Famílias de agricultores de Juazeiro e Petrolina sentem os efeitos da falta de chuva

Os primeiros oito meses de 2025 foram marcado por condições mais secas e quentes do que o normal em diversas regiões do Brasil, segundo análise da Nottus, empresa especializada em inteligência de dados e consultoria meteorológica. A seca que afeta o Brasil já dura 18 meses. Iniciada em junho de 2023, a estiagem não deu trégua e continua impactando centenas de famílias de agricultores.

O Sol deve continuar abrasador e sem previsão de chuva para os próximos dias. Na zona rural de Juazeiro e Petrolina a situação é de calamidade. De acordo com o Índice Integrado de Secas (IIS), o número de municípios em situação de seca severa subiu de 101, em junho, para 148, em julho, mantendo um corredor de deficit hídric. Já os municípios com seca moderada a extrema passaram de 1.018 para 1.480, sobretudo em Minas Gerais, Goiás, Bahia, Rondônia e Tocantins. Quanto à seca severa, o aumento foi mais expressivo no Nordeste, enquanto a Região Norte apresentou redução.

Desde o mês de Maio o município de Juazeiro concluiu o processo administrativo de reconhecimento da Situação de Emergência provocada pela estiagem. A homologação estadual foi oficializada através do Decreto nº 23.708, publicado pelo Governo da Bahia, por meio da Casa Civil, reconhecendo o Decreto Municipal nº 0199/2025, que declarou emergência nas áreas rurais do município.

A Operação Carro-Pipa atualmente beneficia cerca de 14 mil pessoas na zona rural de Juazeiro,, que de acordo com a assessoria de imprensa, é  uma das principais ferramentas de resposta à escassez hídrica no município. Com o reforço institucional proporcionado pelos decretos estadual e federal, a gestão municipal poderá ampliar a cobertura das ações humanitárias e fortalecer a assistência às famílias mais impactadas pela estiagem.

O Governo de Pernambuco também decretou estado de emergência em Petrolina. Em contato com a REDEGN, famílias de agricultores afirmam "as dificuldades de conviver com a falta de chuvas".

"São meses sem termos um ppingo de chuva", diz um dos agricultores ouvido pela REDEGN.

 

redegn Foto Ney Vital arquivo redegn