Repercussão: Período entre a noite da sexta-feira e a madrugada da segunda-feira concentram o maior quantitativo de registros de Acidentes Transporte Terrestres

Conforme publicado na REDEGN o estado de Pernambuco encerrou o ano de 2024 com um crescimento preocupante nos números de acidentes e mortes no trânsito.

Enquanto unidade sentinela para informação sobre acidentes de transporte terrestre, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), registrou o maior número de notificações, de acordo com o Boletim de Morbimortalidade por Acidentes de Transporte Terrestre (ATT), divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde neste mês de outubro.

Somente no HU-Univasf, 10.415 vítimas foram atendidas, impactando diretamente a taxa de ocupação hospitalar e superando os atendimentos em unidades como o Hospital da Restauração, em Recife, e o Hospital Regional do Agreste, que atende à população da macrorregional Caruaru. As motocicletas continuam liderando as estatísticas, representando 73,3% das ocorrências, com 7.949 notificações no HU. Entre as vítimas, 76,7% eram homens, com predominância da faixa etária entre 20 e 29 anos, evidenciando a vulnerabilidade dos jovens condutores no trânsito.

Internauta vítima de acidente comentou: "Sofri um acidente em Juazeiro de moto, fui encaminhado pela ambulância da SAMU as quase 22 horas e vim sair quase 2 horas da madrugada e nem me deram água".

O período entre a noite da sexta-feira e a madrugada da segunda-feira concentram o maior quantitativo de registros de Acidentes Transporte Terrestres. O sábado e domingo são os dias com mais registros, especialmente no período noturno e vespertino. Entre os fatores de risco mais frequentes estão:

33,2% dos acidentados sem habilitação;
22,9% dos motociclistas sem capacete;
38,1% das vítimas sem cinto de segurança;
20,5% acima da velocidade permitida;
12% sob efeito de álcool.

Além de contribuir para a superlotação dos hospitais, com processos terapêuticos longos e com altos investimentos, os acidentes no trânsito têm ceifado vidas e provocado sequelas emocionais nos familiares das vítimas.

O boletim aponta 1.811 óbitos de residentes de Pernambuco, número maior em relação ao ano anterior. Dessas mortes, 55,2% envolveram motocicletas. As maiores taxas de mortalidade por 100 mil habitantes foram observadas nas Regiões IX - Ouricuri (27,6%), VIII - Petrolina (26%) e V - Garanhuns (24,3%).

Enfrentamento coletivo-Segundo o boletim, os dados reforçam a urgência de investimentos em educação e segurança no trânsito, além da necessidade de ações conjuntas entre governo, instituições e sociedade civil. O documento destaca ainda que o enfrentamento dos acidentes é um desafio multicausal, que exige políticas públicas integradas para promover uma cultura de paz e respeito às normas de trânsito.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), os sinistros de trânsito custam custam aos países cerca de 3% de seus produtos internos brutos e as lesões ocorridas no trânsito são a principal causa de morte entre crianças e jovens de 5 a 29 anos.

redegn com informações Univasf/HU