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Dia 31 de julho, um aprazível passeio dentro da mata preservada, no sul de Minas - o oxigênio mais puro do mundo. No dia 01 de agosto, respirando o ar poluído de São Paulo ("a cidade devoradora de sertanejos ").
Saímos da mata silente, saudável e acolhedora para o trânsito caótico, hostil e insalubre - uma fumaça nebulosa por onde os motoboys passam, na corrida sem fim das entregas.
Na TV, mais um dia comum e tenebroso em Gaza: soldados israelenses atirando em Palestinos desesperados na fila da fome.
-Qual o ar que alimenta o mundo?
Da sacada onde estou, vejo senhoras e jovens passeando com seus cachorrinhos agasalhados e felizes (todos os animais devem ser bem tratados). E os passeios matinais seguem, indiferentes às pessoas deitadas nas calçadas - num frio de 9 graus.
Como tantos da minha terra, também já morei aqui, por quase um semestre, lá nos idos de 1989. E depois visitei algumas vezes ao longo do tempo - sempre curioso e assombrado com esta Selva de Pedra.
São Paulo foi (e é) formada por sertanejos, árabes, japoneses, israelenses, goianos, uruguaios, amanauaras, europeus..., amálgama cosmopolita que consolida a importância dessa cidade - que tem muita cultura.
Faz falta para mim agora o aconchego da galinha de capoeira na roça, e da farra com peixe assado na beira do açude cheio.
-São divagações com olhar de menino do sertão.
Desejo que o ar puro do humanismo penetre profundamente nas pessoas, para ver se reduz a poluição da insensibilidade.
Maurício Menezes-poeta é formado em Letras, Funcionário Público Federal
Espaço Leitor



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