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Nordeste é a região mais afetada por debandada no Mais Médicos, a Bahia foi o estado mais afetado

Dados publicados nesta terça-feira (09), mostram que 40% das 1.052 desistências do programa Mais Médicos se deram na região Nordeste. A Bahia foi o estado mais afetado, com a perda de 117 profissionais que atendiam em unidades básicas de saúde.

O problema é decorrente da saída de 8.517 médicos cubanos do Brasil, em razão dos ataques de Jair Bolsonaro, que, já antes de sua posse, questionava a capacitação técnica dos profissionais e o acordo entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas)...

Mais Médicos: profissionais têm novas datas para selecionar municípios

Brasileiros formados no exterior e estrangeiros inscritos no Programa Mais Médicos têm novas datas para selecionar os municípios que ainda têm vagas abertas. O primeiro grupo tem os dias 7 e 8 de fevereiro para escolher a localidade no site do programa. Nos dias 18 e 19 do mesmo mês, será a vez de estrangeiros terem acesso ao sistema para optar pelas vagas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a alteração no cronograma se deu por conta do período de carnaval, que seria durante o acolhimento dos médicos. Com a mudança, a validação dos médicos brasileiros que estão com a documentação correta está prevista para ser divulgada no dia 31 de janeiro. No dia 12 de fevereiro, será divulgado o resultado dos médicos estrangeiros, que terão a mesma oportunidade, conforme o novo cronograma...

Dos postos do Mais Médicos sem inscritos, 85% ficam no Norte e Nordeste

Das 842 vagas do programa Mais Médicos antes ocupadas por cubanos e que não tiveram inscritos nos dois editais voltados para brasileiros, 85% estão em cidades do Norte e do Nordeste e 51% se concentram em dois Estados: Amazonas e Pará. Os números, tabulados pelo jornal O Estado de S. Paulo com base em dados do Ministério da Saúde, mostram ainda que um em cada quatro postos sem inscritos está em distrito sanitário indígena.

Elas estão espalhadas nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nenhuma vaga no Sudeste ficou sem interessado. Já na região Sul, somente 62 vagas no Rio Grande do Sul não tiveram inscritos...

Mais Médicos: 1.462 profissionais não se apresentaram aos municípios

O Ministério da Saúde divulgou hoje (11)  um balanço que informa que 1.462 profissionais com registro no Brasil e inscritos na segunda chamada do Programa Mais Médicos não se apresentaram nas localidades escolhidas. De acordo com a pasta, 1.087 profissionais se apresentaram aos municípios no prazo definido – entre 7 e 10 de janeiro.

A próxima chamada do programa está prevista para ocorrer nos dias 23 e 24, quando brasileiros graduados no exterior terão a chance de selecionar municípios de alocação pelo site do programa. Nos dias 30 e 31 de janeiro, médicos estrangeiros poderão acessar o sistema e optar por localidades com vagas em aberto...

Ministério da Saúde atrasa pagamento a profissionais do Mais Médicos

Médicos que passaram a fazer parte do Mais Médicos em dezembro, após a saída dos cubanos, estão sofrendo atrasos no pagamento da bolsa no programa. A previsão era que o pagamento ocorresse ainda na primeira semana de janeiro de forma proporcional aos dias trabalhados -isso porque alguns iniciaram o serviço na primeira semana de dezembro, enquanto outros se apresentaram na semana seguinte.

Até agora, porém, o valor ainda não foi repassado. Pelas regras do Mais Médicos, cada profissional deve receber uma bolsa no valor de R$ 11.800, além de auxílio-moradia. O problema atinge cerca de 5.036 médicos que entraram no programa após a saída dos médicos cubanos, de acordo com o Ministério da Saúde. A pasta diz que os pagamentos devem ser regularizados até o fim deste mês...

Com desistências, 200 vagas do Mais Médicos voltam a ser abertas

Diante da desistência de profissionais, 200 vagas que já haviam sido consideradas preenchidas voltam a ser oferecidas no edital do Programa Mais Médicos. Os postos serão incluídos a partir das 18 horas desta quarta-feira, 5, informou o Ministério da Saúde. 
 
