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Semear, regar e colher. Aos 68 anos estes são os principais verbos da vida de Francisca Zuza dos Santos. Nascida no Crato, Ceará, devota de Padre Cícero do Juazeiro do Norte, a agricultora diz que há 26 anos trabalho na Horta de Plantas Mediciais em Petrolina, no bairro Areia Branca.
Além de valorizar a alimentação saudável e beneficiar o meio ambiente, a atividade, de acordo, com dona Francisca torna a vida mais prazerosa. Ela revela que muitos dizem que "o trabalho valoriza o conhecimento tradicional sobre plantas medicinais, assim como as detentoras desses saberes, por meio da construção coletiva de conhecimentos sobre o manejo agroecológico."
O detalhe do trabalho de dona Francisca está no "cuidado que ela tem pelas plantas medicinais". "Temos e cultivamos erva cidreira, capim santo, melão de são caetano hortelã, abacaxi, entre outros. "É uma alegria poder ajudar. Os compradores vão chegando todo dia e nós vamos contribuindo com uma vida mais saudável".
É o caso de Gernira Monte que logo nas primeiras horas dessa quarta-feira (22), veio até a horta comprar capim santo. "Sou adepta do chá caseiro. Sempre um alivio. Constumo fugir dos remédios industrializados. Prefiro sempre que posso os da natureza".
Em todas as épocas e em todas as culturas, o conhecimento dos remédios caseiros, que cura gripe e dores no corpo se desenvolveu e foi sendo ajustado de acordo com os efeitos produzidos sobre o organismo. Saber que plantas usar e a dosagem certa, todavia, requer experiência e sabedoria.
"Esse saber popular, porém, vem sendo cada vez mais ameaçado. O discurso dominante busca desqualificar as técnicas dessa medicina alternativa, fazendo com que o povo abandone suas receitas caseiras para comprar remédios industrializados. Por outro lado, a indústria de fármacos e cosméticos tem se apropriado e privatizado os conhecimentos construídos coletivamente e ao longo de gerações", escreveu o médico Celerino Carriconde, na época coordenador do Centro Nordestino de Medicina Popular.
Foto: Ney Vital



4 comentários
03 de May / 2024 às 17h37
MINHA MAEZINHA QUE DEUS COLOQUE ELA EM UM BOM CAMINHO MINHA GUERREIRA
19 de Nov / 2024 às 18h22
Que Deus abençoe todos da nossa família e preserve a memória da minha tia Francisca
18 de Dec / 2024 às 17h32
Conheci dona Francisca, uma senhora guerreira quando eu ia lá na horta dela ficava admirado com as historias dela triste em saber que em carne não estar mas entre nós que seus filhos e netos continue dando exemplos de vida...
19 de Dec / 2024 às 09h02
Minha guerreira, minha vó amada, sinto tanta saudade.