Crônica - A Banca de Juazeiro: Memória de um Muro (quase) Invisível
Com a demolição da antiga Banca, Juazeiro perde mais do que uma estrutura física — perde um marco simbólico que, por décadas, moldou o cotidiano, a geografia afetiva e as dinâmicas sociais da cidade. Localizada às margens do Rio São Francisco, esse ponto de passagem para Petrolina/PE era, ao mesmo tempo, um elo e uma fronteira.
A Banca servia como acesso direto entre duas cidades irmãs, separadas apenas pelas águas do Velho Chico — o rio da integração nacional. Mas, ironicamente, também funcionava como um divisor interno: um verdadeiro apartheid urbano, onde o concreto delimitava mundos distintos...
