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Presos no Rio de Janeiro dois suspeitos de envolvimento no caso Marielle

A Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta terça-feira (24) Alan de Moraes Nogueira, um policial militar reformado, e Luís Cláudio Ferreira Barbosa, ex-bombeiro militar. Segundo a polícia, os dois são integrantes do bando de Orlando Oliveira Araújo, conhecido como Orlando de Curicica, miliciano que está preso na penitenciária federal de Mossoró. Os dois são suspeitos de envolvimento no assassinato de um policial e de um ex-policial em fevereiro do ano passado em Guapimirim, na Baixada Fluminense.

De acordo com o delegado da DH Willians Batista, responsável pela investigação do caso de Guapimirim, uma testemunha da morte de Marielle Franco disse que Nogueira também está ligado à execução da vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes, em março deste ano, no centro do Rio...

Polícia tem nova pista sobre assassinato de Marielle

Um líder comunitária de Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio, deu uma nova pista sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela Anderson Gomes. Em depoimento à Delegacia de Homicídios (DH) da Capital na semana passada, a presidente de uma associação de moradores disse foi ameaçada em novembro de 2017 por homens armados. Os criminosos estariam irritados irritado com atividades de um movimento de regularização fundiária supostamente ligado à Marielle.

A líder comunitária só conseguiu escapar da morte quando um dos homens armados percebeu que ela não era o alvo. De acordo com o jornal 'O Globo', um grupo que se identificava como representantes de Marielle entravam nestas zonas, dominada por milícias, e incentivavam a luta por títulos de posse de terrenos em comunidades carentes. A DH acredita que a "invasão" do movimento no local teria incomodado políticos da Zona Oeste do Rio...

"Sem solução, quem matou terá carta branca", diz pai de Marielle

Os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março, completam hoje (14) três meses, e nenhum suspeito foi preso ou teve o nome oficialmente divulgado pela Polícia Civil, que investiga o caso em sigilo. Nesse período, Antônio Francisco Silva, pai da vereadora, conta que informações sobre o crime chegam a ele apenas pela imprensa, e que o silêncio das autoridades angustia. 

"A gente quer o sigilo, mas a gente exige que a resposta nos seja dada", disse o pai de Marielle. "Se os órgãos não derem respostas à sociedade, vão dar carta branca para as pessoas que fizeram e para as que mandaram fazer"...

A mãe de Marielle, disse que "não quer acreditar" que outro vereador possa ter planejado a morte de sua filha

A mãe da vereadora Marielle Franco, Marinete da Silva, disse hoje (11) que "não quer acreditar" que outro vereador possa ter planejado a morte de sua filha, assassinada a tiros em 14 de março. Nesta semana, o jornal O Globo revelou detalhes de um depoimento prestado à Polícia Civil em que uma testemunha acusa o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araujo de terem se reunido para planejar o crime. A Polícia Civil não confirmou as informações e reiterou que as investigações são sigilosas.

"A gente espera que não seja. Eu não quero acreditar. A gente sabe que a política é um meio bem complicado, mas eu não quero acreditar que alguém que estava ali todos os dias com a minha filha pudesse imaginar ou planejar a morte dela. Isso eu não quero", disse Marinete, que acompanhou as informações noticiadas e destacou que ainda não é possível afirmar nada sobre a autoria do crime...

Caso Marielle: ex-PM delatado está preso por ordenar execução similar

Um crime ocorrido em 2015 teve como mandante o miliciano Orlando Oliveira Araújo. A denúncia foi obtida pelo G1 e, conforme a descrição, se assemelha muito ao ocorrido contra a vereadora Marielle Franco (PSOL) em março deste ano. De acordo com uma testemunha chave, divulgada pelo Globo nesta terça-feira (8), ele foi apontado como responsável pela execução da parlamentar.