Os profissionais comunicaram aos municípios que não vão assumir os postos para os quais haviam mostrado interesse. De acordo com o Ministério da Saúde, o principal motivo alegado pelos médicos foi a incompatibilidade de horário. Para participar do programa, é exigida a dedicação de 40 horas semanais. Com essa carga horária, no entanto, profissionais argumentam ser difícil de exercer outras atividades, como plantões em hospitais próximos. Houve ainda profissionais que informaram o ingresso na Residência Médica ou a oferta de um outro posto de trabalho.

Até 18 horas desta terça, dos 34.653 inscritos no Mais Médicos, 3.276 já haviam se apresentado ou iniciado as atividades no programa. Ao todo, foram abertos 8.332 postos de trabalho, em razão da saída de médicos cubanos do programa. O rompimento foi anunciado no mês passado pelo governo cubano, depois de o presidente eleito Jair Bolsonaro anunciar a decisão de mudar o formato do acordo de cooperação, em vigor desde 2013...

Estudantes de medicina da Univasf antecipam colação de grau para concorrerem a vagas no Mais Médicos

Estudantes do curso de medicina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, pediram a antecipação da colação de grau para concorrerem a uma vaga no programa Mais Médicos, do Governo Federal. Ao todo, dezoito alunos pediram a antecipação da cerimônia, que estava marcada para o dia 20 de dezembro, mas foi antecipada para o dia 22 de novembro.

A antecipação da colação de grau é permitida pela Univasf, desde que os alunos preencham alguns requisitos previstos pela instituição. Somente após a colação é possível solicitar o registro no Conselho Regional de Medicina, uma das exigências para a inscrição no edital do programa Mais Médicos...

Alexandre Aleluia critica proposta da Sesab de 'estadualizar' Mais Médicos: 'Querem um bunker para o PT'

O vereador Alexandre Aleluia (DEM) utilizou as redes sociais, neste final de semana, para criticar a "estadualização" do programa Mais Médicos proposta pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Na última semana, o secretário da pasta, Fábio Vilas-Boas, em uma reunião do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), sugeriu que o governo federal deixe de gerir o Mais Médicos e os estados fiquem responsáveis pela operacionalização.

Em sua página no Facebook, Alexandre Aleluia repudiou a proposta da Sesab e afirmou, ainda, que o atual governo baiano quer "transformar a Bahia em um bunker para guardar aqui o que sobrou do PT". "A saúde do baiano nunca foi projeto do Partido dos Trabalhadores. E, ao propor que os interesses políticos e ideológicos deles fiquem acima de todos nós, deixa tudo muito claro que querem transformar a Bahia em um bunker para guardar aqui o que sobrou do PT", escreveu Alexandre. 

Em novembro, o governo de Cuba deixou de fazer parte do programa Mais Médicos por discordar de exigências feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), como o pagamento do salário integral aos profissionais cubanos e a liberdade para os médicos trazerem suas famílias...

Cidades em extrema pobreza e áreas indígenas são rejeitadas no Mais Médicos

Desde a saída dos médicos cubanos do Mais Médicos, o município de Juruá, no interior do Amazonas, vive um cenário de alerta na saúde. "Ficou o caos. Estamos mantendo o auxílio com base em enfermeiros e no único médico que temos, mas que também atende urgência e emergência e não pode ficar em tempo integral", diz a secretária de saúde do município, Nádia Teixeira.

Localizado a 24 horas de distância da capital do estado, Manaus, e com acesso apenas por barco e lancha, a cidade de até 14 mil habitantes tinha até esta quinta-feira (29) três vagas abertas no programa -e nenhum médico interessado em ocupá-las. "Quando vi o edital, já sabia que sairíamos prejudicados. Todo médico que vem aqui só quer ficar por 15 dias ou com salários mais altos", relata...

MENOS DE 10% DOS INSCRITOS NO MAIS MÉDICOS SE APRESENTARAM PARA TRABALHAR

Dados divulgados pelo ministério da Saúde nesta quarta-feira (28) informam que somente 8,9% dos aprovados no novo edital do Mais Médicos, aberto após Cuba deixar o programa, se apresentaram para trabalhar nos postos de saúde. Tanto o atual governo quanto o presidente eleito, Jair Bolsonaro, haviam comemorado o fato de 97,8% das vagas abertas terem sido preenchidas (8.319 de 8.500), porém, somente 738 profissionais apareceram para trabalhar. O prazo para se apresentarem é 14 de dezembro, de acordo com o edital.

