégico diante dos desafios de inclusão e formalização.

Por trás de cada atendimento, suporte técnico ou central de relacionamento, há mais do que um serviço: uma porta de entrada para o mercado formal...

Artigo | Quem cuida da saúde de quem gera e sustenta a vida

Como obstetra, tenho o privilégio de acompanhar o início de uma das jornadas mais profundas da experiência humana: a maternidade. No consultório, durante o pré-natal, o foco é integralmente dividido entre a gestante e o bebê. No entanto, com o nascimento, testemunho uma mudança sutil e quase imediata de comportamento.

A mulher, antes tão atenta aos próprios exames e sintomas, gradualmente se coloca em segundo plano. O olhar, compreensivelmente, volta-se por inteiro para o recém-nascido, dando início a um ciclo de autonegligência que muitas vezes se estende por anos...

Artigo - Quem tem voto — e quem tem limite: o que a rejeição revela sobre 2026

Uma eleição não é decidida apenas por quem lidera as pesquisas. Ela é definida, sobretudo, por quem consegue crescer e, principalmente, por quem não consegue.

Os dados mais recentes sobre a corrida presidencial, divulgados pela pesquisa Genial/Quaest neste mês de abril, ajudam a entender esse ponto com precisão ao analisar três dimensões fundamentais: conhecimento, potencial de voto e rejeição. Esse tripé revela não apenas quem está na frente, mas quem tem caminho e quem já encontrou o seu teto...

Artigo: Sem precedentes. Leão (XIV) e Trump

Por que uma foto sem precedentes, uma imagem de Trump à moda de Jesus Cristo, atrai o nosso olhar?

Fotos ou palavras podem sugerir bondade ou maldade, luxúria ou contenção, riqueza ou pobreza. Atrai porque carrega uma novidade, um absurdo, uma ruptura.

Pode ser uma obra de arte, como um urinol exposto em posição invertida em uma exposição (Marcel Duchamp), ou a negação de um fato comprovado, óbvio, como a importância da vacinação ou a existência do aquecimento global...

Artigo - Quando o mundo entra em crise, confiança vira a principal moeda do marketing B2B

Guerras, choques econômicos e crises globais costumam ser analisados pelo impacto nos mercados financeiros, no preço da energia ou nas cadeias de suprimentos. Mas existe um efeito menos discutido e profundamente relevante para empresas de tecnologia e marketing B2B: em momentos de instabilidade, compradores e decisores deixam de escolher apenas produtos e passam a escolher relações de confiança.

Esse fenômeno fica ainda mais visível quando conflitos internacionais ou turbulências geopolíticas elevam o nível de incerteza global. Nessas horas, decisões corporativas deixam de ser apenas racionais e passam a ser profundamente humanas...

Artigo - Dia do Trabalhador: Temos o que comemorar?

O 1º de Maio, Dia do Trabalhador, é símbolo de grandes conquistas históricas, como a luta pela jornada de 8 horas e por melhores condições de trabalho.

São lutas antigas, mas ainda profundamente atuais, especialmente quando, quase 200 anos depois, grande parte da população brasileira ainda não reivindica apenas a efetivação de direitos, mas o próprio direito ao trabalho, a uma oportunidade de emprego e a uma chance de sobreviver com o mínimo de dignidade...

Artigo - Bioma Caatinga em alerta

Neste dia 28 de abril, comemora-se o Dia Nacional da Caatinga, uma data criada em homenagem ao ecólogo pernambucano Vasconcelos Sobrinho, pioneiro no estudo da região semiárida. Neste dia, todos devem aproveitar para refletir e se mobilizar em luta pela preservação deste bioma.

Preservá-lo é garantir a base da produção sustentável para as famílias agricultoras residentes no meio rural. No entanto, isso requer iniciativas da sociedade, bem como compromissos governamentais, como o incentivo a políticas públicas conservacionistas para os solos e para a vegetação, do ponto de vista econômico, social e ambiental...

Artigo - Revolução verde no Cerrado: novas cultivares de forrageiras garantem pastagens produtivas

A pecuária moderna e eficiente exige uma mudança de paradigma urgente: abandonar práticas e tecnologias ultrapassadas para adotar o rigor técnico e agronômico e assim tratar a pastagem como uma lavoura.

O alicerce dessa transformação é a atualização das cultivares de forrageiras, substituindo capins obsoletos por cultivares modernas disponíveis no mercado...

