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Artigo - Endividamento dos brasileiros cresce e expõe o peso do crédito caro na vida das famílias

O brasileiro está voltando a dever mais, e pior, a pagar cada vez mais caro por isso. Dados do Banco Central mostram que, em julho de 2025, o endividamento das famílias alcançou 48,6% da renda anual, um patamar considerado alto por economistas.

Quando se exclui o crédito imobiliário, esse percentual ainda chega a 30,4%, revelando a dependência crescente de linhas de crédito de curto prazo...

Artigo - A renegociação da dívida do crédito rural

Iniciemos com uma pergunta: a renegociação da dívida do crédito rural será para todos os produtores?

Caros leitores, o produtor rural brasileiro enfrenta hoje um dos momentos mais críticos de sua história recente...

Artigo: O silêncio dos Cem Mil

A fotografia de Evandro Teixeira, em minha parede, não é apenas um registro da Passeata dos Cem Mil. É uma presença.

Ela me observa, mais do que eu a observo. De algum modo, ela insiste em me perguntar coisas: o que você vê agora, aos 73 anos, que não podia ver aos 15, quando era apenas um moleque atravessado pela esperança e pelo medo?..

Artigo - Juazeiro volta a respirar cultura e se reconhecer grandiosa!

Há cidades que nascem com alma. Juazeiro é uma delas, aqui o vento sopra poesia sobre as águas do Velho Chico e a música parece brotar naturalmente das ruas, dos becos, dos mercados, das praças. 

É uma cidade que sempre respirou cultura, mas que, por algum tempo, viu essa respiração ficar curta, quase silenciosa. Agora, Juazeiro volta a respirar fundo e o que se vê é um novo fôlego, cheio de cor, arte e esperança...

Artigo - O agronegócio sob fogo cruzado

O atual governo é muito bom em eleger inimigos e fazer demagogia, jogando o povo contra determinados alvos, como, por exemplo, pobres contra ricos e empregados contra patrões. Nesse rol de adversários, elegeu também o agronegócio como um de seus inimigos.

A razão dessa hostilidade reside no fato de que os produtores do agro não compactuam com as suas narrativas político-ideológicas, suas fake news e seus programas sociais eleitoreiros que apenas mascaram o desemprego.

O setor também se opõe à má administração do dinheiro público, ao gigante déficit estatal e à pregação da ideologia comunista que divide os brasileiros.

O governo elegeu o agro como vilão, independentemente de sua capacidade de colocar comida na mesa do brasileiro e de sua importância na segurança alimentar global, que é crucial. Essa oposição ignora todos os dados positivos e a relevância estratégica do setor, um dos pilares da economia brasileira.

Mas a resistência persiste, porque o nosso agronegócio é corajoso, muito bom e eficiente, contando com excelentes produtores que investem maciçamente em suas terras e em tecnologia. Apesar das dificuldades impostas pelo governo, o segmento luta e prossegue.

É uma força produtiva que “apanha, cai e sempre se levanta”. Obviamente, não existe um setor que seja eternamente incólume a tantos desmandos e pressões políticas e econômicas. Uma hora, o agronegócio sentirá os efeitos de forma mais acentuada. Aliás, já está sentindo, e o pior pode estar por vir com a reforma tributária que se aproxima, trazendo mais incerteza e insegurança.

Já passou da hora de o país ter um governo que esteja alinhado com o agronegócio.

Por ter alta tecnologia e manter a produtividade elevada, o agronegócio ainda consegue absorver a maioria dos impactos adversos. Até quando isso será possível, não sabemos. Existe o risco real de que, em algum momento, o setor do agronegócio entre em colapso.

Vimos nos últimos anos que os resultados para o agro não foram bons, registrando-se um aumento alarmante da inadimplência. Observamos, também, um aumento em percentuais nunca vistos nas recuperações judiciais do agronegócio, com várias empresas tradicionais do setor entrando em dificuldade.


Isso é uma demonstração e um indicativo claro de que o setor não está passando incólume a todos esses desmandos do governo.