O Coordenador do Núcleo Regional de Saúde Pedro Alcântara de Souza, em contato com o Blog Geraldo José, informou que das 87 vagas disponibilizadas apenas 73 médicos foram inscritos. “Lembrando que esse não é um dado geral e final da coordenação. Fiz um comparativo entre a quantidade de vagas abertas e a quantidade de inscritos conforme lista enviada pela referência descentralizada. Até agora dos e-mails que recebi dos municípios nenhum começou a trabalhar. Eles têm até o dia 14 para começar” explicou Pedro Alcântara. Pedro também enviou a relação parcial das inscrições. Confira:..

Secretário de Saúde da Bahia propõe estadualizar Mais Médicos

Para suprir a ausência de médicos nos rincões do país com o fim da parceria entre Brasil e Cuba para o programa Mais Médicos, o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, propôs a transferência da operacionalização do programa para as mãos dos estados. A sugestão foi apresentada, ontem quarta-feira (28), em Brasília, durante reunião do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS).

"A União assumiria o papel de regulação, monitoração, com a responsabilidade exclusiva de registro profissional de médicos intercambistas. E os estados poderão fazer uma gestão mais próxima do problema", explicou Vilas-Boas. O repasse de recursos seria direto da União aos estados e os custos loco-regionais de articulação e gestão junto aos municípios seriam assumidos pelos próprios entes federados...

Dados indicam que brasileiros abandonam Mais Médicos por melhor emprego e localização

Uma pesquisa do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) levantou os motivos para que os profissionais brasileiros abandonem o programa Mais Médicos antes do final do contrato. De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, os dados apontam duas principais causas: ser aprovado em uma residência médica em outro local ou ser contratado em uma cidade com melhor infraestrutura. 

De acordo com a Conasems, os médicos brasileiros formados no país são os profissionais com maior resistência para cumprir a carga horária de oito horas diárias, previstas no programa, já que eles não têm restrições contratuais para a atuação em outros postos de trabalho. Os estrangeiros e os brasileiros formados no exterior que não tiveram o diploma validado no Brasil são obrigados a se dedicar com exclusividade ao Mais Médicos...

Mais Médicos: Raúl Castro recebe médicos cubanos que saíram do Brasil

O ex-presidente e líder do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, recebeu 201 profissionais cubanos que integravam o programa Mais Médicos no Brasil e que chegaram a Havana. Acompanhado do segundo do partido, José Ramón Machado, e de um grupo de líderes políticos, Castro foi até o avião para cumprimentar os profissionais.

No último dia 14, o Ministério da Saúde de Cuba anunciou o rompimento do acordo com o Mais Médicos. O governo cubano informou discordar das exigências feitas pelo governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e também sinalizou incômodo com as críticas feitas por ele. Desde então, profissionais cubanos deixam o Brasil...

Mais Médicos: CREMEB se mobiliza para priorizar atendimento aos novos médicos

Em mutirão para colaborar com os novos profissionais que pretendem se inscrever no Programa Mais Médicos, O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) está priorizando o seu atendimento dessa semana ao registro dos recém-formados, com reforço de demais servidores na equipe de atendimento. O horário da Sede do Conselho para tal serviço segue das 8h às 17h, até sexta-feira, mas caso haja uma demanda extraordinária, a autarquia pretende a avaliar a possibilidade de estender o horário de atendimento.

Para a primeira inscrição, o médico precisa preencher um formulário no Portal Cremeb, e somente após essa etapa é que ele se dirige à sede do Cremeb com os documentos necessários (consulte aqui quais são). O procedimento é simples e rápido, e o profissional já sai do Conselho com o seu número de registro.  ..

Artigo - Mais médicos e minha experiência em Cuba

Sou médico cubano nascido no Brasil. Tive a oportunidade de viver em Cuba por 7 anos da minha vida, estudei medicina naquela ilha, lá tenho pessoas que considero como minha familia. 

