
Nesta sexta-feira (22), a Prefeitura de Juazeiro deu início ao processo de emplacamento das carroças que circulam pela cidade.
A ação marca o lançamento do Projeto Carroceiro Legal, que integra o Programa Juazeiro Limpa e tem como objetivo promover dignidade, reconhecimento e segurança para os carroceiros do município.
O campo do CSU, no bairro Alto do Alencar, foi o ponto de encontro para os profissionais, que receberam placas de identificação para suas carroças, além de kits contendo squeeze, camisa UV, colete e chapéu. Os carroceiros cadastrados também foram incluídos no programa "Juazeiro Sem Fome".
A iniciativa foi coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente e contou com o apoio da Agência Municipal de Abastecimento/AMA, Secretaria de Segurança Cidadã, Agência Municipal de Trânsito e Transporte/AMTT, Secretaria de Serviços Públicos/SESP e Secretaria de Ordenamento e Habitação Pública/SOPH.
Para o secretário de Meio Ambiente, Cláudio Fernandes, o projeto representa um marco para a categoria. "Esta é uma forma de estarmos identificando os carroceiros, que foi a parte do cadastramento e emplacando das carroças pertencentes a eles. Também é uma forma de conhecer e entender as dificuldades desses profissionais. O emplacamento além de identificar o carroceiro ajuda a gestão municipal a ficar mais próxima dele e isso é importante porque tenho certeza que teremos um retorno muito positivo, com mais dignidade, respeito e reconhecimento para os carroceiros e carroceiras da nossa cidade", afirmou.
O senhor Francisco Nogueira, que trabalha com reciclagem há mais de 20 anos, chegou cedo e aguardava ansioso pelo momento. "Eu gostei da prefeitura fazer isso, eu gostei demais, as pessoas falaram que ia ter esse momento aqui e eu acho bom, eu acho bom pra ter um respeito, né? Eu já fiz o cadastro e estou só esperando colocar a placa", disse sorridente.
Outra que não escondia a ansiedade era dona Ana Isabel Cavalcante, moradora do Quidé, com dez anos de experiência transportando recicláveis. Para ela, a iniciativa é um passo para garantir respeito no trânsito. "A importância desse emplacamento é a gente ter respeito porque no trânsito as pessoas não nos respeitam, acham que porque somos carroceiros podemos ser tratados de qualquer jeito. Eu ando corretamente, na minha mão e tudo. E eu estou confiante que com esse cadastramento e emplacamento a fiscalização seja feita e a gente receba um pouco de apoio e assistência", pontuou.
Comovido, Paulo Bartolomeu destacou a relevância do projeto para a valorização da categoria. "Hoje é o início do emplacamento das carroças e nós esperamos que não seja algo de momento. Que seja algo que dure e que traga frutos para gente, como respeito, dignidade porque nós trabalhamos na rua e muita gente ruim acha que somos bandidos. Com o emplacamento as pessoas vão olhar e ver que estamos legalizados, que fomos reconhecidos pela Prefeitura e vai ficar melhor pra a gente trabalhar", afirmou.
Prazo para cadastramento e emplacamento-A partir da segunda-feira (25), os carroceiros que não fizeram o cadastro e nem o emplacamento, terão 15 dias para realizar o este processo e se regularizar. Após esse prazo, apenas as carroças cadastradas e emplacadas poderão circular em Juazeiro.
Thamires Costa – Ascom PMJ



3 comentários
24 de Aug / 2025 às 19h29
É necessário também mapear onde essas carroças podem circular, além de todas esatá sinalizada. Nossa Juazeiro foi uma cidade sem planejamento, com ruas estreitas no centro da cidade, e locais de intenso movimento de veiculos motorizados, portanto faz se necessário projeto de organização para a circulação dessas carroças, Existe ruas, avenidas, que essas carroças não deve circular em função da prbabilidade de acidentes. É assim que penso.
25 de Aug / 2025 às 08h15
Para os pobres rangem os dentes, exigem até emplacamento de carroças. Para os ricos que invadem e tomam os espaços públicos com construções, arregalham os dentos e não fazem nada.
25 de Aug / 2025 às 09h19
Emplacamento de carroça? o.O Em pleno 2025 o estado está regulamentando uma atividade de tração animal, e o responsável pela pasta de meio-ambiente trata a coisa como "marco". Isso não deveria ser motivo de vergonha? Marco de retrocesso...