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Grupo Operativo realizou audiência pública em Juazeiro, Jacobina e Ilhéus

20 de Oct / 2010 às 06h30 | Política

Na última sexta-feira, dia 15 de outubro, o Grupo Operativo da Ouvidoria Cidadã promoveu audiências públicas em três cidades do interior baiano: Juazeiro, Jacobina e Ilhéus. O objetivo dos encontros com a sociedade civil foi de aferir as principais demandas das comunidades, fomentando também a discussão sobre acesso à Justiça e as atribuições e competências da Defensoria Pública. A expectativa é que, até o final do mês, todos os 34 municípios em que a Defensoria atua passe por esse processo.

Nas três localidades, problemas coletivos, como segurança pública, violência doméstica, educação, saúde, acessibilidade, estrutura física, atendimento mais humanizado, dentre outros, estiveram presente nas intervenções. Com o tema “A Defensoria Pública na nossa cidade”, a audiência de Juazeiro reuniu, além dos defensores Olívia de Paula Santos, José Valdir da Costa e Wesclei Amicés, mais de 30 lideranças da comunidade. De acordo com Maria Nilza Silva, membro do Grupo e representante da Federação das Associações de Moradores e Entidades Afins de Juazeiro (FAMEAJ), a audiência gerou avanços significativos para o empoderamento das pessoas: “Serviu como uma forma de capacitação. As pessoas da comunidade costumam procurar os líderes sociais e, muitas vezes, não se sabia o que fazer, a quem recorrer. Como eles estiveram presentes na audiência, tiveram a oportunidade de sanar essas dúvidas, de como chegar até a Defensoria e buscar solução para os seus impasses, essa resposta será dada à população”, afirmou.

Em Juazeiro, a principal queixa foi relacionada à superlotação do presídio e às condições insalubres da casa de detenção. “As pessoas pontuaram seus conflitos e tivemos uma visão bem diversificada da conjuntura local. Os defensores foram muito importantes para demonstrar que estão dispostos a contribuir para o engrandecimento da Instituição”, disse Maria Nilsa. A principal deliberação foi de promover encontros similares nos bairros, levantando os problemas específicos. As reuniões, que serão iniciadas em novembro, contarão com a participação de pelo menos um dos defensores do município.

A presença constante da sociedade civil reflete o seu interesse em debater Justiça. É o que pensa Dejanira Mendes ao avaliar as audiências: “O interessante é que, mesmo com muitos questionamentos e críticas feitas ao nosso sistema de justiça seja pela demora dos processos, pela sua seletividade e falta de estrutura, as pessoas demonstraram que tem reflexões muito boas sobre essa área. Já tinham o acúmulo, só não tinham o espaço para falar e acredito que a audiência, o Grupo e a Ouvidoria vem para ser esse canal de interlocução. Esses encontro são muito importantes para preencher essa lacuna. Estamos de parabéns.”, finalizou.

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