
O SINASEFE Seção Sindical IFSertãoPE vem a público manifestar seu total repúdio às declarações proferidas por Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e atual presidente do União Brasil em Pernambuco, durante evento político no último fim de semana.
Ao se referir a críticos de seu grupo com a expressão "boca preta", Miguel Coelho utilizou uma fala racista e discriminatória que resgata estigmas coloniais, reforçando divisões raciais e estruturas elitistas ainda presentes no Sertão Pernambucano. Trata-se de uma manifestação inaceitável, que ultrapassa o campo político e adentra o terreno do racismo estrutural.
A repercussão nas redes sociais foi imediata, especialmente após a resposta do ambientalista e escritor Victor Flores, que afirmou: "Quando um homem branco, herdeiro de coronéis, me chama de boca preta, isso não é só política, isso é racismo." Victor também denunciou o projeto de requalificação da Orla 3 de Petrolina, criticando o uso de recursos públicos para atender interesses privados, em prejuízo do direito da população ao acesso ao rio e ao meio ambiente.
Como sindicato da educação pública federal, reafirmamos nosso compromisso com a justiça racial, social e ambiental. Repudiamos qualquer tentativa de naturalizar o racismo, silenciar vozes críticas ou transformar a gestão pública em instrumento de manutenção de privilégios.
Nos solidarizamos com Victor Flores e com todas as vozes pretas e marginalizadas que seguem resistindo e denunciando as estruturas de exclusão. Não aceitaremos retrocessos. A educação pública é pilar da transformação social e da luta por equidade. Pela educação pública de qualidade, pela justiça racial e ambiental!
SINASEFE Seção Sindical IFSertãoPE
Petrolina/PE, 29 de setembro de 2025



2 comentários
30 de Sep / 2025 às 09h25
Não há espanto. isso é o que essa gente é. Racistas! o que precisa ser feito é a responsabilização pelo crime. Chega dessa gente achar que manda. Esse tipo de gente precisa ser jogada no lixo.
01 de Oct / 2025 às 08h40
Esse mimimi todo porque foi chamado de boca preta? Na maioria das cidades interioranas do nordeste, quando a questão é política, boca preta e boca branca referem-se à oposição e à situação, respectivamente. Em Petrolina por exemplo, sempre foi assim. É já que vão processar os cientistas pela expressão "buraco negro" ou coisa que o valha. O de espantar é que esses sindicatos (IF Sertão e Univasf) não soltaram uma nota sequer quando o governo do amor cortou e continua cortando grana dos orçamentos das suas instituições. É muito mimimi...