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Crônica - TRIVIAL: A obviedade (quase) ululante

Existe algo curioso no modo como o tempo não transforma apenas as coisas - ele transforma também as palavras. E, às vezes, essa transformação diz mais sobre nós do que sobre a própria linguagem. A palavra “trivial”, por exemplo, é de uma obviedade ululante.

Hoje, chamar algo de trivial é quase descartá-lo: é dizer que não merece atenção, que já foi gasto pelo uso, que perdeu o brilho. O trivial é o território do automático, do óbvio, do que não exige pensamento. Mas nem sempre foi assim...