Emoção, sensação de dever cumprido, olhos brilhando e muita alegria. Foi esse o misto de sentimentos que cientistas, parceiros e comunidade dividiram neste sábado (11), com a soltura do primeiro grupo de 8 ararinhas-azuis nos céus de Curaçá, no norte da Bahia, seu habitat natural.
20 anos após serem consideradas extintas, um Acordo de Cooperação entre o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e a Ong alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP) foi possível realizar o feito, considerado por muitos como impossível...
No próximo sábado, dia 11, as solturas de espécimes que podem devolver a ararinha-azul ao sertão baiano acontecerão em áreas protegidas próximas de uma planejada usina eólica, com dezenas de turbinas. A liberação das aves é ligada à recuperação da Caatinga, bioma exclusivo do país, alvo do desmate e da desertificação e carente de maior proteção oficial.
A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) foi extinta da natureza em 2000, por desmate, caça e tráfico. Um primeiro grupo criado em cativeiro deve ser liberado num refúgio de vida silvestre em Curaçá e Juazeiro, na Bahia, em 11 de junho. A reserva é rodeada por uma área de proteção ambiental, também federal. Somam juntas 1.200 km2, cerca do dobro da área da capital Salvador...
O ano era 2000, o Brasil comemorava os 500 anos da chegada dos portugueses no país, ou, mais especificamente, no sul da costa da Bahia. Mais ao norte de onde as caravelas aportaram, no interior do mesmo estado, os brasileiros avistavam, pela última vez na natureza, uma ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) selvagem.
Descoberta em 1819, a espécie, que é da mesma família das araras e papagaios, sofreu um gradual processo de extinção na natureza, devido à destruição do ambiente e à captura para o comércio ilegal de animais silvestres...
Esta semana tive a notícia de que cientistas irão soltar 20 ararinhas azuis em Curaçá no Estado da Bahia. Estas aves, extintas na natureza faz 20 anos, vieram de criadouros da Alemanha. As mesmas fazem parte do grupo de 50 indivíduos mantidos em um viveiro no referido município.
A soltura está programada para 11 de junho do corrente ano. Depois de receber esta notícia de um amigo, li vários artigos em sites e blogs exaltando e aplaudindo a ação do Ministério do Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes, ICMBio, entre outras autarquias envolvidas...
Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo de Cadastro Reserva para atuação no Projeto RE-Habitar Ararinha-azul, executado pelo Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (NEMA) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) juntamente com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (FADE-UFPE). As inscrições ocorrem até o dia 15 deste mês.
No total, são disponibilizadas duas vagas de analistas ambientais para execução de atividades em campo, em Curaçá...
Acontece nesta segunda-feira, 25 de abril, em Curaçá, uma audiência pública que tem como objetivo a apresentação do Projeto Blue Sky. Na pauta a implementação de ações junto nas comunidades que integram a área de proteção da Ararinha Azul, espécie rara que habita o sertão curaçaense.
O Projeto Blue Sky reforça o Plano de Ação Nacional para a conservação da Ararinha-Azul, abrangendo diversas linhas temáticas, a exemplo das políticas públicas, a atuação ambiental nas comunidades, a preservação da caatinga e a atuação das populações locais...
Neste domingo (26) é comemorado o Dia Municipal da Ararinha-azul na cidade de Curaçá, na Bahia. A comemoração foi instituída por lei em 27 de setembro de 2016, que criou também a Semana Municipal da Ararinha-azul. É na cidade de Curaçá que estão as mais de 50 ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) vindas da ACTP, da Alemanha para o Brasil.
Elas estão no Centro de Reprodução e Reintrodução mantido pela ACTP. As aves, endêmicas da região de Curaçá do semiárido, estão se ambientando ao clima seco e quente...
A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma das aves mais raras do mundo. Nativa da região da Caatinga, a espécie é considerada extinta na natureza há quase 20 anos.
A ave sumiu da natureza devido ao tráfico de animais e comércio ilegal, e pela degradação da Caatinga que reduziu ainda mais o seu hábitat. Mas ainda há esperança de ver a ararinha voar livre mais uma vez na Caatinga brasileira: em março de 2020, chegaram ao Brasil 52 ararinhas-azuis repatriadas (49 oriundas da ACTP, na Alemanha, e três do Zoológico Pairi Daiza na Bélgica)...
Depois de fazer a alegria de crianças e adultos no clipe animado “As aventuras da Tita”, disponível na internet, a ararinha-azul mais simpática do Vale está de volta.
Com apoio de muita gente do bem, o projeto Pintado com a Tita arrecadou dinheiro através de vaquinha virtual e vai beneficiar mais de 2 mil crianças de áreas carentes de Petrolina, em Pernambuco e também de Curaçá e Juazeiro, na Bahia...
