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Artigo - Trump plantou, em terreno fértil, a semente da URSAL

Escrevo sob o bombardeio intenso de 16 horas com a notícia, de todas as emissoras de televisão, rádios, portais e blogs, repetida, analisada, discutida e exposta do ataque dos Estados Unidos à Venezuela.

Das observações cínicas (não encontro outra definição), de Miriam Leitão, que escreveu “Um ato ilegal contra um governante ilegítimo: não há lado bom na invasão americana na Venezuela”; a ilações de outros dizendo que o ato de Trump é um aval para Putin ficar com a metade da Ucrania e  a Xi Jinping de retomar Taiwan...

Artigo: 68 anos da execução do Che: "Ninguém morre enquanto é lembrado"

Capturado no dia 08; no dia 09 de outubro de 1967, ironicamente em uma sala de aula de uma pequena cidade perdida nos vales bolivianos, La Higuera; tiros, disparados "abaixo do pescoço para mostrar que houve  resistência e enfrentamento", deram fim à vida do mais emblemático líder guerrilheiro do século XX.
Ferido, em péssimas condições físicas, subnutrido e com ataques repetidos da asma que o acompanhou pela vida inteira, Ernesto Guevara, o Che, recebeu o Sargento do Exército Boliviano, Mário Teran, sentando a um canto, amarrado.

De acordo com as próprias declarações do executor, que cumpria ordens do agente da CIA Felix Ismael Rodriguez, dadas ao comandante boliviano, o Coronel Perez; Che levantou-se e, mais que uma pergunta, afirmou:
"Você veio para me matar", com uma voz firme que parecia ecoar nas paredes da sala. Terán olhou para o chão sem responder. "O que os outros disseram?", perguntou Che, referindo-se ao restante de seus companheiros de guerrilha que tinham sido capturados e mortos nos dias anteriores. "Nada", respondeu Terán. O Che não pôde deixar de sorrir. "Eles foram corajosos!", exclamou.
Ele me disse: "Fique calmo e mire bem, você vai matar um homem!", contou o então suboficial à revista Paris Match em uma longa reportagem sobre o episódio. 
Encerrava-se ali a vida do guerrilheiro e crescia o mito, as lendas e a aura que beira o misticismo. Até hoje, centenas de pessoas,  peregrinam todos os anos para o local onde ele foi executado e em Cuba, milhares se reúnem para relembrar seus feitos na Revolução de 1958.
Após 68 anos, nós os sobreviventes daqueles fatídicos anos da segunda metade do século XX, que em algum momento da vida, fomos tocados pela urgente necessidade de mudar o Mundo, compreendemos porque o Che nos emociona, nos direciona, nos deu coragem e desassombro para sonhar a Utopia: Antes de ser o comunista, ele era um humanista. Entendia que a Revolução tem de mudar não apenas as relações de produção, mas modificar, por inteiro o Homem.
Esse Humanismo, essa entrega total à tarefa de cooperação social como forma de desenvolvimento, impulsionou Che e plantou raízes no mundo inteiro.
Hoje, quando pairam nuvens escuras sobre o futuro e fascistas mostram abertamente a cara; quando "líderes" patrocinam genocídios e são aplaudidos por ignorantes, quando a "informação" é manipulada por IA e a bússola da ação das massas é o Whatsapp e o Instagram, é impossível não lembrar Che.
Ainda há quem se sacrifique, ainda há quem renuncie ao conforto e a segurança (aqui uma lembrança, registro e admiração à Deputada Federal Luizianne Lins), ainda há humanidade entre mulheres e homens. E quero crer, ainda há coragem e determinação, para continuarmos na jornada para a mudança do Mundo.
Che vive!
Manoel Leão-Um velho sobrevivente..

Artigo - Reflexões necessárias ao artigo de Ives Gandra

Quem sou eu? Diante de um Ives Gandra da Silva Martins? A relação de suas atividades, sua participação e formação, apenas a relação, enche páginas e páginas.

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Espaço do Leitor - Notícia da morte de um Guerreiro do Povo: Alberto Armando Batista Gaspar morreu.

