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Plano ignorado e obras atrasadas: Babá denuncia descaso histórico com a RIDE no Vale do São Francisco

A entrevista de ontem (18) no Café com Blog, trouxe críticas contundentes sobre a condução de projetos estruturantes no Vale do São Francisco. Omar Torres "Babá", natural de Curaçá e com trajetória marcada pela atuação na luta popular e na comunicação regional, relatou tentativas frustradas de diálogo com gestores públicos de Juazeiro e Petrolina para discutir propostas relacionadas à RIDE do Vale do São Francisco.

Segundo ele, à época em que buscou audiência, os municípios eram administrados pelos então prefeitos Isaac Carvalho e Júlio Lóssio. Mesmo com solicitações formais e documentação protocolada, Babá afirma que não foi recebido para apresentar o plano de ações e discutir o envolvimento político necessário para viabilizar as propostas...

De obras estruturantes a pedidos simples: Babá critica uso da RIDE no Vale do São Francisco

Nesta quarta-feira (18), o Café com Blog da RedeGN recebeu Omar Torres, conhecido popularmente como "Babá".  Durante a entrevista, dentre os vários assuntos abordados, Omar Torres fez críticas à forma como a Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE)  do Vale do São Francisco foi ao longo dos anos.

Segundo ele, mesmo sendo um mecanismo pensado para viabilizar obras estruturantes, a iniciativa acabou sendo direcionada para solicitações de menor porte por parte de alguns gestores  municipais. “O que prefeitos pediram na RIDE? Eu vou lhe dizer, porque eu tenho todos esses documentados”, afirmou...

Omar Torres (Babá) é o convidado desta quarta (18) no Café com o Blog da Rede GN

Omar Torres, conhecido popularmente como Babá, é o convidado desta quarta (18) do podcast Café com o Blog da Rede GN.

Nascido na cidade de Curaçá, no norte da Bahia, Omar Torres, conhecido como Babá, tem sua história diretamente ligada a luta popular e a comunicação no Vale do São Francisco...

OS GALHOS BALANÇAM, MAS A ÁRVORE ESTÁ DE PÉ

A mídia faz estardalhaço, grande parte da sociedade ecoa e com exigência de mais repressão e mais violência contra a violência, vai se encurralando e sonhando com uma proteção que nunca chega.  O aprofundamento da repressão pelos aparelhos do estado encabeça o rol das ações exigidas por grande segmento da sociedade para enfrentar o narcotráfico e a violência. Essa é uma visão simplista, que por desconhecimento, comodidade ou conivência, exclui várias outras vertentes geradoras da violência, ignora o cerne do problema e despreza o efetivo enfrentamento da questão em toda a sua extensa profundidade. Não se discute, por exemplo, a responsabilidade da justiça, se minora os efeitos da desagregação social, o desprezo de valores éticos e morais  e a submissão da sociedade a um modelo consumista, individualista e hedonista.

O foco na repressão exclui várias outras concepções de combates às drogas e a violência vivenciadas por países que produziram e produzem resultados dignos de análises críticas e considerações...