A insistência em confrontos com um setor fundamental para a economia e para a imagem do país no cenário internacional demonstra uma grave falha de articulação e de senso de prioridade estratégica.

Em virtude da grande simpatia do atual governo e de integrantes do Judiciário brasileiro por ideologias de matriz comunista, é crucial trazer aqui um pouco da história mundial recente.

A expropriação de terras em Cuba, liderada por Fidel Castro após a Revolução de 1959, foi realizada principalmente por meio de leis e atos diretos do governo. A Revolução Cubana estabeleceu um Estado socialista onde o Poder Executivo (liderado por Fidel Castro e o Conselho de Estado/Ministros) e o Poder Legislativo (Assembleia Nacional) detinham o poder principal.

A primeira Lei da Reforma Agrária em Cuba foi assinada em maio de 1959, apenas cinco meses após a queda de Fulgêncio Batista. Essa lei radical limitou o tamanho das propriedades rurais e nacionalizou grandes latifúndios (inclusive de estrangeiros), visando redistribuir terras e criar fazendas estatais. A expropriação foi possível porque o novo governo revolucionário detinha o controle político e a força total para impor a medida.

No Brasil, o cenário ainda é outro; apesar das várias tentativas de ONGs, do próprio governo e de uma parcela do Judiciário de prejudicar os produtores, há alguma resistência nesse sentido.

A desapropriação só é constitucionalmente permitida em casos estritos: 1) Reforma Agrária (Desapropriação-Sanção), para imóveis rurais que comprovadamente não cumpram a função social (Art. 184 da CF); 2) Utilidade Pública ou Interesse Social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro (Art. 5º, XXIV da CF); 3) Expropriação sem Indenização (Confisco), unicamente para terras com cultivo ilegal de plantas psicotrópicas ou exploração de trabalho escravo (Art. 243 da CF).

O agronegócio é o setor responsável por garantir que o “milagre da multiplicação dos pães” continue acontecendo entre nós, por meio de muito trabalho, alta produtividade e tecnologia, alimentando o Brasil e o mundo. Nesse contexto, a defesa da propriedade privada e da livre iniciativa é essencial; portanto, Deus nos livre dos comunistas e do comunismo!
 
Eduardo Berbigier é advogado tributarista, especialista em Agronegócio, membro dos Comitês Juridico e Tributário da Sociedade Rural Brasileira e CEO do Berbigier Sociedade de Advogados...

Artigo - Decisão do STF que pode custar bilhões às gigantes do streaming transforma a Netflix no novo ‘plot twist’ tributário do Brasil

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) colocou o Brasil de volta no radar das grandes multinacionais do entretenimento, e não exatamente por causa de sua produção cultural. O julgamento do Tema 914, concluído em agosto e publicado em outubro de 2025, validou a ampliação da CIDE-Tecnologia, uma contribuição de 10% sobre remessas ao exterior relacionadas a royalties, licenças e serviços técnicos.

O impacto foi imediato. A Netflix, ao divulgar seu balanço global, revelou um ajuste contábil de US$ 619 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões) diretamente ligado à decisão do STF. O anúncio sacudiu o mercado, derrubou as ações da companhia em Nova York e reacendeu o debate sobre o já conhecido “Custo Brasil”...

Artigo - O sertão: Na seca ou na invernada sua magia é inconteste

O sertão é meu mundo, lugar onde nasci, onde costumo recarregar as energias para continuar caminhando por essa longa estrada da vida. Na seca ou na invernada sua magia é inconteste. Há algo nesse encantado pedaço de terra que cativa e faz homens e mulheres serem fortes, destemidos, prestativos e hospitaleiros*.

*Costumo dizer que quando desço a serra de Santa Luzia e avisto o imenso sertão, a minha alma se renova, sequer me lembro da existência do mar, pois no sertão me banho nas águas doces do meu rio, sob a sombra de oiticicas e ingazeiras. De câmara de ar deslizo sobre a sua correnteza, atravesso cachoeiras e redemoinhos até chegar à ponte do areal...