A ararinha-azul mais querida do Vale do São Francisco ganhou novos traços, movimentos e trilha sonora para conquistar de vez o coração de crianças, adolescentes e adultos.
No clipe "As aventuras de Tita", que será lançado nesta sexta-feira (5), vamos conhecer um pouco mais sobre a história da pequena sertaneja de Curaçá, no interior da Bahia, que virou uma linda ararinha-azul...
O Dia Nacional da Caatinga é celebrado anualmente em 28 de abril no Brasil. Esta data foi criada com o intuito de não apenas homenagear este bioma único, 100% brasileiro mas também conscientizar as pessoas sobre a importância da sua conservação para o equilíbrio ambiental.
Os índios chamavam Caatinga de “Mata Branca ou Floresta Branca”. A caatinga engloba os seguintes estados brasileiros: Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e parte de Minas Gerais...
Duas décadas depois de serem extintas do seu ambiente natural, 52 Ararinhas-azuis desembarcaram no aeroporto Senador Nilo Coelho em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. As aves que estavam na Alemanha foram levadas para um centro de recuperação em Curaçá, na Bahia.
Qual é o canto da liberdade? Na semana do retorno das ararinhas-azuis para “casa”, fruto da transferência de 52 indivíduos trazidos da Alemanha para o nordeste brasileiro, os sertanejos mostram como é possível conscientizar com arte...
Projeto foi aprovado pelo Ministério da Cidadania e será lançado em outubro; distribuição será gratuita nas escolas da região.
A filha de um caçador é enfeitiçada e transformada em uma linda e rara ararinha-azul que vive aventuras incríveis pela região do Velho Chico. A história leve e educativa é o tema central do livro infantil Tita e os mistérios do Velho Chico, que está sendo escrito pelo multifacetado Victor Flores.
Aprovado pelo Ministério da Cidadania, através da Lei Rouanet e fomentado pela multinacional Bayer, o livro tem como objetivo promover a leitura entre às crianças das escolas públicas do Vale do São Francisco, incentivar a preservação do meio ambiente, além de promover o conhecimento sobre a região do Vale. ..
- O então ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, na ONG alemã, que reproduz ararinhas para reintrodução no sertão da Bahia -
O ex-ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, comemorou, nesta sexta-feira (7),os avanços no acordo entre o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e a ONG alemã, Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP) para repatriação de 50 ararinhas-azuis da Alemanha para o Sertão de Curaçá e Juazeiro, ambos na Bahia.
Baiano de Juazeiro, depois de ter convivido com o tema quando ainda era um jovem ambientalista, coube ao então Ministro do Meio Ambiente Edson Duarte, no ano passado, as primeiras tratativas e assinatura do acordo que deve inserir 50 aves da espécie no sertão baiano, local onde as últimas espécies foram vistas, antes de desaparecer em definitivo.
O ex-ministro visitou os cativeiros onde as espécies estão sendo reproduzidas, na Alemanha e Bélgica, ano passado, conheceu de perto todo processo de reprodução e encaminhou toda tratativa para investimentos na estruturação dos locais para onde as aves serão transferidas, antes de serem devolvidas à natureza...
A Ararinha-Azul, ave considerada como uma das mais raras do mundo, vai voltar ao seu habitat natural, no sertão baiano, mais precisamente a áreas de caatinga, em Juazeiro e Curaçá. A ave, descoberta a cerca de 200 anos, foi considerada extinta em 2000 quando a última espécie, que vinha sendo monitorada, desapareceu misteriosamente para nunca mais ser vista.
Organizações internacionais, com bases na Europa, em países como Bélgica e Alemanha, a partir de umas poucas aves criadas em cativeiro, conseguiram reproduzir a espécie, que em breves dias estarão voltando a habitar o sertão baiano. O Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, que por coincidência foi um dos ambientalistas que defendiam a espécie quando ainda era vista no sertão, está na Alemanha formalizando as parcerias e logísticas que permitirão devolver as Ararinhas-Azuis ao seu habitat natural...
Ministro Edson Duarte assina, na Bélgica, acordo que garante reintrodução da ararinha-azul no sertão baiano.
O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, assinou, neste domingo (24), em Bruxelas, na Bélgica, memorando de entendimento com organizações conservacionistas da Bélgica (Pairi Daiza Foundation) e da Alemanha (Association for the Conservation of Threatened Parrots) para trazer ao Brasil 50 ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii), espécie que só ocorre no país. A previsão é que os animais estejam em território nacional no primeiro trimestre de 2019. “A assinatura desse documento é um marco histórico da luta pela preservação das espécies”, afirmou Duarte.