Cuba um país pequeno, sem recursos naturais como minério ou petróleo, tem somente 25% do solo fértil (o Brasil tem 85%), vive um bloqueio econômico cruel onde não pode comercializar com os Estados Unidos da América, nem quem comercializa com eles...

Governo publica edital com vagas para o Mais Médicos

O Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União (DOU) um edital com pouco mais de 8,5 mil vagas para o programa Mais Médicos. As vagas foram abertas para substituir os médicos cubanos, que estão deixando o país. Profissionais brasileiros e estrangeiros que tenham registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Brasil poderão concorrer.

A medida é parte de uma ação emergencial tomada pelo governo após anúncio da saída de Cuba do programa. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse na segunda-feira (19) que a ordem do presidente Michel Temer (MDB) era que o Brasil sinta o menor impacto possível com a saída dos médicos cubanos, segundo o 'G1'...

Secretário de Saúde de Sento-Sé, Luiz resende, lamenta cancelamento do Mais Médicos

O Secretário Municipal de Saúde de Sento-Sé, em mensagem encaminhada ao Blog Geraldo José, lamentou a suspensão anunciada pelo Governo Cubano, do Programa Mais Médicos.

"Aos profissionais médicos cubanos!..

ESPAÇO DO LEITOR: VAMOS ESCLARECER ALGUNS FATOS SOBRE O PROGRAMA MAIS MÉDICOS NO BRASIL?

As tretas protagonizadas pela esquerda em relação ao Bolsonaro apenas estão começando. Nada me surpreende! Agora o Governo Cubano resolveu a toque de caixa recolher todos os médicos do programa Mais Médicos criado pelo governo Dilma Rouseff (PT). O motivo dessa debandada são as declarações de campanha onde Bolsonaro questionava a atuação desses profissionais. Ontem, o Presidente Eleito ao ser interrogado afirmou que vai acolher profissionais de Cuba que quiserem permanecer no Brasil. Ele promete que não vai acabar com o MAIS MÉDICOS e que cubanos serão substituídos por brasileiros ou estrangeiros.

"Podemos aceitar profissionais estrangeiros, desde que comprovem a devida qualificação, evitando danos causados por má-prática", observou o futuro presidente. É verdade que há muito tempo o PT sobrevive da ignorância da população! Alguém duvida? Foram eles mesmos que instituíram não só a corrupção mas também as "fakenews" (notícias mentirosas) trazendo mais desinformação, dúvida e até pânico nas pessoas de bem. Mas como eu sei que você meu caro leitor não se deixa enganar pelas "fakenews" oriundas dessa esquerdopatia petista, veja abaixo algumas informações sobre esse seguimento que visam esclarecer alguns pontos nevrálgicos dessa discussão:..

Fim do 'Mais Médicos' vai deixar milhões de pessoas sem acesso a profissionais, diz Valmir

Somente na Bahia serão 845 médicos que deixarão de atuar na atenção básica com o fim do programa 'Mais Médicos'. O dado deixou o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) estarrecido, já que por meio desta ação de governo as famílias mais vulneráveis tinham acesso à saúde. "Esses médicos são fundamentais para que as equipes de Saúde da Família possam atuar nos municípios e comunidades mais longínquos do país. Com o fim do programa, virá um efeito ainda pior no setor de saúde com a desassistência e dificuldade da população no acesso aos serviços de forma pública, principalmente de saúde da família", informa o parlamentar. Para o petista, os 313 municípios baianos com cobertura do programa federal terão os atendimentos reduzidos e milhões de famílias serão afetadas.

"Conforme os dados expressados pelo governo da Bahia, ao menos 2,5 milhões de pessoas não terão mais acesso ao médico de saúde da família. Na Região Metropolitana de Salvador, por exemplo, 12 médicos de sete municípios deixarão de atuar. E ainda temos 52 municípios que têm o Índice de Desenvolvimento Humano [IDH] baixo ou muito baixo que perderão 101 profissionais. Ou seja, idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas, queda nos índices de cobertura de vacinação, dificuldade de monitorar endemias, além de gestantes sem pré-natal adequado ficarão sem atendimentos. Isso é um absurdo, o setor de saúde pode entrar em colapso", frisa...

