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Os produtores de frutas do Vale do São Francisco, uma das regiões mais produtivas e exportadoras do Brasil, seguem em alerta após a confirmação do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a diversos produtos brasileiros.
A medida, que eleva significativamente as tarifas de importação, afeta diretamente frutas como uvas e mangas, dois dos principais produtos exportados pela região.
Com polos agrícolas importantes em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), o Vale do São Francisco é responsável por uma fatia expressiva das exportações de frutas frescas para o mercado norte-americano. Só em 2023, a região exportou mais de 70 mil toneladas de uva e manga para os EUA, gerando milhões em receita e sustentando milhares de empregos diretos e indiretos.
Segundo produtores, o aumento nas tarifas compromete a competitividade frente a países como México, Peru e Colômbia, que continuam tendo acesso preferencial ao mercado americano. “Com esse tarifaço, o custo final da fruta brasileira nos EUA sobe demais, o que pode inviabilizar parte das exportações e provocar perdas em toda a cadeia”, afirma um representante do setor fruticultor do Vale.
Além da uva e da manga, outras frutas como o melão e o mamão também sofrem impacto, embora em menor escala. Por outro lado, frutas tropicais menos exportadas, como açaí, cupuaçu e pitaya, ficam de fora da nova taxação ou não sofrem efeitos relevantes, por ainda terem participação pequena no mercado americano.
O setor já articula com entidades de classe e representantes políticos uma mobilização para buscar alternativas diplomáticas e comerciais, com o objetivo de minimizar os prejuízos. Enquanto isso, produtores estudam estratégias para redirecionar parte da produção a outros mercados, como Europa e Oriente Médio.
O temor é de que, caso o cenário persista, o impacto atinja não apenas os exportadores, mas toda a economia regional que gira em torno da fruticultura irrigada – um dos pilares do desenvolvimento socioeconômico do Vale do São Francisco.
Uma expectativa de reversão das medidas para o setor da fruticultura ainda é aguardado pelo setor produtivo.
Da redação redeGN/Foto produzida por IA



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