Opinião - Juazeiro na Câmara Federal - Por João Chaves 

Nosso município padece de uma REPRESENTAÇÃO FEDERAL. 

Na atual realidade conjuntural, vivenciada pela política brasileira, com o sistema presidencialista de coalizao falido e tupiniquim, consequentemente, com  o fortalecimento do  Congresso Nacional, o presidente fica refém, seja ele quem for, de direita, centro, esquerda.

A representação federal assume um papel de fundamental importância para os estados e municípios, uma vez que as emendas parlamentares passaram a ter uma outra sistemática de liberação; antes, a sua liberação dependia da boa vontade do executivo. O parlamentar votava pela aprovação dos projetos apresentados pelo executivo, ou não tinham as suas emendas liberadas. A ascendência do Congresso  sobre o executivo, após a aprovação do projeto que torna as emendas impositivas, o parlamentar se tornou mais independente, com mais força para alocar recursos para os seus municípios, sem depender do bom humor do executivo.

Pelos  motivos acima elencados, é que a nossa representação federal, assume o caráter  de suma importância para nossa cidade, em vez de ficar lamentando o progresso de Petrolina.

Devemos arregaçar as mangas, envolver  o chefe do executivo municipal nessa discussão, no sentido de não trazer candidatos de fora, que não tenham identificação com nossa cidade, afinal de contas, ao ser eleito, ele deixa de representar os seus eleitores, e passa a representar todos os seus munícipes. Se essa for a vontade da municipalidade, ele não pode ser contra a vontade do povo de Juazeiro, afinal de contas, na política  não existe espaço vazio, imediatamente ele é ocupado, e é o que acontece: os homens honestos abominam a política, e o espaço é ocupado pelos desonestos.

O mesmo está ocorrendo em nossa cidade; pois, se não tivermos competência  para encontrarmos alguém para nos representar, continuaremos sendo representados pelas malas sem alças, que aparecem na nossa cidade em época de eleições, sem nenhuma identidade conosco. 

Precisamos mudar com urgência esse quadro caótico; Juazeiro precisa deixar de ser uma casa velha, onde quem manda é casa Nova. Parece até casa de mãe Joana, onde o dono sempre se renova.

As publicações de colaboradores e artigos assinados não expressam necessariamente a opinião do Blog.

Texto João Chaves - Médico Foto Ilustrativa: Bruno Spada/Câmara dos Deputados