Artigo - Pessoas, propósito e lucro: a nova equação da competitividade

Empresas brasileiras operam sob pressão crescente por eficiência, reputação e capacidade de resposta e, hoje, o desempenho depende diretamente da qualidade das decisões tomadas diariamente pelas equipes.

Nesse cenário, a gestão de pessoas assume dimensão de variável econômica, já que o desafio vai além da contratação de profissionais qualificados e envolve a construção de ambientes capazes de sustentar resultados no longo prazo...

Artigo - Quando a ignorância ganha microfone, a verdade precisa ganhar voz

Hoje não é sobre uma cidade.
É sobre respeito.

É sobre pertencimento...

Artigo: Quando a música é esperança

Há momentos em que as palavras falham. Quando tudo ao nosso redor se desmorona, as certezas, os planos, as ilusões que nos sustentavam, não há discurso que repare o vazio, não há explicação que preencha o abismo. Nessas horas, quando a razão se mostra insuficiente e a lógica nos abandona, resta buscar refúgio em algo que transcenda a linguagem racional.

Albert Camus conhecia esse silêncio. Chamava-o de absurdo: o encontro entre nosso desejo de sentido e a indiferença muda do universo. O mundo não nos deve explicações. Não há propósito cósmico à nossa espera. É justamente nessa constatação que reside a verdadeira condição humana: estamos sós num universo que não responde...

Artigo - Não é a proteção da mulher que dificulta sua contratação

Escrevo como homem, e justamente por isso procuro tratar esse tema com a cautela de quem reconhece seu lugar de fala. Não vivo na pele o medo, a violência, o assédio e a desconfiança que tantas mulheres enfrentam todos os dias. Mas, como homem, como cidadão e como profissional, também entendo que não posso assistir a isso em silêncio.

Tenho visto crescer um discurso perigoso: o de que proteger demais a mulher acabaria criando barreiras para sua contratação e permanência no mercado de trabalho.

Sinceramente, penso que essa lógica está errada desde a origem e revela muito mais sobre o preconceito estrutural da sociedade e do próprio mercado do que sobre as mulheres.

O problema não está na licença-maternidade, na Lei Maria da Penha ou em qualquer outra proteção legal. O problema está em um mercado que ainda enxerga a mulher a partir do preconceito, como mais frágil, mais cara, menos disponível ou mais "arriscada" para contratar. Ou seja, o obstáculo não é o direito da mulher. O problema, na verdade, é o machismo disfarçado de argumento financeiro.

Quando uma empresa trata a maternidade como problema, ela revela muito mais sobre sua visão distorcida do trabalho do que sobre a capacidade da mulher. A maternidade, o cuidado e a proteção contra a violência não podem ser vistos como um peso individual da trabalhadora. São questões sociais, que precisam ser enfrentadas coletivamente pelo Estado, pelas empresas e pela sociedade.

É justamente por isso que eu, como homem, não vejo qualquer contradição entre fortalecer a presença da mulher no mercado e preservar, ou até ampliar, sua rede de proteção. Ao contrário: retirar direitos para torná-la "mais contratável" seria apenas sofisticar a injustiça. Seria dizer que, para caber no mercado, a mulher precisa se proteger menos, maternar menos, denunciar menos, existir menos como mulher real. E isso é inaceitável.

O caminho correto é outro. É dividir melhor as responsabilidades do cuidado, combater a discriminação nas contratações, garantir ambientes de trabalho seguros e impedir que direitos fundamentais sejam tratados como privilégios indevidos. Proteger a mulher não cria distorções. O que cria distorções é um sistema que ainda insiste em penalizá-la por ser mulher.

Como homem, o mínimo que me cabe é reconhecer isso com honestidade: durante muito tempo, a experiência masculina foi tratada como regra, e tudo o que fugia desse padrão passou a ser visto como exceção, custo ou inconveniente. Está na hora de romper com essa lógica.

A pergunta, portanto, não deveria ser como proteger a mulher sem atrapalhar sua contratação. A pergunta correta é: por que ainda existe um mercado que enxerga a dignidade da mulher como obstáculo?

Enquanto essa mentalidade não mudar, seguiremos errando o alvo. Porque não é a proteção que afasta a mulher do mercado. É o preconceito...

Artigo - O limite das leis e o centro do problema: as masculinidades na reprodução da misoginia

A aprovação da Lei Antimisoginia (PL nº 896/2023) no Senado Federal é um marco importante no enfrentamento da violência e discriminação contra meninas e mulheres no Brasil.

