Foram encontrados 48 registros para a palavra: usinas

Temer retoma plano nuclear e governo prevê várias usinas

O Palácio do Planalto elaborou a proposta de um programa que prevê ampliar a geração de energia nuclear no país, aumentar a exportação de urânio e dinamizar a mineração do setor. O crescimento do uso de energia atômica divide especialistas e ambientalistas.

O documento, ao qual a reportagem teve acesso, foi produzido pelo CDPNB (Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro), organismo vinculado ao Planalto e criado em 2008, durante o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, e alterado em 2017, no governo Michel Temer.

Há um ano, o presidente passou a coordenação do comitê da Casa Civil para o general Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

O comitê é formado por representantes de onze ministérios. O general quer entregar o novo PNB (Programa Nuclear Brasileiro) ao Congresso até o fim deste ano, na forma de um projeto de lei.

Etchegoyen criou sete grupos de trabalho sobre o tema nuclear e convocou duas reuniões do comitê neste ano, a última no dia 5 de julho, na qual distribuiu a proposta da PNB.

A reportagem apurou que o militar tem dito aos participantes que gostaria de construir várias usinas nucleares em diferentes partes do país e retomar a construção da usina de Angra 3, paralisada desde o escândalo de corrupção na obra, revelado pela Operação Lava Jato.

A proposta não detalha quantas e quais seriam as futuras usinas.

Em 2016, equipe da Eletronuclear, uma subsidiária da Eletrobras, visitou estados (Minas, Pernambuco, Alagoas e Sergipe) com potencial para receber novas unidades, em viagens acompanhadas por fornecedores estrangeiros da iniciativa privada da China, dos Estados Unidos e da França.

Ambientalistas ouvidos pela reportagem questionaram essa opção energética no momento em que outros países intensificam a adoção de energias renováveis.

"O Brasil tem um dos maiores potenciais do mundo para energia eólica e solar. Não existe a menor necessidade de o país investir em uma energia cara, perigosa, quando temos soluções que são verdadeiramente seguras", disse Thiago Almeida, representante do Greenpeace na área nuclear.

Além de prever a expansão da geração de energia nuclear, o artigo primeiro da proposta da PNB diz que ela é "limpa".

Segundo o representante do Greenpeace, há estimativas de que foram gastos R$ 300 bilhões para corrigir danos provocados pelos acidentes em Fukushima (2011) e R$ 1,5 trilhão em Chernobil (1986).

Há ainda custos para acomodar o lixo atômico e fazer a desmontagem das usinas, quando deixarem de ser produtivas.

O ativista Francisco Whitaker, que em 2006 recebeu o Prêmio Nobel Alternativo concedido pelo Parlamento sueco, disse que a proposta do governo significa "remar contra a maré e contra a história".

Ele lembra que diversos países estão abandonando a opção nuclear, como a Alemanha, que fará o desligamento de todas as usinas nucleares até 2022.

Para Aquilino Senra, professor do programa nuclear da Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Gradução e Pesquisa de Engenharia) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a energia nuclear pode ser considerada limpa pela pouca emissão de gases de efeito estufa.

O professor questiona o momento de elaboração da política do Planalto, a apenas seis meses do fim do governo Temer.

Contudo, defende a ampliação de energia nuclear porque, segundo ele, o país usa pouco esse tipo de energia embora detenha tecnologia e matéria-prima suficientes, com a sexta maior reserva de urânio no mundo.

O físico e doutor em engenharia nuclear Ivan Salati, vice-presidente da Aben (Associação Brasileira de Energia Nuclear), que reúne técnicos e pesquisadores do setor, afirmou que a energia nuclear "vem mantendo sua importância como energia de base, mesmo nos países mais desenvolvidos".

Em nota, o GSI afirmou que a nova PNB "terá caráter macro, amplo e com a finalidade de nortear o planejamento, as ações e as atividades nucleares e radioativas em todo o território nacional, em estrito respeito à soberania e em prol do interesse nacional, da proteção da saúde humana e do ambiente"...

Federação dos Plantadores acusa que Usinas são impedidas de vender etanol mesmo com desabastecimento

A crise do desabastecimento decorrente da greve dos caminhoneiros contra as sistemáticas altas do diesel expõe o frágil sistema regulatório nacional sobre a distribuição dos combustíveis e o peso deste processo no aumento final do preço. O etanol, por exemplo, é uma das anomalias, que, desde 2009, a Agência Nacional do Petróleo impede que as usinas possam vendê-lo aos postos de combustíveis. Obriga que repassarem para as distribuidoras e só estas comercializem. Isso encarece o produto com a elevação do processo logístico com armazenamento e transporte e enfraquece a cadeia produtiva do etanol oriunda da cana de açúcar.

Já há inclusive um Projeto de Decreto Legislativo na Câmara Federal, de autoria do deputado JHC, que pede o fim desta incoerente barreira que dificultada a circulação do etanol e o encarece para o consumidor. "Só falta o presidente da Casa, Rodrigo Maia colocar em votação", diz Alexandre Andrade Lima, presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana). Foi inclusive a entidade que pleiteou o projeto. Outro deputado federal que também acaba de apresentar um projeto de lei na Câmara neste mesmo sentido é o pernambucano Mendonça Filho. Na fundamental do projeto, o parlamentar garante que com a mudança haverá uma redução de 10% no preço final do etanol nos postos...

