PROFESSORES DA REDE PÚBLICA EM JUAZEIRO REALIZARÃO MANIFESTAÇÃO CONTRA MUNICIPALIZAÇÃO DE ESCOLAS ESTADUAIS

Indignados com a tentativa do governo do estado da Bahia de municipalizar três escolas de Juazeiro, professores e outros profissionais da educação realizarão na próxima sexta-feira (03/01), uma assembleia na sede da APLB Sindicato e depois seguirão em caminhada para ato público em frente à sede do NTE-10 (Núcleo Territorial de Educação) e logo depois em frente ao Paço Municipal.

Pela proposta do governo do estado, as escolas que estão em funcionamento e fazendo matrículas, deverão ser entregues ao município que deverá assumir os alunos do ensino fundamental II. Porém, os alunos já matriculados nessas unidades e os professores deverão ser remanejados para outras escolas que pertencem a rede estadual.

“É um ato irresponsável do governo que não conversa, não discute a municipalização das escolas e os trabalhadores ficam se perguntando para onde irão, como serão acomodados caso essa municipalização aconteça. Então é o momento de darmos as mãos e ir as ruas tornar pública essa atitude e pedir o apoio da comunidade para que a municipalização dessas escolas não aconteça”, frisou o presidente da APLB em Juazeiro, Gilmar Nery.

Segundo Gilmar Nery, o Colégio Estadual Dom Avelar Brandão Vilela, no João Paulo II, o Colégio Estadual Helena Celestino Magalhães, no Castelo Branco, e o Colégio Estadual Professor Pedro Raimundo Rodrigues Rego, em Piranga, estão na lista de municipalização do Governo do Estado.

Gilmar Nery (APLB) e os professores Telma Damasceno Oliveira (Helena Celestino) e Adilson Moreira (Pedro Raimundo Rego) estiveram no Programa Geraldo José (Transrio FM) quando expressaram descontentamento pelo fato de não obter uma resposta da Secretaria Municipal de Educação. “O prefeito Paulo Bomfim assumiu compromisso conosco ao final de 2018 de que só receberia as escolas depois de conversar com os professores o que nunca aconteceu” lembrou o representante da APLB.

Telma e Adilson protestaram contra o “presente de grego” em plena reta final do ano e o fato do Estado se omitir em relação ao remanejamento dos professores caso ocorra a municipalização dessas escolas.

Da redação Foto: Geraldo José