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Com o aumento dos juros e o crédito mais caro, comprar um carro novo ficou fora do alcance de muita gente.
Nesse cenário, os seminovos voltaram a ser a principal opção de quem precisa de um veículo sem comprometer tanto o orçamento.
Modelos como o Voyage usado têm ganhado destaque nas vitrines, unindo preço acessível, manutenção simples e boa revenda.
E os números comprovam: o mercado de usados está em alta em todo o país.
Juros altos dificultam a compra do zero-km
Segundo o Banco Central, a taxa média de juros para financiar carros 0 km chegou a 27,6% ao ano em maio de 2025.
É um valor alto e que pesa nas parcelas mensais, afastando muitos consumidores das concessionárias.
Além disso, a inadimplência passou de 5%, o que faz os bancos ficarem mais rigorosos na hora de liberar crédito.
A Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF) aponta que, com a incerteza econômica e os juros elevados, o volume de crédito disponível deve continuar limitado em 2025.
Ou seja: o consumidor que quer financiar um carro novo precisa ter uma boa entrada e renda alta para conseguir aprovação.
Venda de carros novos cresce menos que o previsto
As montadoras também sentem o impacto.
De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), as vendas de veículos novos cresceram menos do que o esperado em 2025.
A entidade reduziu a previsão de alta de 4,4% para 2,6% no ano.
Esse desempenho mais fraco mostra que o carro zero-km está cada vez mais distante da realidade da maioria dos brasileiros.
E, como consequência, o mercado de seminovos e usados ganha força.
Mercado de seminovos acelera no Brasil
O mercado de seminovos vive um ótimo momento.
Segundo a FENAUTO (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), 8,35 milhões de carros usados foram vendidos no primeiro semestre de 2025, um crescimento de 13,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O ritmo de vendas chegou a 75 mil veículos por dia, o que mostra que o brasileiro tem preferido comprar um carro usado ou seminovo em vez de um novo.
Em 2024, o setor já havia batido recorde histórico, com 15,7 milhões de transferências, de acordo com a Fenabrave.
E os modelos com até três anos de uso, considerados seminovos, representaram boa parte dessas transações.
Por que o seminovo é a escolha mais racional
Optar por um carro seminovo faz muito sentido no cenário atual.
Além do preço mais baixo, o comprador economiza com impostos e seguros, e ainda evita o impacto da depreciação inicial que atinge os carros novos nos primeiros meses.
Um financiamento menor também significa parcelas mais leves e maior chance de aprovação, já que os bancos analisam com cautela o valor total do crédito.
Isso explica por que tanta gente tem migrado para o mercado de usados.
Além disso, há muita oferta.
São milhares de carros sendo anunciados e vendidos diariamente, o que dá mais opções de modelos, versões e faixas de preço.
Essa variedade permite negociar melhor e encontrar o veículo que cabe no bolso.
O papel de modelos tradicionais como o Voyage
Os sedãs compactos continuam sendo uma escolha popular entre os brasileiros, especialmente entre quem busca custo-benefício e praticidade.
É o caso do Voyage usado, que combina bom espaço interno, porta-malas grande e manutenção simples.
Como é um modelo conhecido e com peças fáceis de encontrar, o Voyage se mantém como um dos carros mais procurados nas lojas de seminovos.
Para quem precisa de um veículo confiável e econômico, ele se torna uma alternativa real ao carro zero, sem comprometer tanto o orçamento.
Como o crédito caro muda a forma de comprar
Os altos juros estão fazendo o consumidor mudar de estratégia.
Hoje, quem busca financiamento costuma dar entradas maiores e optar por prazos mais curtos, tentando diminuir o valor final do carro.
Para as lojas, isso significa que o carro usado se tornou o produto mais atrativo.
Concessionárias e revendas estão ampliando o estoque de seminovos com giro rápido, como hatches, sedãs compactos e SUVs de entrada, para atender essa nova demanda.
Tendências para os próximos meses
Enquanto os juros permanecerem altos, o mercado de seminovos deve continuar forte.
A previsão da Fenabrave é de estabilidade nas vendas de zero-km, enquanto a FENAUTO projeta mais um ano de crescimento para os usados.
Ou seja: o consumidor que quiser comprar um carro em 2025 provavelmente encontrará melhores oportunidades nos seminovos, tanto em preço quanto em condições de pagamento.
Quem tem paciência para pesquisar pode encontrar boas ofertas, já que o aumento da concorrência entre lojistas e plataformas online favorece negociações mais vantajosas.
Dicas para comprar bem um seminovo
- Pesquise bastante: compare preços e versões antes de fechar negócio.
- Prefira carros com histórico de manutenção comprovado: revisões em concessionária e laudo cautelar são grandes aliados.
- Negocie sempre: o volume de vendas é alto e muitos lojistas estão dispostos a reduzir margens.
- Avalie o custo total: considere IPVA, seguro, consumo e possíveis manutenções.
Modelos populares tendem a ter bom equilíbrio entre custo e benefício, com peças acessíveis e manutenção simples.
Conclusão
O carro zero continua sendo o sonho de muitos brasileiros, mas, com o crédito caro e os juros altos, esse sonho tem sido adiado.
O seminovo, por outro lado, oferece uma forma mais realista de conquistar o próprio veículo.
Com recordes de vendas e ampla variedade de modelos, o mercado de usados se consolida como o caminho mais seguro para quem precisa comprar um carro agora.
E opções tradicionais mostram que dá para unir economia, conforto e confiabilidade sem gastar além do necessário.
Enquanto os juros não caírem e o crédito não ficar mais acessível, os seminovos devem continuar liderando o mercado automotivo brasileiro.



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