A cerimônia aconteceu durante a inauguração de espaço para preservação do animal, no zoológico belga Pairi Daiza. “Eu nasci exatamente na mesma região onde existia a ararinha. Eu vi a última em liberdade, e estar aqui, e ver, tantos anos depois, uma ararinha é uma emoção especial. Por obra do destino, me transformei em ministro do Meio Ambiente do Brasil e estou aqui para realizar o sonho de ambientalistas, não só do Brasil, mas do mundo: trabalhar na reintrodução do animal no seu habitat natural e permitir que ele volte a voar em casa”, disse o ministro.
Para a ministra de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Bélgica, Marie Christine Marghem, o encontro possibilitou uma compreensão de que existe uma relação próxima do povo brasileiro com a biodiversidade. “Tivemos uma troca muito rica, e isso foi importante para iniciarmos uma relação mais estreita com o Brasil, tanto na proteção da biodiversidade, como em outros setores”, avaliou Marghem. ..
Durante os dias 13 a 17 desse mês o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga) no Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em Petrolina-PE, sediará uma programação que conta com reuniões e rodadas de apresentações que fazem parte do Plano de Ação Nacional para a conservação da ararinha-azul (PAN Ararinha-azul) promovido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
De acordo com o ICMBio, a oficina tem público específico, voltado para pesquisadores, representantes comunitários, gestores públicos das três esferas governamentais, empresas, dentre outros atores importantes para a conservação da ararina-azul e seu habitat. Tem por objetivos concretizar a monitoria final e avaliação final do PAN Ararinha-azul – 1º Ciclo, também a elaboração do PAN Ararinha-azul – 2º Ciclo, com ações tangíveis e pragmáticas que reflitam uma melhoria na conservação do foco do PAN e com compromissos estabelecidos para sua implantação no período de 2018 a 2022...
O Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a convite da Camile Lugarini, responsável pelo Plano de Ação Nacional para Conservação da Ararinha-azul, é um dos parceiros do 'Projeto Ararinha na Natureza' do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Representantes do coordenador do Centro, o professor Luiz Cezar Pereira, participaram das consultas públicas para a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) e do Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-azul (Revis) nos dias 29 e 31 de julho, respectivamente, em Juazeiro e Curaçá-BA.
No ano passado, os ornitólogos Karlla Rios e Paulo de Tarso Sambugaro participaram da Expedição 'Em busca da Ararinha-azul' liderada pela SAVE Brasil e ICMBio, com o objetivo de reencontrar o indivíduo de ararinha-azul na região de Curaçá, interior da Bahia, berço da espécie, onde foram feitos registros por vídeos de autoria de Lourdes Oliveira e de sua filha Damilys Oliveira. Neste ano, todos os esforços estão voltados para a criação da Área de Proteção Ambiental e do Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-azul, ambos unidades de conservação. Segundo informações do ICMBio, as consultas aconteceram com o intuito de informar à comunidade sobre a definição, localização e dimensão dos limites dessas áreas, além de explanar sobre as implicações para a população que mora dentro e nas proximidades da APA e do Revis...
Entre os dias 29 de junho e nove de julho aconteceu, na região de Curaçá (BA), a expedição "Em busca da Ararinha-azul" liderada pela SAVE Brasil e Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o objetivo de reencontrar o indivíduo de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) que teve sua ocorrência documentada por vídeos de autoria de Lourdes Oliveira e de sua filha Damilys Oliveira. A expedição contou com a participação dos ornitólogos do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga), Paulo de Tarso Sambugaro Santos e de Karlla Rios.
A equipe de campo contou ainda com a presença de diversos pesquisadores brasileiros, estrangeiros e moradores locais. "Durante dez dias, percorremos mais de mil quilômetros em diversos locais dos municípios baianos de Curaçá e Juazeiro em busca da ararinha-azul. Mesmo com a presença de renomados pesquisadores, incluindo o presidente da Parrots International, Mark L. Stafford, não conseguimos localizar o espécime", afirmou o ornitólogo Paulo de Tarso...
O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, assinou nesta terça-feira (12/07) uma parceria com entidades internacionais e nacionais que prevê a reintrodução da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) ao seu habitat natural, a Caatinga. Por meio do aporte de aproximadamente R$ 5 milhões (cerca de 1,5 milhão de dólares) será construído o Centro de Reintrodução e Reprodução da Ararinha-Azul, em Curaçá, na Bahia.
O investimento contempla também outras ações de apoio e conservação da espécie, considerada extinta na natureza desde o ano 2000. Atualmente existem 120 animais, distribuídos em instituições particulares do Catar, Alemanha e Brasil...