Qual o motivo de Juazeiro ainda não ter aderido a verticalização, construção para as alturas? questiona o doutor em Geografia Urbana

Viralizou nas redes sociais um texto como o tema: por qual motivo Juazeiro não se verticaliza. Verticalização é o processo de crescimento de uma cidade para cima, com a construção de edifícios altos (arranha-céus) em vez de se expandir horizontalmente. Essa estratégia visa otimizar o uso do solo urbano, concentrando funções residenciais, comerciais e de serviços em áreas mais compactas. Construções para altura exigem precisão técnica, materiais inovadores, e colaboração entre engenharia e arquitetura, sendo um desafio para a construção civil. 

A verticalização e criação de condomínios é uma tendência e cresceu nos últimos vinte anos. Ouvido pela REDEGN, Aldizio Barbosa, gestor imobiliário, há mais de 20 anos avalia que a evolução do mercado em Petrolina mostra a mensuração das mudanças dos empreendimentos. "(O resultado) é um número muito elevado. Parecido com várias capitais e cidades localizadas em regiões metropolitanas e Petrolina é um exemplo'.

"Há alguns anos havia resistência a verticalização em Petrolina. Hoje é mais que uma realidade, marca do desenvolvimento", avalia Aldizio.

Pelas redes sociais, o doutor em Geografia Urbana-Universidade Federal e Pernambuco, Harrison Souza, afirma que a verticalização faz parte da cultura imobiliária das cidades brasileiras, o processo da construção civil para as alturas. "Diante disso, qual motivo uma cidade média com a pujança econômica e importância notória para o Nordeste ainda não vivenciou esse momento: Juazeiro Bahia", questiona.

Harrison argumenta que Juazeiro Bahia possui indicadores atuais que mostram crescimento, atrativa e competitiva e que está passando por transformações evidentes, reorganização viária e aporte vultuosos em investimento públicos.

'Sendo assim o questionamento parte para muitas esferas. O que falta? O poder público desburocratizar e incentivar o processo? As construtoras não conferem tal panorama? Como novos players podem modificar a paisagem para um novo tempo?, questiona Harrison Souza, ressaltando que "tudo deve ter a devida responsabilidade ambiental e características históricas da cidade, Juazeiro Bahia".

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