Expocrato: Luiz Fidelis o ritmo, melodia, harmonia no coração e Alma do povo brasileiro

"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana", essa reflexão de Carl Jung é o exemplo seguido pelo poeta, cantor e compositor Luiz Fidelis. Tocar a alma humana, fazer dançar, balançar o corpo e também provocar consciência musical, ecológica, justiça social e espiritual.

De norte a sul do Brasil quem já não cantarolou: Eu sou a flor do mamulengo. Me apaixonei por um boneco. E ele neco de se apaixonar. Neco de se apaixonar. E ele neco de se apaixonar. Essa música é composição de Luiz Fidelis Lopes-Natural de Juazeiro do Norte, Ceará, um músico unanimidade entre os forrozeiros de bandas de sanfona, triangulo, sanfona e aos nomes mais renomados qual Elba Ramalho, Xand Avião e Wesley Safadão.

Essa semana, na programação da Expocrato 2025, maior Feira de Exposição Agropecuparia da América Latina, Luiz Fidelis se apresentou qual o cantor Edson Lima, Banda Limão com Mel. "Estamos diante de um cantor, compositor, que tem a capacidade de fazer ritmo, harmonia e melodia, letras de música que o Brasil todo canta e conhece, música sucesso em todo o Brasil", citou Edson Lima.

Edson Lima faz referência a música "Meio-Dia" composta por Luiz Fidelis e Danilo Lopes. A canção é conhecida por retratar a vida no sertão nordestino, com suas dificuldades e resiliência. A letra descreve o cotidiano de trabalho árduo, a luta contra a seca e a escassez, mas também a importância do afeto e da esperança. A música foi popularizada na voz de Luiz Fidelis e também interpretada por outros artistas, como o Mastruz com Leite. 

Ainda de acordo com a literatura brasileira, a música "Meio-Dia"  aborda o cotidiano de trabalho no sertão, a seca, a escassez de recursos, mas também a perseverança e a importância do afeto. A canção é um retrato poético da vida sertaneja, marcada pela resiliência e pela esperança. Luta contra a adversidade.

A canção retrata a dificuldade de viver no sertão, com a seca e a escassez de recursos. Resiliência: Apesar das dificuldades, a letra mostra a capacidade de perseverar e manter o ânimo. Afeto e esperança: A música também aborda a importância do afeto nas relações e a esperança por dias melhores. 

Luiz Fideliz é cantor e compositor com mais de 200 músicas gravadas. É conhecido nacionalmente por parcerias musicais e composições que marcam o repertório de bandas de sucesso. Destaque em sua carreira é a relação com Patativa do Assaré, cujos poemas inspiraram canções como “O Boi Zebu e as Formigas” e “Sem Terra”. 

Fidelis é reconhecido por traduzir em música o cotidiano e a verdade do povo nordestino. Tem canções de sua autoria gravadas por nomes como Elba Ramalho, Marinês, Fagner, Dominguinhos, Abidoral Jamacaru, entre outros.

Luiz Fideliz fará apresentação na Expocrato na sexta-feira (18), no Parque de Exposição Pedro Felicio Cavalcante. Na mesma noite se apresentam ainda Wesley Safadão, Natanzinho Lima, Murilo Huff e outros nomes da música brasileira.

Recentemente Luiz Fidelis recebeu a Medalha do Mérito Artístico e Cultural Patativa do Assaré. A homenagem foi entregue pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) em reconhecimento ao seu trabalho na música brasileira. A cerimônia ocorreu em Fortaleza e contou com a presença de outras personalidades, como o cantor Fagner. 

Ouvir Luiz Fideliz  me faz pensar na trajetória da música brasileira e nas palavras do professor Aderaldo Luciano, quando fazíamos o Programa de Rádio, lá nas bandas da Paraíba, sonhando em ganhar o "oco do mundo" e enfiar goela abaixo do povo a música de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, João do Vale, Elino Juliao, Dominguinhos e tantos outros mestres.

O professor paraibano, radicado no Rio de Janeiro, Aderaldo Luciano, sempre lembra que Luiz Gonzaga foi pedra angular, referência do forró, mas o Rei do Baião, não trilhava sozinho. Havia por trás de si, uma constelação de compositores, músicos, além de profícuos conhecedores do seu trabalho, amigos talhados de sol, nascidos do barro vermelho, com almas tatuadas por xique-xiques e mandacarus.

Luiz Fidelis é um desses, é tatuado de boa, excelentes músicas. Tenho Dito.

Texto-Jornalista Ney Vital. Colaborador da REDEGN e apresentador do Programa Nas Asas da Asa Branca Viva Luiz Gonzaga e seus Amigos na Educadora Fm 102.1 Crato Ceará aos domingos 10hs

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