Artigo: Agroecologia: o novo mundo em gestação

Chega ser emocionante ver pessoas do povo nos avisando qual será o futuro da humanidade. Melhor, a ancestralidade, que é o futuro, já está presente.

Estive em uma mesa que debatia os Sistemas Alimentares diante das Mudanças Climáticas durante o 13º Congresso Nacional de Agroecologia, em Juazeiro da Bahia. Embora alguns expositores tenham feito de maneira brilhante a análise do movimento do capital mundial, vozes ancestrais como Raquel Tupinambá nos falaram da sabedoria dos povos...

Artigo: Eleições 2026. Não se assuste. Não estou lançando candidatura, nem venho pedir o seu voto

Não se assuste. Não estou lançando candidatura, nem venho pedir o seu voto.

Estou passando por aqui, apenas para registrar que, à véspera de cada eleição, vejo gente querendo se candidatar em Juazeiro (BA). Parece filme repetido do Cine São Francisco, nas sextas-feiras, nas sessões duplas de antigamente...

Artigo - Envelhecer é uma arte: a neurociência e o cérebro idoso

Envelhecer é uma arte é uma canção marcante lançada em 1976, quando Adoniran Barbosa tinha mais de 60 anos. Com sábias palavras, o compositor e sambista canta sobre o envelhecimento com muito bom humor e orgulho, encarando o tema sem lamento e com muita leveza — “Eu não perco a estribeira… levo na brincadeira”.

Ele afirma que a verdadeira velhice está na atitude de quem julga e não daquele que é julgado — “Sou velho e sou feliz… mas velho é quem me diz”. Nessa canção, Adoniran valoriza a sabedoria do rir de si próprio e ensina que envelhecer pode ser motivo de alegria e comemoração da vida — “Saber envelhecer é uma arte… Isso eu sei, modéstia à parte”...

Artigo: Empreendedorismo conecta sonhos, negócios e futuro

O Brasil nunca teve tantos empreendedores. Em 2024, segundo o relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2024), elaborado pelo Sebrae em parceria com a Anegepe, 33,4% da população adulta estava envolvida em negócios próprios.

São cerca de 47 milhões de brasileiros apostando em suas ideias, transformando desafios em oportunidades e mostrando que empreender vai muito além de abrir uma empresa: é sobre construir caminhos...

Artigo - Ruínas...Família: Um organismo não sobrevive sem ser absorvido por outros. É a lei da Natureza

Confira o conto Ruínas. Texto da professora Clarissa Loureiro mestre e doutora em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

É professora na Universidade de Pernambuco (UPE) onde atua nas áreas de Literatura Comparada e Estudos Culturais, com orientações e artigos publicados. Além disso, tem os livros de contos Mau Hábito ( 2010), Invertidos ( 2013) e Náufragos ( 2023) e o romance Laurus(2020). Todos os livros se identificam pela realização de uma prosa poética, representativa da Literatura Feminina...

Artigo: Impunidade parlamentar e a luta pela ética na política brasileira

As grandes manifestações cívicas em todo o País repudiaram veementemente a lamentável decisão da Câmara dos Deputados sobre a PEC da Blindagem dos parlamentares. Na tentativa de burlar o que reza a Constituição, nada menos que 344 deputados, na calada da noite, votaram e aprovaram corporativamente a esdrúxula lei contrária ao interesse público, objetivando proteção legal para realizar toda sorte de falcatruas e crimes que alguns deles pretendem praticar.

Basta ver, por exemplo, nos principais jornais e noticiários televisivos do País, que há com certa frequência o nome de um parlamentar sendo acusado de corrupção ou algum outro ato ilícito semelhante. Isto é rotina no Brasil e não há como negar...

Artigo: Recuperação judicial não é a vilã da economia

A declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que há um "abusozinho" no uso da recuperação judicial em determinados setores, reacende um debate que precisa ser feito com equilíbrio e responsabilidade.