Mais uma vez noticio a morte. Tomara que ao escreverem sobre a minha morte, se escreverem, tenham, como tenho agora, lágrimas nos olhos ao falar de Alberto Armando Batista Gaspar. 

Alberto Gaspar, quantas vezes discutimos; quantas vezes nos estranhamos e quantas vezes caminhamos juntos. Foi meu candidato a prefeito e a deputado, foi meu desafeto no MDB e inseparável companheiro de palanque. ..

Juazeiro teu nome não é Juazeiro. É Liberdade!

Havia um pé de juazeiro na curva do rio.  

Tronco tortuoso, forte, áspero e canelado. Baixo, oferecia abrigo a viajantes esperando os paquetes que já faziam a travessia naqueles tempos. ..

Espaço do Leitor: Homenagem - Um abraço companheiro Luiz

Vi agora a tarde um vídeo com o registro do acidente que vitimou o companheiro Luiz Araújo. Na mesma hora perguntei se haviam identificado as vítimas e não tive resposta. Vejo agora o registro no Blog. 

Conheci Luiz em 1986, na campanha vitoriosa de Waldir Pires ao Governo da Bahia e antes da emancipação de Sobradinho. ..

Espaço do Leitor: Porque a prefeita não gosta da imprensa?

Amigas, amigos e colegas, que trabalham em Juazeiro, ao me parabenizar por ter sido vacinado em razão da idade, me perguntam, como se a idade me desse respostas para tudo;  porque aqui ainda não se começou nem o cadastro para a vacinação dos profissionais de imprensa?

Não sei. A decisão de incluir os profissionais de imprensa, com as normas, foi da CIB - Comissão Intergestores Bipartite, uma reivindicação do SINJORBA – Sindicato dos Jornalistas da Bahia,  SINTERP-Ba – Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e de Publicidade no Estado da Bahia e outras entidades ligadas à imprensa, como a ABI...

Espaço do Leitor: Fátima, uma lição de amor e desprendimento

Geraldo,  

Sou um intrometido por natureza. Amo dar palpites e me envolver. Difícil, nessa idade, aprender a ficar calado ou a aceitar qualquer coisa que suscite debate ou que considere errada. ..

Manoel Leão, não tem discussão não!

Lembrei hoje de um pedaço de uma música de 1978, de Chico Buarque: Hoje você é quem manda / Falou, tá falado / Não tem discussão, não.

E, pior que naqueles tempos, te cuida! Porque se discutir, se ousar pegar no celular, vai encontrar um deles na porta do seu trabalho, ou no bar que você gosta ou te parar no meio da rua, para cobrar silêncio, concordância, lembrar que agora já existe licença pra matar, que ele tem licença pra inventar e o braço é forte, ele é grande e ruge...

Reminiscência... O tempo em que éramos movidos pelos sonhos

Deve ser os tempos tristes e sombrios em que vivemos, um outono longo, anunciando um inverno solitário.

Deve ser a ausência de tantos e por outro lado a presença fria do que virá e a certeza que não há mais o combustível chamado esperança, que me deixa assim, nostálgico...

Diretas Já é sonho?

Sou parte da maioria silenciosa deste País. Que vê, ouve, sente e pouco se manifesta, ainda que minha labuta diária implique em registrar opiniões, fatos e versões que, algumas vezes, impactam a vida das pessoas.

Nesta semana ouvi centenas de vozes concordantes com tese que as Diretas Já, pedidas nas ruas, nos movimentos e nas redes sociais, é sonho, utopia, que atenta contra a Constituição e que não há condições de se fazer uma eleição geral, direta e irrestrita no Brasil de hoje...

Amor meu; Juazeiro por Manoel Leão

Na primeira colina, depois do longo verde do entardecer, a carranca.

O rio de luzes é o horizonte; o rio de água, presente nos olhos de quem busca pouso e acalanto, é apenas um risco entre as luzes e a estrada que nos leva a Juazeiro.
Entre colinas e manhãs ensolaradas, amanhece o rio...