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Aumento de infartos em jovens está relacionado ao estilo de vida; alerta cardiologista

A tendência de aumento de infartos entre pessoas jovens vememuma crescente na última década e tem preocupado os especialistas. Segundo dados do Ministério da Saúde, as internações de pessoas abaixo de 40 anos em decorrência de infarto passaram de 1,7 casos por 100 mil habitantes em 2000 para quase 5 em 2022, um aumento de 184%.

Morte súbita
E mesmo que alguns casos de infarto e morte súbita tenham sido registrados durante a prática de atividade física, os médicos reiteram que ela não é a vilã. Muito pelo contrário. “O exercício físico feito de forma segura, progressiva e supervisionada reduz o índice e os riscos de doenças cardiovasculares”, afirma a cardiologista Taís Sarmento, para quem o aumento desses índices entre jovens podem ser explicados pela mudança do estilo de vida e perfil de saúde...

Fazer atividades físicas sem consultar um médico pode trazer complicações sérias, alerta cardiologista

Praticar exercícios físicos, seja na academia, em quadra ou ao ar livre, faz muito bem à saúde. Mas quando não há a devida orientação médica, os riscos de se ter lesões e até potencializar complicações cardíacas são enormes. Somente um médico pode orientar e resguardar a saúde do sedentário, indicando, por exemplo, seus limites físicos. 

O médico cardiologista, Antônio Marconi, do Instituto do Coração do Vale do São Francisco (Cardiovasf), alerta que, como em vários lugares, a população de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) tende a desconsiderar uma avaliação clínica. “As pessoas acham que basta se inscrever numa academia e começar a praticar exercícios. Mas para muitos, antes, é preciso ir ao médico fazer avaliação clínica, exames e, a partir dos resultados, entender seus limites, carga de esforço, frequência semanal de treino e, principalmente, os cuidados para se evitar uma sobrecarga excessiva”...

"A hipertensão está relacionada à redução da esperança de vida", alerta cardiologista da UPAE/IMIP de Petrolina

A hipertensão, ou pressão alta como é mais conhecida, é uma doença cardiovascular crônica que acaba exigindo do coração um esforço maior do que o necessário para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos. Ela é também um dos principais fatores de risco para a ocorrência do acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio, aneurisma arterial, insuficiência renal crônica e insuficiência cardíaca. Os índices elevados da pressão arterial estão associados diretamente à redução da esperança de vida. 

Os números são alarmantes. De acordo com estudos da Sociedade Brasileira de Cardiologia, estima-se que em 2020, de cada 100 pessoas 55 venham a morrer de problemas cardíacos e pressão elevada. Atualmente, 48.1 % dos brasileiros que sabem ter pressão elevada não se tratam. "No Vale do São Francisco essa realidade não é diferente", garante o cardiologista da Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina, Dr. Alysson Cavalcanti. Segundo o médico, a maior parte dos usuários que chegam à UPAE são encaminhados pelo posto de saúde devido às complicações oriundas da falta de controle da hipertensão. "Aqui no ambulatório a gente faz a investigação para poder indicar o tratamento correto. Com isso, nós podemos evitar desfechos desfavoráveis", garante...