O aumento dos pedidos de recuperação judicial, especialmente no agronegócio, é um reflexo direto de fatores econômicos e climáticos adversos, e não necessariamente de má-fé ou uso indevido do instrumento...

Artigo: Avante Juazeiro! (Por João Chaves)

Em recente artigo, expressei minha opinião sobre a imperiosa necessidade de Juazeiro voltar ter representação no Congresso Nacional, com o título de "representação federal Já!", e que essa representação fosse de um filho de nossa terra.

Fui contestado em vários aspectos: Primeiro por Dr Luiz Antônio, renomado advogado, de que certidão de nascimento não pode ser considerado pré requisito; segundo, que não existia nenhum doido que tivesse coragem para enfrentar insana empreitada; terceiro, que o correto seria identificar um deputado federal, já com mandato, para ajudarmos eleger, e consequentemente, alocar recursos que viabilizem o desenvolvimento econômico e social de nossa cidade; quarto,  que uma candidatura a deputado federal, não nasce do nada...

Artigo: Só beijos...as nações não têm sentimentos, e, sim, interesses

Há duas sextas-feiras, escrevi nesta coluna sobre o encontro entre o presidente Lula e o presidente Trump. Ambos se conheceram, se abraçaram e trocaram cortesias no encontro de 38 segundos. A declaração dos dois foi de que o encontro gerou uma química entre eles; química esta que se desdobrou nas semanas seguintes em declarações de simpatia e de amizade que desembocaram num telefonema de meia hora em videoconferência, combinando um encontro pessoal. Afirmaram que a excelente conversa abriu caminho para o início de negociações para encontrarem uma solução para o problema das taxas altíssimas aplicadas ao Brasil e o término de uma conduta de relações ásperas entre os dois países.

Ouvi de Gilberto Amado, o bom escritor do livro de memórias Minha mocidade no Recife, quando eu e ele, em 1961, estávamos na 16ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que as nações não têm sentimentos, e, sim, interesses. Assim, risquemos da nossa compreensão amor-ódio-amizade-carinho ou qualquer manifestação de sentimentos abstratos que as pessoas têm, e os países, não. Depois, devido à convivência com muitos diplomatas, descobri que essa conduta não era somente uma frase do Gilberto Amado, mas um ensinamento da diplomacia sobre o relacionamento entre os países, seu objeto maior. 

Assim, não esperemos que somente palavras possam mover montanhas. Estas estão na geopolítica entre Brasil e Estados Unidos, mas não através dos interesses políticos que o presidente americano possa ter manifestado em favor de um candidato à Presidência da República, e, sim, no que considero o mais profundo obstáculo das relações em atrito nestes últimos meses com os americanos: o Brics. Este, sim, uma demonstração concreta de interesses do Brasil contrários aos dos Estados Unidos — e o presidente Lula usou uma retórica contundente ameaçando o Tio Sam de acabar com o dólar nas negociações do bloco. Isso é um tiro no coração. Em seguida, o presidente Trump aplicou a mesma tarifa do Brasil à Índia, o que considero ter o mesmo motivo...

Artigo: 68 anos da execução do Che: "Ninguém morre enquanto é lembrado"

Capturado no dia 08; no dia 09 de outubro de 1967, ironicamente em uma sala de aula de uma pequena cidade perdida nos vales bolivianos, La Higuera; tiros, disparados "abaixo do pescoço para mostrar que houve  resistência e enfrentamento", deram fim à vida do mais emblemático líder guerrilheiro do século XX.
Ferido, em péssimas condições físicas, subnutrido e com ataques repetidos da asma que o acompanhou pela vida inteira, Ernesto Guevara, o Che, recebeu o Sargento do Exército Boliviano, Mário Teran, sentando a um canto, amarrado.

