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A tristeza natural é uma emoção básica dos seres humanos que funciona como um termômetro perante a perda de alguém ou algo importante na vida.Compreender o recado da tristeza é fundamental para uma vida harmoniosa e mais primorosa.
Por outro lado, a tristeza mal gerenciada resulta em profundas dores e sofrimentos insuportáveis. Quem nunca se entristeceu pode atirar a primeira pedra. E agora,ficar triste é coisa boa ou ruim?
Ela é bondosa quando entendemos que a tristeza detecta a falta de algo muito importante e somos capazes de intervir a tempo. No entanto, na fase mais desafiadora da tristeza - quando não temos compreensão plena de sua causa ou significado em nosso cotidiano - padecemos amargamente.
O desafio não está em ficar triste, mas de vencer as profundezas da melancolia.Todos nós estamos suscetíveis a perda, em algum momento da vida. O problema-desafio é identificar o que realmente nos falta e encontrar uma porta de saída aberta.
Para isso, em primeira instância,é necessário responder: qual é a principal mensagem que essa tristeza quer transmitir? Falta de substâncias no corpo. Carências sociopsicobiofísicas. Rotinas irracionais. Alterações do estado de humor.
- Boa noite, minha princesa amada, Tânia!Como vai a mulher mais linda do planeta?
- Boa noite, meu amor, Zite. Estou tão feliz com o nosso relacionamento. Sabe, eu quero mesmo é me casar com você!
- Hoje é o nosso casamento, minha princesa terna amada. Não vejo a hora de pegar aquele avião e irmos logo para Paris.
- Verdade. Amor, onde estão as estrelas que não vejo uma se quer?
- Ó minha princesa amada, Tânia, as estrelas tiveram que sumir perante a sua formosura. Envergonhadas, coitadas, desapareceram-se do céu.
- Ó,como te amo, meu Zite. Ai! Levei uma topada. Ufa, essa doeu.
- Não se preocupe, princesinha, estou aqui para te defender! Tá dodói é? Vou dar três beijinhos que rapidinho vai passar, viu?
- Boa noite, minha cruz de todo dia, Tânia! Como vai a mulher mais difícil do planeta?
-Boa noite para você Zite sem futuro! Você lembra que levei uma topada? Ainda dói!
- Também, quem manda ser distraída? Não sabe olhar para o chão?É bem empregado!
Você está encarando uma tristeza? Perdeu uma pessoa amada? Sente medo da solidão do abandono? Ainda não passou no concurso tão sonhado?O problema é recurso financeiro?
Está enfrentando desafios de saúde? São muitas as provações, mas devemos ser resilientes e otimistas no dia mau. Seguir em frente é preciso. Não pare de amar.
Pequenos gestos amáveis fazem parte de um verdadeiro ser humano.Em muitas ocasiões,somos responsáveis em criar os melhores momentos. São coisas simples, porém que marcam profundamente a nossa existência.
- Mamãe, posso te pedir uma coisa?
- Fala, Laura Nicolle...
- Meus irmãos e eu podemos ir à casa da vovó Maria?
- Sim, querida, pode ir. A vovó Maria, mãe do seu pai, é um amor de pessoa com vocês!
- Vovó, chegamos! Tem comida, vovó? Podemos entrar? Cadê vovó...
- Ah, achei os menininhos da vovó! Vixe, uma hora dessa vocês já estão aqui, meus garotos? Não acredito nisso. Amo vocês meus netinhos! Então vou terminar o almoço.
- Fique em paz, vovó. Vamos ficar bem comportados aqui na sala. Não se preocupe que não iremos escrever em suas paredes e nem riscar o seu carro novo.
- Meninos, o que é isso rapaziada? Vocês, com estes pincéis, acabaram com a minha linda casa. E o meu carro está todo quebrado, minha gente. Misericórdia!
- Vovó Maria,nos perdoe.
- Está bem, Laura Nicolle, Lorena e Nícolas... Estão todos perdoados!Mas cuidado da próxima vez, viu.
Uma coisa é certa, a maioria de nós, meus amigos, não sabemos caracterizar a tristeza que percebemos. Temos dificuldades de discernir entre cansaços extremos (físico e mental), raiva, solidão com o sentimento de tristeza.
Por essa razão, Clarice Lispector, compartilhou a frase: “Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada”.
Algumas pessoas conseguem classificar a tristeza em níveis de percepção (baixa, média, moderada ou alta) e atendem as principais necessidades dos indivíduos. Entretanto, o medo, nosso primeiro inimigo, faz de tudo para desequilibrar o ser intensificando a desistência da vida.
É por isso que Rui Barbosa externou que: ‘Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!’. Talvez esse seja o principal motivo da tristeza que você esteja enfrentando.
Não desista!Levante a sua cabeça. Embora com essa idade avançada não se detenha.
- Boa tarde, locutor Popstar, sou seu fã número um. Como vai a fama? Muitos contatos? E as oportunidades de sucesso?
- Boa tarde, meu fã. Rapaz, estou com 21 anos de idade e portas abertas não faltam. Olhe aqui, o tanto de convites, no meu celular. Eles imploram por mim. Sou muito importante!
- Boa noite, querido Popstar! Como vai a aposentadoria? E a fama? Muito glamour nesses 40 anos de sucesso? E agora muitas homenagens?
- Boa noite meu fã das antigas! Necessito desabafar. Nunca vi tanta tristeza acumulada no meu coração. Quando somos jovens, estamos na ativa, todo mundo quer está por perto. É amigo pra cá e amigo pra lá. Sinceridade que era bom, nada.
