Artigo: ainda sobre Vital Farias, o compositor das sagas brasileiras
O paraibano Vital Farias, que nos deixou nesta semana, é uma das trilhas sonoras da minha vida. Ao menos duas canções de sua autoria, Veja (Margarida) e Aí que saudade d’ocê tocaram e tocam no coração. A primeira é uma despedida amorosa, dramática e triste.
Elba Ramalho a gravou em 1982, mas, na verdade, a composição é de 1978, tempo de grandes esperanças, mas ainda assombrado pelos fantasmas do regime de exceção. Aqueles mais de 20 anos de cerceamentos, embates e resistência deixaram marcas. E a canção parece tocar nessas feridas ao evocar a encruzilhada de um relacionamento amoroso que se finda marcado pela incerteza...
