Crônica - Baruch Spinoza: A espiritualidade racional
Nas décadas de 1960/1970, livros de bolso, baratos e fáceis de carregar eram a alegria dos estudantes e dos curiosos por história, política, filosofia e aprendizado de idiomas estrangeiros. Foi em um desses volumes que conheci Baruch Spinoza, filósofo judeu nascido na Holanda em 1632, de origem portuguesa.
Li sua obra-prima, Ética (Ethica ordine geometrico demonstrata) — e, a princípio, pouco entendi. Vindo de uma educação católica rígida, achei o texto denso e desafiador, sobretudo porque Spinoza propunha algo radical e inimaginável: a diferenciação racional, sob o ponto de vista religioso, entre criador e criatura...