De acordo com as próprias declarações do executor, que cumpria ordens do agente da CIA Felix Ismael Rodriguez, dadas ao comandante boliviano, o Coronel Perez; Che levantou-se e, mais que uma pergunta, afirmou:
"Você veio para me matar", com uma voz firme que parecia ecoar nas paredes da sala. Terán olhou para o chão sem responder. "O que os outros disseram?", perguntou Che, referindo-se ao restante de seus companheiros de guerrilha que tinham sido capturados e mortos nos dias anteriores. "Nada", respondeu Terán. O Che não pôde deixar de sorrir. "Eles foram corajosos!", exclamou.
Ele me disse: "Fique calmo e mire bem, você vai matar um homem!", contou o então suboficial à revista Paris Match em uma longa reportagem sobre o episódio. 
Encerrava-se ali a vida do guerrilheiro e crescia o mito, as lendas e a aura que beira o misticismo. Até hoje, centenas de pessoas,  peregrinam todos os anos para o local onde ele foi executado e em Cuba, milhares se reúnem para relembrar seus feitos na Revolução de 1958.
Após 68 anos, nós os sobreviventes daqueles fatídicos anos da segunda metade do século XX, que em algum momento da vida, fomos tocados pela urgente necessidade de mudar o Mundo, compreendemos porque o Che nos emociona, nos direciona, nos deu coragem e desassombro para sonhar a Utopia: Antes de ser o comunista, ele era um humanista. Entendia que a Revolução tem de mudar não apenas as relações de produção, mas modificar, por inteiro o Homem.
Esse Humanismo, essa entrega total à tarefa de cooperação social como forma de desenvolvimento, impulsionou Che e plantou raízes no mundo inteiro.
Hoje, quando pairam nuvens escuras sobre o futuro e fascistas mostram abertamente a cara; quando "líderes" patrocinam genocídios e são aplaudidos por ignorantes, quando a "informação" é manipulada por IA e a bússola da ação das massas é o Whatsapp e o Instagram, é impossível não lembrar Che.
Ainda há quem se sacrifique, ainda há quem renuncie ao conforto e a segurança (aqui uma lembrança, registro e admiração à Deputada Federal Luizianne Lins), ainda há humanidade entre mulheres e homens. E quero crer, ainda há coragem e determinação, para continuarmos na jornada para a mudança do Mundo.
Che vive!
Manoel Leão-Um velho sobrevivente..

Artigo: A comunidade alternativa de Canudos

No dia de 5 de outubro de 1897, deu-se o desfecho de um dos episódios mais marcantes da história do Brasil.

Tudo começa quando o governo republicano, com o apoio de setores da elite brasileira, decide destruir a comunidade de Canudos, resultando numa das maiores carnificinas já registradas em solo brasileiro. ..

Artigo: Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, completará setenta anos em 2026

Talvez não convenha intitular comentários para uma seção sobre literatura com sinal de interrogação.

Corre-se o risco de transformar alguma ilusão de certitude em concreta dúvida, induzindo eventuais leitores a supor que o colunista não está totalmente seguro do que mais e melhor dizer. Entretanto, como logo se verá, a matéria deste brevíssimo artigo é muito maior que as primeiras impressões e as rematadas certezas. Pois “mire veja”...

Artigo: Oração do rio São Francisco em tempos de poucos rios

 "RIO SÃO FRANCISCO 500 ANOS" remete à celebração dos 500 anos da descoberta do Rio São Francisco em 4 de outubro de 1501 pelo navegador Américo Vespúcio, evento que ocorreu em 2001. Naquele ano a REDEGN publicou texto do professor Aderaldo Luciano e seguindo o curso do Rio, reproduzimos. Na REDEGN o Dia do Rio São Francisco é todo dia. Confira:

Só uma coisa me alenta hoje: a saudade do meu santo rio. O Rio São Francisco, o Velho Chico, Chiquinho. Escuto o murmurar de suas verdes águas: — Deixai vir a mim as criaturas... E assim foi feito. Falar de desrespeito e depredação tornou-se obsoleto. Denunciar matanças e desmatamentos resultou nulo. Orar e orar. Pedir ao santo do seu nome a sua oração...