
A muito tempo que este autor desejava discorrer sobre esta temática e aqui está. Este texto estará com elementos geopolíticos, filosóficos, econômicos, antropológicos, cultural e sociológicos.
A foto anexada neste texto, que foi tirada por este autor, é de uma pessoa desabrigada, dormindo em frente ao local de trabalho da pessoa que aqui lhes escreve, e serve como uma demonstração dos inúmeros “invisíveis” espalhados por este planeta.
Considerando que desde que o ser humano surgiu – no continente africano – que ele tem se auto gladiado e, principalmente, entre seus pares na contínua busca pela manutenção de sua própria existência, é que para muitos deles os fins acabam justificando os meios – como afirmou o filósofo italiano Nicolau Maquiavel; sendo que a ganância por lucro por parte de muitos deles acaba provocando a exclusão socioeconômica de inúmeros seres – os (des)humanizados -, o que nos faz pensar que o pacifista indiano Mahatma Ghandi pudesse estar certo quando afirmou que: todo aquele que tem mais do que precisa, é um ladrão.
Não é só nas grandes metrópoles que se ver seres humanos que se tornam INVISÍVEIS nos olhares de grande parte da sociedade. Talvez porque nem sempre quem vê, enxerga; assim como, nem sempre o que se enxerga é o que realmente se vê.
Infelizmente, inúmeros são os problemas sociais, como são os casos dos Sem Terras – que caso a histórica dívida deste país para com a realização de uma Reforma Agrária iria desinchar as grandes cidades - diminuindo o número de pessoas sem trabalho, ampliando a produção de alimentos – principalmente os orgânicos, já que a terra é um dos principais instrumentos de produção no Setor Primário da Macro Economia; mas, o “Agro é pop” – e juntamente com o centrão na Câmara dos Deputados, não deixam acontecer.
Os Sem Tetos são um dos outros problemas sociais (ver a foto em anexo); além destes tem-se também os “esfomeados” que vagam pelas ruas – fora delas – e tantos outros excluídos socio economicamente.
A bancada BBB (deputados ligados à produção de Boi, os da Bíblia – evangélicos, e os da Bala – milicianos) comungada com um dos maiores males políticos deste país – o chamado Centrão, realizam políticas legislativas apenas para defenderem seus interesses – e os de quem os financiar nas suas eleições, além defenderem o capital especulativo, evitam a taxação dos grandes lucros. O maior dos problemas é que a própria população acaba elegendo estes tipos de deputados, que estão inseridos na imensa maioria dos quase trinta partidos existentes neste país.
Na prática só existem mesmo – ideologicamente - apenas dois: diversos partidos defensores de uma mesma ideologia econômica – o Neoliberalismo – para quem o Estado não deve intervir na economia e nem nas questões sociais, pois, para eles estas devem ficar a cargo do “deus” Mercado. Ora, se o fim do Mercado é sempre o lucro, como é o “Mercado” vai se preocupar com “os invisíveis”?? Alegram-se quando o PIB (Produto Interno Bruto) aumenta. Mas, do que adianta o aumento do PIB se não existir Inclusão Social e Econômica das pessoas que estão à margem – os “invisíveis”?? São intensos defensores do que chamam de Democracia – isto quando querem também dar Golpe de Estado. Mas, Democracia para quem? A democracia deles é uma proposição apenas política, pois no aspecto social, suas proposições NÃO são democráticas, já que “os invisíveis” continuam não sendo enxergados por eles.
O versus desta ideologia citada no parágrafo anterior são os pouquíssimos partidos políticos que defende o Estado de Bem Estar Social (o welfare state – proposta criada pelo economista inglês John Maynard Keynes) – como é o caso do partido do atual Presidente da República. Nesta proposta sócio econômica “os invisíveis” são tornados “visíveis” aos olhos do Estado.
A dignificação de um ser humano está na essencialidade de ele poder se auto sustentar (e de sua família) através do seu trabalho – mesmo que na maioria das vezes ele não perceba que o seu trabalho também serve para propiciar o que o filósofo alemão Karl Marx chamou de “Mais-valia” – o lucro exorbitante. É o trabalho que pode possibilitar dignidade, apesar de quem nem sempre isto seja percebido pelas pessoas – como foi o caso de quem aqui escreve ter sido perguntado por uma senhora colega de trabalho, assim que ele iniciou no atual trabalho, ao ser questionado: “– O que é que você tá fazendo aqui?”.
Mas, quais as soluções para que os “invisíveis” tornem-se “visíveis”? Quase tudo passará pelas macros políticas públicas inclusivas que devem ser implementadas pelos três poderes públicos: executivo (principalmente), legislativo e judiciário; assim como pela Educação – formal, principalmente, e também pela informal e a familiar.
Portanto, é o Welfare State que deve ser defendido para que seja implementado com o máximo possível de ações - nas esperas Federal, Estadual e Municipal.

Donizete Menezes - Graduado em Pedagogia, Filosofia, História e Sociologia; e Pós Graduado em Gestão Pública Contemporânea, Filosofia, Sociologia, História, e Ciências Sociais.



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