Ainda segundo essa pessoa, o vereador Marcelo Sicilliano (PHS) também está por trás da idealização do assassinato da vereadora do PSOL. Ele, no entanto, nega envolvimento com o crime. Em 2015, o assassinato com dinâmica muito similar ocorreu em Curicica. Orlando é tido como miliciano da região e é conhecido como "Orlando Curicica". Há três anos, um "segurança" dele e outros dois homens teriam participado da perseguição e do crime contra Wagner Raphael de Souza, então presidente da escola de samba União do Parque Curicica...

"Marielle, piranha do Freixo", dizia o vereador que, segundo testemunha, queria vê-la morta

Uma testemunha do caso Marielle Franco disse em depoimento, segundo informações do jornal o Globo, que o vereador do Rio, Marcello Siciliano (PHS), e o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo - acusado de chefiar milícia - queriam que a vereadora fosse morta. À Divisão de Homicídios, o homem, que trabalhou para um dos mais violentos grupos paramilitares do Rio procurou a polícia para contar, em troca de proteção, datas, horários e locais de reuniões entre Sicilliano e Araújo. Ainda de acordo com a testemunha, as conversas tiveram início em junho.

Segundo o Globo, Siciliano declarou não conhecer Orlando de Curicica. Ele considerou a notícia publicada pelo jornal  "totalmente mentirosa". A testemunha garantiu que, em junho passado, Marcello Siciliano e Orlando de Curicica se encontraram em um restaurante no bairro do Recreio, Zona Oeste do Rio, e conversaram sobre Marielle. Ela teria presenciado ao menos quatro conversas entre o vereador e o miliciano. Também revelou nomes de quatro pessoas que teriam sido selecionadas para executar Marielle Franco. ..

Testemunha: vereador e miliciano estão envolvidos em morte de Marielle

Ameaçada pela milícia da Zona Oeste do Rio, uma testemunha chave faz revelações importantes à polícia sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes. 
 
Em três depoimentos, obtidos com exclusividade pelo Globo, ela relatou reuniões entre um miliciano, que atualmente está preso em Bangu 9, e um político do Rio de Janeiro.

O assunto tratado nestes encontros tratavam dos prejuízos causados pela luta da vereadora contra o avanço de grupos paramilitares em comunidades de Jacarepaguá, que tiveram início ainda no ano passado...

Prazo para que Facebook retire vídeos com calúnias sobre Marielle termina hoje

O prazo de 24 horas dado pela Justiça para que o Facebook retire do ar todas as postagens caluniosas contra a vereadora Marielle Franco (PSOL) se encerra na tarde de hoje (4). A decisão, do juiz Jorge Novelle, da 15ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio foi tomada na semana passada, mas o Facebook só foi notificado na tarde de ontem (3), quando começou a contar o prazo de 24 horas. A ação foi movida pela irmã de Marielle, Anielle Silva, e pela víuva da vereadora, Mônica Benício.

De acordo com a advogada da família de Marielle, Samara Mariana de Castro, até a manhã de hoje, muitos conteúdos caluniosos ainda permaneciam na rede social. Com o fim do prazo e caso haja descumprimento da medida, as advogadas que acompanham o caso entrarão com uma petição para que a decisão seja integralmente cumprida...

Testemunhas da morte de Marielle dizem que PMs mandaram deixar o local

Testemunhas que estavam no local onde a vereadora do PSOL Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinadosw contaram para O Globo, em matéria publicada neste domingo (1º), que policiais militares mandaram testemunhas saírem do local do crime. As duas pessoas que falaram com o jornal não foram ouvidas pela polícia. 
 
De acordo com as testemunhas, o carro dos assassinos fechou o que levava Marielle, Anderson e uma assessora parlamentar. Elas afirmaram que só notaram a presença do veículo quando ouviram os tiros. Imagens de câmeras de segurança sugerem que havia dois veículos perseguido o carro em que a vereadora estava.

Ainda segundo as testemunhas, um homem negro que estava no banco traseiro do carro dos criminosos colocou o braço para fora do veículo com uma arma de cano longo, que parecia ter um silenciador, e atirou. Na sequência, de acordo com as testemunhas, o carro usado pelos criminosos saiu cantando pneus pela Rua Joaquim Palhares. Até então, acreditava-se que a fuga teria ocorrido pela Rua João Paulo Primeiro, que é perpendicular à Joaquim Palhares...

