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Artigo - Dia do Trabalhador: Temos o que comemorar?

O 1º de Maio, Dia do Trabalhador, é símbolo de grandes conquistas históricas, como a luta pela jornada de 8 horas e por melhores condições de trabalho.

São lutas antigas, mas ainda profundamente atuais, especialmente quando, quase 200 anos depois, grande parte da população brasileira ainda não reivindica apenas a efetivação de direitos, mas o próprio direito ao trabalho, a uma oportunidade de emprego e a uma chance de sobreviver com o mínimo de dignidade...

Artigo - Não é a proteção da mulher que dificulta sua contratação

Escrevo como homem, e justamente por isso procuro tratar esse tema com a cautela de quem reconhece seu lugar de fala. Não vivo na pele o medo, a violência, o assédio e a desconfiança que tantas mulheres enfrentam todos os dias. Mas, como homem, como cidadão e como profissional, também entendo que não posso assistir a isso em silêncio.

Tenho visto crescer um discurso perigoso: o de que proteger demais a mulher acabaria criando barreiras para sua contratação e permanência no mercado de trabalho.

Sinceramente, penso que essa lógica está errada desde a origem e revela muito mais sobre o preconceito estrutural da sociedade e do próprio mercado do que sobre as mulheres.

O problema não está na licença-maternidade, na Lei Maria da Penha ou em qualquer outra proteção legal. O problema está em um mercado que ainda enxerga a mulher a partir do preconceito, como mais frágil, mais cara, menos disponível ou mais "arriscada" para contratar. Ou seja, o obstáculo não é o direito da mulher. O problema, na verdade, é o machismo disfarçado de argumento financeiro.

Quando uma empresa trata a maternidade como problema, ela revela muito mais sobre sua visão distorcida do trabalho do que sobre a capacidade da mulher. A maternidade, o cuidado e a proteção contra a violência não podem ser vistos como um peso individual da trabalhadora. São questões sociais, que precisam ser enfrentadas coletivamente pelo Estado, pelas empresas e pela sociedade.

É justamente por isso que eu, como homem, não vejo qualquer contradição entre fortalecer a presença da mulher no mercado e preservar, ou até ampliar, sua rede de proteção. Ao contrário: retirar direitos para torná-la "mais contratável" seria apenas sofisticar a injustiça. Seria dizer que, para caber no mercado, a mulher precisa se proteger menos, maternar menos, denunciar menos, existir menos como mulher real. E isso é inaceitável.

O caminho correto é outro. É dividir melhor as responsabilidades do cuidado, combater a discriminação nas contratações, garantir ambientes de trabalho seguros e impedir que direitos fundamentais sejam tratados como privilégios indevidos. Proteger a mulher não cria distorções. O que cria distorções é um sistema que ainda insiste em penalizá-la por ser mulher.

Como homem, o mínimo que me cabe é reconhecer isso com honestidade: durante muito tempo, a experiência masculina foi tratada como regra, e tudo o que fugia desse padrão passou a ser visto como exceção, custo ou inconveniente. Está na hora de romper com essa lógica.

A pergunta, portanto, não deveria ser como proteger a mulher sem atrapalhar sua contratação. A pergunta correta é: por que ainda existe um mercado que enxerga a dignidade da mulher como obstáculo?

Enquanto essa mentalidade não mudar, seguiremos errando o alvo. Porque não é a proteção que afasta a mulher do mercado. É o preconceito...

Artigo - As vítimas de violência doméstica e as garantias trabalhistas

Estamos iniciando o Agosto Lilás, sendo este mês voltado à campanha de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher que, por sua vez, faz alusão a Lei Maria da Penha, criada em 07 de agosto de 2006.

A Lei de nº 11.340/2006, cujo objetivo principal é extirpar a violência doméstica contra a mulher, tem como pilar o aspecto pedagógico, preventivo e punitivo...

Artigo - Ela é como se fosse da família

O dia 27 de abril homenageia Santa Zita, que morreu neste dia. Zita é padroeira da categoria das domésticas, já que trabalhou como empregada doméstica para uma família. Após sua morte, foi declarada como "Santa das Empregadas Domésticas" pelo Papa Pio XII.

Nesse Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, vale lembrar a grande importância do trabalho doméstico e, assim como Santa Zita, parabenizar essa classe de trabalhadores que ainda, infelizmente, são subjugados, tendo ainda seus direitos usurpados, vivendo muitos na informalidade...