Ciro Nogueira cobra “bom senso” da direita e alerta sobre divisões: ‘Vamos jogar fora uma eleição ganha’

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) se mostrou preocupado com os rumos das eleições de 2026. Para o ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro, a direita precisa de mais união para vencer a corrida eleitoral.

Em post no X (antigo Twitter) na última sexta-feira (26/9), ele escreveu: “Já está passando de todos os limites a falta de bom senso na direita, digo aqui a centro-direita, a própria direita e seu extremo. Ou nos unificamos, ou vamos jogar fora uma eleição ganha outra vez”.

“Por mais que tenhamos divergências, não podemos ser cabo eleitoral de Lula, do PT e do PSOL. Não podemos fazer isso com o Brasil”, completou.

Nogueira já deixou claro que defende a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à presidência da República nas próximas eleições.

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Assim, a postagem desta sexta pode ter sido uma reação às declarações recentes de Eduardo Bolsonaro (PL) e Michelle Bolsonaro (PL), que admitiram a possibilidade de se candidatarem em 2026.

‘Aperfeiçoamento’ da PEC da Blindagem-No início da semana, Nogueira causou polêmica ao defender o “aperfeiçoamento” da PEC da Blindagem, para que a proposta assegurasse a defesa dos parlamentares “apenas para os crimes de opinião”. Na quarta-feira (24), contudo, a medida foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

“Democracias fortes são as que têm parlamentos fortes. Nada mais da essência do Parlamento do que a livre manifestação do pensamento, seja qual for a orientação política”, disse Ciro Nogueira, na segunda-feira (22).

FILHO BOLSONARO: A atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos limitou as opções da direita para as eleições de 2026 e passou a ser um grande empecilho para caciques partidários. Em um momento em que o Congresso deixa esfriar a discussão sobre uma anistia (ou dosimetria) por disputas políticas internas e pressão popular, o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro continua a bradar que não aceitará qualquer acordo que não livre o pai da cadeia.

A inflexibilidade sobre a anistia, no entanto, não é o único problema criado por Eduardo, na visão de caciques partidários da direita. O deputado já deixou claro que, se seu pai não puder concorrer no próximo ano — cenário mais provável —, ele será o candidato ao Planalto em 2026. A teimosia atrapalhou os planos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que, embora seja o presidenciável que melhor pontua no campo da direita e da centro-direita, não tem a bênção do clã Bolsonaro.

Jornal Estado de Minas Foto Agencia Brasil