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Carta Aberta da Secretaria de Mulheres do Partido dos Trabalhadores Juazeiro Bahia

 
A condução do processo de impeachment   por maioria corrupta e hipócrita e a ausência de justificativa com apresentação de causa crime, configurou-se um golpe à Democracia e ao Estado Democrático de Direito, provocando ainda mais a instabilidade política e econômica do país, com ameaças aos direitos trabalhistas.
 
A Secretaria de Mulheres do Partido dos Trabalhadores de Juazeiro/Bahia, repudia a decisão da Câmara de Deputados do processo de impeachment contra a Presidenta Dilma sem a legalidade constitucional, orquestrado por partidos de oposição e demais traídores do povo brasileiro.
 
Observamos a condução deste processo por uma maioria de malfeitores, na pessoa do presidente Eduardo Cunha, corrupto da Lava Jato. Um circo de horrores também representado pelo Deputado do Estado de São Paulo, Tiririca, assim como o reacionário e fascista, Deputado Jair Bolsonaro, no seu discurso de louvação ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, então diretor do DOI-CODI, que torturava mulheres grávidas, sendo este também torturador da Presidenta Dilma. Uma violência verbalizada e banalizada, em uma retórica absurda de um deputado, contra a pessoa humana e contra a mulher.
 
A mediocridade dos que se dizem representar o povo brasileiro e a ausência da discussão política, dada as referências de interesses próprios, frisados constantemente até o último "meu isso", seguido ao voto "Sim", caracterizou os interesses privados de uma bancada descompromissada com as conquistas dos direitos coletivos dos trabalhadores do campo e da cidade.
 
Portanto, nós mulheres, cidadãs brasileiras, indignadas com a condução dada ao processo de impeachment na Câmara Federal, exigimos do Senado Federal, uma conduta coerente com os preceitos constitucionais em respeito à nossa democracia.
 
Secretaria de Mulheres do Partido dos Trabalhadores Juazeiro Bahia
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Em carta aberta, Lula critica divulgação de informações, mas diz confiar na Justiça

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou carta aberta na noite desta quinta-feira (17) na qual mostra confiança na Justiça, apesar de criticar a divulgação de escutas telefônicas, que ele classfica como "ilegais". No texto, Lula afirma que ele e a família têm sido "violentados" pelo vazamento de informações pessoais."Nesta situação extrema, em que me foram subtraídos direitos fundamentais por agentes do estado, externei minha inconformidade em conversas pessoais, que jamais teriam ultrapassado os limites da confidencialidade, se não fossem expostas publicamente por uma decisão judicial que ofende a lei e o direito", relata.

Interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal, com autorização do juiz Sérgio Moro, foram divulgadas na última quarta-feira (16). Lula foi gravado em conversas com a presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, entre outras pessoas. Apesar das reclamações, o ex-presidente declarou confiança nas instituições de Justiça, destacando que acredita na "isenção e firmeza" dos magistrados. "Os tristes e vergonhosos episódios das últimas semanas não me farão descrer da instituição do Poder Judiciário. Nem me farão perder a esperança no discernimento, no equilíbrio e no senso de proporção de ministros e ministras da Suprema Corte", conclui o texto...