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ARTIGO - ELEIÇÕES

05 de Oct / 2014 às 15h00 | Espaço do Leitor

Finalmente chegamos ao fim de mais uma campanha eleitoral. E a análise que faço é: novamente perdemos a chance de fortalecermos ainda mais esse importante e vital processo democrático da escolha direta através do voto.

Infelizmente ainda vejo a nossa democracia fragilizada devido a sorrateiras intervenções de setores conservadores que num passado não muito distante cercearam nossa liberdade e implantaram um regime autoritário e socialmente excludente.

E por isso, ao invés de se propagar uma discussão ampla sobre toda a conjuntura política nacional e expor as qualidades dos próprios candidatos (além de afirmar os motivos da escolha), parte da população influenciada por esses setores cujas ideias são ecoadas por determinados veículos da "imprenssona", optou pelo esvaziamento do debate fazendo uso de insanas e rancorosas agressões aos políticos e eleitores de correntes adversárias, principalmente se os mesmos forem militantes/simpatizantes do PT de Lula e Dilma ou do PC do B.

A nada fina ironia é que esse mesmo povo vive detonando o próprio país e exaltando todas as "maravilhas" dos países europeus e dos EUA. Esquecem-se, ou melhor, tentam não enxergar, que as populações dessas nações deixam muito claras suas opções ideológicas, no entanto, quando se dá por encerrado o período eleitoral e determinada corrente sai vitoriosa nas urnas todos voltam a fazer parte de uma mesma nação, sem distinções. Muito menos restrições.

Por exemplo. Não se vê nenhum republicano torcendo contra ou disseminando ódio à gestão do democrata Barack Obama. Simplesmente porque, afinal de contas, os acertos e os erros de seu governo impactarão a vida de todos. E ali o que está em jogo é o melhor para os Estados Unidos e para TODO o povo americano. O mesmo ocorre na Inglaterra entre os partidários dos Trabalhistas e dos Conservadores.

Lógico que por lá também existe confronto ideológico e enfrentamento de classes, até como principio do próprio fortalecimento do sistema democrático, mas não nesse nível de construção do caos e de disseminação do ódio.

Já que tentam tanto imitar o estilo de vida alheio, especialmente dos anglo-americanos, porque não imitam também essa postura política e esse maduro posicionamento de defesa da democracia que esses povos fazem uso nos seus respectivos países?

Eu voto Dilma e digo os motivos. Pelo que já foi feito de bom e pelas novas propostas para mais avanços e conquistas. É simples. Não me interessa falar mal ou desqualificar quem vota em Marina, Aécio ou em qualquer outro candidato. Acho que esse tipo de atitude imatura não acrescenta em nada e, ainda pior, divide o Brasil e fragiliza a nossa democracia.

Para finalizar: não creio que exista administração pública perfeita. Mas acredito sim que há gestões e governos melhores do que outros.

Luiz Hélio Alves

Jornalista

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