Usinas do Velho Chico podem repassar até R$ 1 bi por ano para revitalização do rio, defende Aleluia

Relator do projeto de lei que vai reestruturar a Eletrobras (PL 9463/18), o deputado federal José Carlos Aleluia (Democratas-BA) defendeu o novo modelo, que pode gerar até R$ 1 bilhão por ano para a revitalização do Rio São Francisco e o desenvolvimento do seu vale. Em palestra para a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), na última segunda-feira (05), ele apresentou novas considerações sobre o texto inicial e sua intenção de aprimorá-lo na questão que trata especificamente das nove usinas instaladas sobre o Velho Chico.

"O governo havia feito uma oferta inicial de R$ 300 milhões ao ano para o Rio São Francisco. Isso é insuficiente. Minha ideia é criar uma fonte própria desatrelada do orçamento e longe de Brasília. Usar os recursos das usinas do São Francisco para fomentar projetos de desenvolvimento do seu vale e a revitalização do rio", explicou...

Consumidores pagarão energia elétrica mais cara a partir de dezembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que as contas de luz terão bandeira vermelha em seu primeiro patamar no mês de dezembro. Com isso, os consumidores terão uma taxa extra de R$ 3,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em novembro, vigorou a bandeira vermelha patamar dois, cuja cobrança é de R$ 5,00 a cada 100 kWh consumidos.

A mudança da bandeira foi possível em razão do aumento das chuvas, que ajudaram a recuperar o nível dos reservatórios das hidrelétricas. "Houve uma pequena evolução na situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas em relação ao mês anterior, o que possibilitou o acionamento da bandeira vermelha no patamar 1", informou a Aneel. "Ainda que não haja risco de desabastecimento de energia elétrica, é preciso reforçar as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício", acrescentou a agência...

A força dos ventos: energia eólica supera a de outras usinas no Nordeste

Reservatórios de água em níveis críticos, o Nordeste brasileiro está vivendo de vento. Desde abril, a energia eólica, produzida pela capacidade dos ventos em girar gigantes aerogeradores, é a principal fonte de geração naquele subsistema, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). 

A produção de energia eólica no Brasil está batendo recorde atrás de recorde, principalmente no Nordeste. Os bons ventos nunca foram tão bem aproveitados. O Brasil tem 457 parques eólicos, 80% deles estão no Nordeste. Juntos, eles têm capacidade de produzir 11,4 gigawatts de energia eólica. É o equivalente a uma usina de Belo Monte. Esses recordes seguidos de produção de energia a partir dos ventos têm duas explicações. Primeiro, porque novos parques eólicos estão sendo colocados em operação. ..

Vazão do Rio São Francisco será reduzida e provoca mais preocupações dos ribeirinhos

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) informou a redução gradual da vazão do Rio São Francisco acontecerá a partir desta quinta-feira (31), dos atuais 600 m³/s para 580m³/s a partir da usina de Xingó, Sergipe.

O presidente da Associação dos Pescadores Profissionais da Ilha do Fogo, Tadeu Reis da Costa, disse que em mais de 60 anos vivendo nas margens do rio São Francisco "jamais havia assistido uma seca tão violenta". Segundo ele a "única esperança é Deus. Sempre que baixam a vazão todos nossos irmãos que vivem na beira do rio sentem mais dificuldades", declarou Tadeu...

Carlos Neiva questiona e Aneel esclarece trâmite de usinas juazeirenses

Parques renováveis viabilizarão mais de meio bilhão de reais em investimentos para Juazeiro

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Juazeiro, Carlos Neiva, consultou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a respeito da instalação de quatro usinas solares no município, cujo leilão ocorreu em novembro de 2015 em São Paulo. A Aneel esclareceu que “as minutas das outorgas estão no MME (Ministério de Minas e Energia)”. Os documentos foram encaminhados em abril deste ano para fins de emissão e publicação da respectiva portaria.   ..

Petrolina é escolhida para implantação de usinas heliotérmicas

Quando se fala em pioneirismo pode apostar: o nome de Petrolina, sempre ganha destaque. Prova disso aconteceu nesta terça (15), em Brasília (DF), durante Seminário que abordou as diretrizes de implantação no país de energia renovável, através das usinas heliotérmicas. A cidade pernambucana, que terá a primeira usina do Brasil e deverá produzir 1 megawatt de energia, foi representada pela gestora da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), Denise Lima. Na ocasião ela proferiu para representantes dos ministérios de Ciência e Tecnologia; Meio Ambiente; além de representantes da estatal alemã de Desenvolvimento Sustentável (GIZ), a palestra intitulada “ Usina heliotérmica: metodologia aplicada ao licenciamento ambiental em Petrolina”.

“Foram feitas abordagens e sugestões sobre os procedimentos necessários ao licenciamento ambiental destas usinas. Estamos em um processo de construção de diretrizes e essa discussão entre técnicos, pesquisadores e especialistas do Brasil e do mundo é extremamente importante”, avalia Denise Lima...