Freixo manda Jungmann 'calar a boca' sobre Marielle e ministro rebate

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, respondeu neste sábado (24) a uma série de críticas do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) sobre a intervenção militar no Rio e sobre a morte da vereadora Marielle Franco. No Twitter, o ministro negou ter dito que a morte de Marielle justificaria a intervenção no Rio.

"Marcelo Freixo, o senhor. tem me acusado de dizer que a morte de Marielle justificaria a intervenção no Rio e de estar fazendo política com o seu cadáver. Como a quem acusa cabe o ônus da prova, diga onde e quando afirmei tal absurdo. Desde já, afirmo que isso é uma mentira. Boa noite", escreveu ele...

FTC: Especialistas debatem neste sábado (24) o caso da vereadora Marielle Franco e práticas culturais relacionadas à violência de gênero

Será realizado neste sábado (24), às 16h, no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), o Cine-debate “Violência de gênero e machismo atual”, que tem como objetivo discutir as práticas culturais relacionadas ao tema. Em especial, o caso da vereadora carioca Marielle Franco, vítima de execução por seu trabalho em prol dos direitos humanos.

O evento será mediado por especialistas no tema, como Samella Vieira, professora do curso de Psicologia da Univasf, Ana Paula Silva dos Santos, educadora social da Pastoral da Mulher, e Hannah Lima do Movimento Feminista Classista Ana Montenegro.  A entrada custa um quilo de alimento não-perecível que será doado a uma instituição de caridade...

ARTIGO - MARIELLE FRANCO E “AS VIÚVAS DE ISAAC CARVALHO”

O Brasil está vivendo uma catarse venérea institucional. As punições máximas somente existem:

No Executivo, o Impeachment...

Sobreviver é muito cruel. Por que eu sobrevivi?, diz assessora de Marielle

A assessora de imprensa da vereadora Marielle Franco, assassinada na semana passada, no Rio de Janeiro, contou que o som dos tiros que atingiram o carro onde estavam e que mataram Marielle Franco e o motorista Anderson Pedro Gomes durou "um segundo". Ela concedeu entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, e contou como foi o momento do homicídio.

"Estávamos olhando o celular. Um minuto antes, mais ou menos, eu vi a Marielle comentar alguma coisa do tipo: eita. Mas um comentário muito tranquilo. Não era um susto. No momento dessa interjeição dela, ouvi uma rajada. Na mesma hora me abaixei. Eu estava achando que ela estava se abaixando junto comigo. Foi um barulho forte, mas rápido", disse a assessora, que, por segurança, não divulgou sua imagem e nome...

Desembargadora diz não se arrepender de declaração sobre Marielle

A desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, disse não estar arrependida de comentários em redes sociais ligando a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada na última quarta (14), ao tráfico de drogas. Em entrevista ao jornal O Dia, ela afirmou que fez as declarações como cidadã. Na sexta-feira (15), a magistrada afirmou em seu perfil numa rede social que Marielle estava "engajada com bandidos" e que havia sido eleita pela facção criminosa Comando Vermelho. A declaração gerou reação de familiares da vereadora e uma representação do PSOL ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Depois de questionada, disse que não conhecia Marielle e que apenas havia replicado comentário que vira em páginas de amigos. "Em momento algum me referi ao meu cargo. Ali eu estava discutindo como uma cidadã comum que paga imposto e que lê o Facebook", disse ela a O Dia...

Delegado é afastado por suposto post com ofensas a Marielle Franco

A Secretaria de Defesa Social informou neste domingo (18) qu afastou o delegado Jorge Ferreira, da Polícia Civil de Pernambuco, de plantões na Delegacia da Mulher do Recife. O policial teria feito uma publicação com ofensas à vereadora Marielle Franco (PSOL), morta no Rio de Janeiro na última quarta-feira (14). O delegado nega ter escrito os comentários sobre a vereadora.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram um comentário em que o delegado teria chamado a vereadora de "mulher de bandido" e dito que "odeia" quem "defende" criminosos. Após a repercussão do caso, o delegado publicou vídeo em sua página nas redes sociais negando ter escrito o texto. "Aquilo me apavorou, porque em momento algum eu postei uma coisa daquela natureza, quem me conhece, sabe", afirmou ele...