- Continue, Popstar, o seu desabafo.
- Veja bem, depois da minha aposentadoria é que percebi a realidade da vida. Quando estamos no auge, somos queridos e desejados. Agora fique inativo e você verá quem realmente gosta de você. Não vão nem lembrar do seu nome.
Esse simples diálogo reflete uma importante realidade da convivência das pessoas e das fragilidades dos relacionamentos.
É com esse entendimento que Henry Beecher concluiu que “as horas mais tristes da vida são aquelas em que duvidamos de nós próprios”.
Nunca pare de lutar!Você é mais resiliente do que imagina.
Não são todos que escutam, audivelmente, a comunicação da tristeza. Nosso corpo está falando constantemente e é por isso que Victor Hugoexpressa que “é triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não a ouve”.
Não ouvimos, porque estamos sempre buscando nos livrar dessa tal tristeza. Nessa desenfreada incompreensão sofremos sem saber a causa do descontentamento infeliz.
Além disso, não custa dizer o que disse Sofocleto: “O mais triste nos infelizes é que vivem contentes”. O segredo é não se acostumar com as decadências da vida.
Não significa viver dissolutamente como se o mundo fosse acabar hoje. Mas entender que a semente está sendo plantada. É preciso verdadeiramente pagar o preço.
Como bem refletiu o Padre Antônio Vieira “não há alegria neste mundo tão privilegiada, que não pague pensão à tristeza.” A exemplo de um grande sofrimento de uma mãe quando um filho vai embora.
- Boa tarde, dona Socorro! Quanto tempo, hein? E os seus filhos estão todos bem? E o Geovane Bezerra, o pai da Geovana, ainda trabalha no Mercado do Produtor? No dia do aniversário vou lá na casa dele no Itaberaba.
- Querido amigo, agradeço por você está aqui hoje, com esse presente para o aniversário de Geovane. Sinto muito lhe informar, mas ele faleceu exatamente no dia do seu aniversário. Essa multidão que você vê aqui é o seu velório.
- Meus sentimentos,dona Socorro Bezerra. Deve ser muito triste perder um filho. Foi o primeiro que morreu?
- Nada seu Bosco da Uva. Foi o mais moço, Marcos Bezerra, que faleceu justamente no dia do seu aniversário. O mais doloroso de aceitar é que meus dois filhos se foram no dia do aniversário. Parece história de ficção, mas é verdade.
Nessa realidade, o discernimento daquilo que vemos, ouvimos e sentimos certamente aumenta a nossa lucidez.
Essa percepção nos ajuda a enxergar melhor o mundo – como bem externou o querido Rubem Alves: “Toda separação é triste. Ela guarda memória de tempos felizes (ou de tempos que poderiam ter sido felizes...) e nela mora a saudade.”
- Alô, meu amor! Tudo bem com você, vida linda? Preparei uma surpresa para você à moda antiga. Quando vem me visitar? Já são três meses sem te vê. Ainda bem que sou fidelíssima!
- Alô, Momozinho! Minha noiva querida, estou excelentemente bem, principalmente agora ao seu lado, minha tutuquinha.Vou casar com você, my love. Momozinho? Por que está assim tão triste?Tem algo para falar para mim? O que houve, querida?
- Sabe o que é, Cornélio? Eu já te trair cinco vezes e sei que você não me merece. Mas não se preocupe, que só rolou um beijo mesmo.
- Não estou acreditando no que você está me dizendo!Isso deve ser mentira sua... Você não é louca de fazer isso comigo. Aiiiiiiiiiiii, meu Deus do céu!Me ajuda!
- Calma, calma, Cornélio! Vixe, que tumulto é esse, homem? Trata logo de ir se acostumando se quiser ficar comigo!
Ao escrever isso, lembrei-me do que disse o pensador Mario Quintana: ‘O mais triste de um passarinho engaiolado é que ele se sente bem’. Pois é, minha amiga e meu amigo: se não entendemos que somos escravos de uma determinada emoção,tornamo-nos vulneráveis a ela.
Como bem lembrou Cazuza: ‘Decidi não ficar mais triste. Certas coisas não valem minha dor’– corroborando com John Green,afirmando que‘a tristeza não nos muda. Ela nos revela’. É por isso que fazer uma análise minuciosa das emoções melhora, significativamente, o gerenciamento do corpo e da alma.
A esse respeito, Albert Einstein não ficou de fora e disse:‘Se num dia de tristezas, tiveres de escolher entre o mundo e o amor... Escolhe o amor e com ele conquista o mundo!’. Entretanto, é necessário muito trabalho com bons sentimentos.
A palavra da vez é a proatividade para o entendimento pleno da tristeza. Nessa busca de compreensão, vale mencionar um provérbio chinês:‘Você não pode impedir que os pássaros da tristeza voem sobre sua cabeça, mas pode, sim, impedir que façam um ninho em seu cabelo’.
Portanto, minha querida amiga e meu querido amigo, não seja dominado pela tristeza. Você está somente passando por ela.Compreendo que não é fácil superar esse desafio, mas continue com bom ânimo. Que tal se levantar e sair desse quarto escuro? Respire profundamente, tome sol, sinta o ar fresco nos seus pulmões.Pense em Deus. Você vai vencer!
Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. (Salmo 30:5)
Observação: esse texto não foi gerado pela inteligência artificial.
Josiel Bezerra - Professor de Biologia - Mestrando UPE (Universidade de Pernambuco) - Ciência e Tecnologia Ambiental.



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