Autoridades alertam para riscos e ocorrências relacionadas aos festejos juninos em unidades de saúde da Bahia

Dados da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) mostram que, entre 18 de junho e as 7h do dia 25 de junho de 2025, foram registradas 72 ocorrências relacionadas aos festejos juninos em unidades de saúde do estado.

Do total, 24 atendimentos ocorreram por queimaduras provocadas por fogos de artifício ou fogueiras, enquanto outros 48 tiveram relação com explosões de bombas.

O número representa aumento em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 66 ocorrências entre os dias 20 e 25 de junho.

Ainda segundo a Sesab, o maior volume de atendimentos foi registrado no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, que recebeu 53 pacientes. Outros 12 foram atendidos no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus. Os demais casos foram encaminhados para o Hospital Regional de Juazeiro, Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, e Hospital do Oeste, em Barreiras.

Se queimou? Como cuidar?
Procurar uma das unidades de saúde especializadas em queimados ou que tenham leitos para pessoas que se feriram com fogos: Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, no Hospital do Oeste, em Barreiras, e no Hospital Regional de Juazeiro.

 É indicado esfriar o local ferido com água corrente por vários minutos.

Evitar tocar na queimadura, aplicar gelo, furar bolhas e descolar tecidos grudados.

 Não colocar substâncias como manteiga ou creme dental nos ferimentos.Ação ilegal x tradição
A tradicional "Guerra de Espadas" durante as festas juninas divide opiniões na Bahia. Durante as noites de junho e início de julho, ruas se transformam em "campos de batalha" onde espadeiros acendem fogos de artifício e simulam combates.

A "Guerra" acontece tradicionalmente durante as festas juninas, com um artefato que é uma variação mais potente dos tradicionais buscapés, feitos de bambu, pólvora e limalha de ferro.

Desde 2017, fabricar, possuir e soltar as espadas é crime com pena que pode chegar até seis anos de prisão. No entanto, alguns adeptos da guerra e moradores são contra a suspensão da atividade.

O Corpo de Bombeiros também alerta para o perigo da produção das espadas, que é artesanal e feita muitas vezes em locais improvisados como barracões e depósitos.

A Associação Cultural de Espadeiros de Senhor do Bonfim estima que cerca de sete mil pessoas participem da guerra de espadas todos os anos na cidade.

Na década de 40, o festejo era familiar e doméstico, já nas de 60 e 70, passou a fascinar o público pela qualidade das espadas. Nos anos 80, a prática se tornou um "espetáculo" exibido para um público mais amplo.

A instituição luta para manter viva a tradição que começou ainda na década de 30. Veja abaixo as cidades que tem a Guerra de Espadas como cultura forte durante os festejos juninos:

Cruz das Almas;
Senhor do Bonfim;
Santo Antônio de Jesus;
Sapeaçu;
Muritiba;
Cachoeira;
Nazaré;
Muniz Ferreira;
São Felipe;
São Félix.
Castro Alves;
Campo Formoso.
 

redegn com informações G1 Bahia Foto Tv Bahia