Saída de cubanos dos Mais Médicos pode deixar 28 milhões sem assistência, diz entidade

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) alertou nesta quinta-feira (15) que a saída dos 8,5 mil profissionais cubanos do programa Mais Médicos (leia aqui) pode deixar cerca de 28 milhões de pessoas pelo país sem assistência médica, caso não haja substituição deles. 

Em nota assinada pelo presidente da entidade, Glademir Aroldi, a CNM afirmou que as cidades com menos de 20 mil habitantes podem ser as mais afetadas. Ele destacou ainda que, segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), 1575 municípios são atendidos apenas por médicos cubanos, e que 80% dessas localidades têm esse contingente populacional. “Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas”. O presidente da entidade também alertou que a situação aflige os prefeitos e pode “levar a estado de calamidade pública” e pediu solução rápida da questão.



A nota ainda destacou que os profissionais atuam em 2.885 municípios, a maioria em áreas mais vulneráveis, como na região norte do país, no semiárido nordestino, em cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), terras indígenas e periferias de grandes centros urbanos.

“Nesse sentido, a CNM aposta no diálogo entre as partes para os médicos cubanos permanecerem no país pelo menos até o final deste ano ou, se possível, por tempo maior a ser acordado entre os dois países. Durante esse período, acreditamos que o governo federal e de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do Programa”, diz a entidade.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DA CNM:
“O valor do Programa Mais Médicos (PMM), ecoado nos diversos cantos do Brasil, demonstrou ser uma das principais conquistas do movimento municipalista frente à dificuldade de realizar a atenção básica, com a interiorização e a fixação de profissionais médicos em regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais. Importante destacar que a estruturação e a organização da Atenção Básica de Saúde é pauta permanente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) junto ao Executivo Federal e ao Congresso Nacional.

De acordo com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS), atualmente são 8.500 médicos cubanos atuando na Estratégia Saúde da Família e na Saúde Indígena. Esses profissionais estão distribuídos em 2.885 Municípios, sendo a maioria nas áreas mais vulneráveis, como o norte do país, o semiárido nordestino, as cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), as terras indígenas e as periferias de grandes centros urbanos. Entre os 1.575 Municípios que possuem somente médico cubano do Programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas.

Nos últimos meses, a CNM, juntamente com as representações das entidades municipalistas estaduais, organizou inúmeras reuniões com o governo federal sobre a necessidade de manutenção e aprimoramento do Programa Mais Médicos, com adoção gradual de novas estratégias para interiorização e fixação dos profissionais médicos e outras categorias necessárias para o atendimento básico às populações. Em audiências recentes com o ministro da Saúde, a Confederação discutiu inclusive a ampliação do Programa para Municípios e regiões que ainda apresentam a ausência e a dificuldade de fixação do profissional médico.

O anúncio referente à decisão do Ministério da Saúde de Cuba de rescindir a parceria, na última quarta-feira, 14, aflige prefeitos e prefeitas desta Confederação. Imediatamente, a entidade buscou em Brasília o atual governo e o governo de transição para que, em conjunto, fosse possível adotar medidas que garantam a manutenção dos serviços de atenção básica de saúde. Cabe destacar que, na última década, estudo apontou que o gasto com o setor de Saúde sofreu uma defasagem de 42%, o que sobrecarregou os cofres municipais. Os Municípios, que deveriam investir 15% dos recursos no setor, já ultrapassam, em alguns casos, a marca de 32% do seu orçamento, não tendo condições de assumir novas despesas.

A presente situação é de extrema preocupação, podendo levar a estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo. Nesse sentido, a CNM aposta no diálogo entre as partes para os médicos cubanos permanecerem no país pelo menos até o final deste ano ou, se possível, por tempo maior a ser acordado entre os dois países. Durante esse período, acreditamos que o governo federal e de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do Programa. Enquanto aguardamos a rápida resolução do ocorrido pelo órgão competente, estamos certos de que os gestores municipais manterão o máximo empenho para seguir o atendimento à saúde de suas comunidades.

Os Municípios brasileiros, na missão de prestar serviços públicos à população, representados pela Confederação Nacional de Municípios, não medirão esforços para a resolução deste impasse.

Glademir Aroldi

Presidente da Confederação Nacional de Municípios.”..