Carro suspeito de envolvimento na morte de Marielle é apreendido em MG

Graças a uma denúncia anônima por meio do Disque-Denúncia, a Polícia Civil apreendeu, na madrugada deste domingo (18), um dos carros suspeitos de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. 
 
Na ligação, de acordo com informações do G1, a pessoa indicou precisamente a localização do veículo, que estava estacionado em um local em Ubá, Zona da Mata de Minas Gerais, a 300 km do Rio. Marielle e Anderson foram mortos a tiros no dia 14 de março, no Centro do Rio.

O delegado Alexandrino Rosa de Souza afirmou que o carro, que tem placas do Rio, tenha sido abandonado na área um dia após os assassinatos, na última quinta-feira (15)...

Planalto evita relação entre intervenção e assassinato de Marielle

O presidente Michel Temer (MDB) e seus principais aliados buscam desassociar a intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL). Neste domingo (18), completa 30 dias corridos da intervenção e quatro dias da morte de Marielle, assassinada com quatro tiros na cabeça, em homicídio doloso (com intenção de matar), na noite de quarta-feira (14). O crime está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio.

O Planalto avalia que o crime premeditado contra a vereadora aconteceria independentemente da intervenção federal. Segundo apoiadores de Temer, não se pode relacionar as duas questões de forma direta. De acordo com a reportagem do UOL, assessores também reconhecem que a intervenção atrapalha as atividades de milícias com policiais corruptos e demais organizações criminosas, que podem ter enxergado uma maneira de retaliar o governo com um crime violento contra pessoa pública com a qual já tinham divergências...

PSOL, PT, PCDOB E PDT DE JUAZEIRO ASSINAM NOTA DE PESAR PELO FALECIMEN TO DA VEREADORA MARIELLE FRANCO

Os presidentes do Psol, PT, PC do B e PDT, respectivamente, Paulo José de Oliveira, João Leopoldo Vargas, Isaac Cavalcante de Carvalho e Ricardo Penalva assinaram nota e enviaram ao Blog prestando solidariedade e pesar pelo falecimento da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro.

Matam Marielle, e surge no céu uma estrela guia, a apontar caminhos de libertação. Dilaceram seu corpo e não sabem que ao se juntar à terra, o chão fecunda novas Marielles, que vingadoras se erguem e continuam a luta justa e santa, que os tiros covardes tentaram parar...

Jungmann: 'Munição que matou Marielle foi roubada de sede dos Correios'

O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, confirmou que as munições utilizadas no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), na última quarta-feira (14), foram roubadas de um carregamento da Polícia Federal. Segundo o ministro, informações que chegaram a ele dão conta de que a munição foi subtraída da sede dos Correios na Paraíba "anos atrás".

"A Polícia Federal já abriu mais de 50 inquéritos por conta dessa munição desviada. Então eu acredito que essas cápsulas encontradas na cena do crime foram efetivamente roubadas. Também tem a ver com a chacina de Osasco, já se sabe”, disse, referindo-se à morte de 17 pessoas pela Polícia Militar de São Paulo, ocorrida em 2015...

Desembargadora: Marielle é 'engajada com bandidos' e 'cadáver comum'

A desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), afirmou em publicação no Facebook nessa sexta-feira (16) que a vereadora Marielle Franco (PSOL), morta na quarta-feira, estava “engajada com bandidos”. As informações são da coluna de Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

No post, uma resposta a um texto postado pelo advogado Paulo Nader, ela diz que o "comportamento" dela, "ditado por seu engajamento político", foi decisivo para o assassinato. Ela acrescenta ainda que há uma tentativa da esquerda de "agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro"...