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A retirada do regime de urgência do projeto que põe fim à escala 6x1 deve resultar na saída do deputado baiano Leo Prates (Republicanos-BA) da relatoria da proposta na Câmara dos Deputados.
Embora ainda não haja definição formal, a avaliação nos bastidores é que o parlamentar tem poucas chances de permanecer à frente do texto. O próprio Prates já indicou a interlocutores que não acredita que permanecerá na função.
A escolha de Prates para a relatoria havia ocorreu em meio às negociações para que o projeto fosse analisado diretamente pelo plenário, já que estava trancando a pauta da Casa. O acordo previa que o parlamentar elaborasse um parecer em linha com o texto da PEC que trata da redução da jornada de trabalho, aprovada pelos deputados no final de maio e da qual ele também foi relator.
A escolha foi interpretada como um gesto do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deputado baiano, que se filiou ao Republicanos na janela partidária.
Com a sinalização de retirada da urgência pelo governo, o cenário mudou. Na avaliação do próprio Prates a aliados, com a matéria retornando ao rito convencional, é natural que Hugo Motta abra espaço para outro deputado assumir a tarefa. Pessoas próximas às conversas relatam que Prates considera essa possibilidade "justa" diante da nova fase da tramitação.
Nos bastidores, a missão sempre foi vista mais como uma necessidade política da Casa do que como uma atribuição desejada por ele, embora o cargo tenha lhe rendido maior visibilidade.
Ainda não há nomes oficialmente colocados na mesa para a substituição. Entre interlocutores, Prates tem mencionado o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) como uma alternativa natural para assumir a função.
Bahia Notícias/Foto: © Bruno Spada | Agência Câmara



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