Juazeiro fortalece posição como Capital Baiana da Fruticultura Irrigada após aprovação de projeto na Alba

Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) formam o maior polo de fruticultura irrigada do Brasil, impulsionado pelas águas do Rio São Francisco. A região reúne condições climáticas ideais que permitem múltiplas colheitas ao longo do ano.

O polo responde por cerca de 90% da manga e 95% da uva fresca exportadas pelo país. Juazeiro se destaca como o maior produtor e exportador de manga do Brasil.

Dados do IBGE apontam que o município registrou faturamento superior a R$ 589 milhões, tendo a manga como principal responsável pelo crescimento econômico local.

O município também ocupa posição de destaque na produção de uva, sendo o terceiro maior produtor do Brasil e o maior da Bahia. Além disso, apresenta forte produção de culturas como banana e mamão. Com produção expressiva, o município impulsiona a economia estadual, gerando empregos, renda e movimentando toda a cadeia produtiva.

Juazeiro foi oficialmente reconhecida como a Capital Baiana da Fruticultura Irrigada. O título foi formalizado pela Assembleia Legislativa da Bahia por meio do Projeto de Lei nº 26.657/2024, de autoria do deputado estadual Roberto Carlos, reforçando a importância econômica do município no cenário agrícola nacional e internacional.

O título também fortalece o agroturismo, modalidade que vem crescendo no país e que proporciona vivências no campo, como participação na rotina de produção agrícola, colheita de frutas frescas, degustação de alimentos típicos, interação com animais e contato com a cultura local, além de valorizar o pequeno produtor e a agricultura familiar.

Nesse cenário, o Mercado do Produtor de Juazeiro também se destaca como o maior entreposto de hortifrutigranjeiros do Nordeste em volume e comercialização, e o terceiro maior do Brasil, ficando atrás apenas da Ceagesp (São Paulo) e da Ceasa Minas. O entreposto movimenta entre 1,4 milhão e 1,7 milhão de toneladas por ano, com movimentação financeira estimada em cerca de R$ 3,6 bilhões anuais.

Márcio Reges / ASCOM PMJ Foto: Pedro amorim / ASCOM PMJ