
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), em cadeia de rádio e com transmissão pela redeGN, no Youtube, em Juazeiro, criticou a movimentação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, nos EUA, que segundo ele estaria “elogiando o presidente Trump nos arredores da Casa Branca”, pela taxação dos produtos brasileiros em 50%.
"Assisti ontem a noite, num jornal, onde apareceu o filho do ex-presidente, nas imediações da Casa Branca, ele está lá nos EUA, foragido lá, elogiando a postura do presidende dos EUA de aumentar a taxa, as tarifas. É impressionante como um brasileiro, seja ele qual for, faça a defesa de uma forma inadequada para qualquer tipo de relação diplomática...Você ver o filho do ex-presidente defendendo um tarifaço? será que é verdade, a gente pensa, será que é verdade? não entendi que argumento ele poderia usar para defender que os EUA, as taxas, as tarifas de exportação", questionou.
Durante sua fala o governador Jerônimo Rodrigues disse acreditar que tem interesse escusos nessa ação “que não é só tarifário, tem interesses escusos por dentro disso, tem interesses para enfraquecer o governo do presidente Lula, posso até me antecipar, mas, que é como se fosse a preparação de um novo golpe”, declarou.
“Eu tenho pra mim que não é só tarifário, tem interesses escusos por dentro disso, tem interesses para enfraquecer o governo do presidente Lula, posso até me antecipar, que é como se fosse a preparação de um novo golpe, porque não existe, eu estou aqui com o prefeito Andrei, de Juazeiro e Marcos Palmeira, de Remanso, você imagina se um prefeito de Remanso resolvesse ditar regras para Juazeiro, ou vice e versa. Você imagina se um governador resolvesse mandar regras para um outro estado da federação, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, seja qual for, não está correto, estados e municípios tem suas leis, constituição, tenha seu povo”, comparou.
Jerônimo citou o impacto que essa decisão de Trump terá no estado, incluindo o Vale do São Francisco, onde instalou o governo do estado está instalado, desde ontem (16):
“Nós já temos contêineres, aqueles que transportam produtos para exportação, parados nos portos, contendo peixes, pois o transportes com os navios quando chegar nos EUA já vai estar chegando no mês de agosto e nas prateleiras já vai ser tarifado, uma coisa que foi planejada, programada pelo valor mais baixo e não se pode mudar a regra de um jogo durante um jogo...esta região que eu estou aqui hoje, é uma região muito produtora de mel e já existe também diversos contêineres parados por conta desse tarifação. A Bahia exporta muita celulose, produto da pauta de exportação mais forte...tudo isso vai sofrer um impacto muito grande, apicultores se (os produtos) não chegarem nos EUA acabou o emprego dessas pessoas, até para achar um novo mercado ...só no ano passado, Andrei (prefeito de Juazeiro) me passou aqui a informação, foram 237 mil toneladas de manga que essa região exportou, para o mundo todo, mas tem ali os EUA”, lembrou.
O governador elogiou a atuação do Governo Lula nas negociações, mas acredita que se não houver uma solução pacífica, uma negociação pautada na diplomacia, o Brasil deverá acionar a lei da reciprocidade e taxar os EUA na mesma proporção.
Assista esse trecho da entrevista.
Da redação redeGN/ Foto Ítalo Duarte - redeGN



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