Ao incluir esse crime na Lei do Racismo, o país reconhece que o ódio e o desprezo às mulheres são expressões de uma violência estrutural que sustenta desigualdades históricas e compromete a democracia...

Artigo - Inveja de Minas

Nem sempre a inveja é um pecado. Devemos, sobretudo nós baianos, querer sempre que o vizinho estado de Minas Gerais esteja bem servido de infraestrutura para o desenvolvimento. Mas o anúncio de R$100 bi em investimentos na infraestrutura de Minas, em março último, pelo então secretário-executivo e agora ministro dos Transportes é, indiscutivelmente, de causar inveja.

O anúncio foi feito durante a terceira edição do Eloos Itatiaia – Ciclo Cidades e Infraestrutura. São R$62,5 bi em rodovias e R$38,0 bi em ferrovias os valores de investimento que Minas está recebendo, mediante concessões. Para este ano, estão previstos 13 leilões de concessões rodoviárias. E Minas passou a ser festejada como “a espinha dorsal da integração nacional”...

ARTIGO - UM SEGUNDO DE RAIVA, UMA VIDA INTEIRA DE AUSÊNCIA.

Isso aqui não é um texto para atacar ninguém. Também não é um texto de julgamento. É, antes de tudo, um convite. 

Um convite à reflexão...

Artigo - Atritos entre os poderes: A anomalia da República

A República não consiste numa instituição concreta com poltronas confortáveis cercada por um aparato tecnológico dentro de um suntuoso e requintado prédio.

Ela foi estabelecida e nutrida por princípios normativos aos quais as cidadãs e os cidadãos devem obediência e respeito, visto que, sem isso, a democracia não sobreviverá...

Artigo - Distinção entre o capitalismo umanistico e o capitalismo humanista

É necessário estabelecer o devido contraste entre o capitalismo humanístico de Brunello Cucinelli, referido na obra Il sogno di Solomeo: La mia vita e l'idea do capitalismo umanistico (Milano: Feltrinelli, 2018), e a teoria do Capitalismo Humanista.

Brunello Cucinelli, amplamente reconhecido como o "estilista filósofo", consolidou sua trajetória ao aliar o sucesso na alta moda italiana à recuperação da dignidade do trabalho...

Artigo: as orações de quem faz a guerra não são ouvidas por Deus, Por José Sarney

O presidente dos Estados Unidos tem estarrecido o mundo com suas exóticas colocações, que, no mínimo e no máximo, representam um jogo de faz-e-esconde, o que tem mantido as nações em suspense sem saber por onde ele quer ir e para onde vai.

Parece os versos do grande poeta português José Régio: "Se ao que busco saber nenhum de vós responde, / Por que me repetis: 'vem por aqui'? / Prefiro escorregar nos becos lamacentos, / Redemoinhar aos ventos, / Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, / A ir por aí… […] Ninguém me diga: 'Vem por aqui'! / A minha vida é um vendaval que se soltou. / É uma onda que se alevantou. / É um átomo a mais que se animou… / Não sei por onde vou, / Não sei para onde vou / — Sei que não vou por aí!"..

Artigo - Uma carona, um sábio e uma grande lição de vida

Estava vindo do bairro Jardim Primavera sentido Monte Castelo, e um senhor pegou carona comigo até o Mercado do Produtor. No percurso da nossa pequena viagem, o seu José Galdino me surpreendeu com a pergunta: — Meu jovem, do que adianta a gente ganhar o mundo todo e perder a nossa paz?

Fiquei impressionado com esse questionamento e confesso que não disse nada, mas os meus pensamentos sim. Imaginei palavras do renomado filósofo romano Sêneca: "Não é que tenhamos pouco tempo para viver, mas sim que desperdiçamos muito dele”...

Artigo - Ganhar o Mundo e Perder a Alma : A ilusão da fé que adora o dinheiro

E se uma das maiores distorções espirituais do nosso tempo estivesse acontecendo silenciosamente diante dos nossos olhos? E se algo que nasceu para libertar o homem estivesse sendo reinterpretado, pouco a pouco, como instrumento para justificar exatamente aquilo que o aprisiona?

Nos últimos anos, tornou-se cada vez mais comum ouvir, em determinados ambientes religiosos, uma leitura da fé profundamente vinculada à ideia de prosperidade material. Aquilo que historicamente foi compreendido como caminho de transformação interior, humildade e dependência de Deus começa a ser apresentado como meio de ascensão econômica e sucesso visível...